quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

[RESENHA] Space War (Space War #1) de Edio Felippe


Editora: Amazon
Páginas: 95
Publicação: 2018

O mundo como conhecemos não existe mais. A ganância pelo poder, dinheiro e o consumo desenfreado acabou por esgotar todos os recursos naturais do nosso planeta, fazendo a humanidade entrar em colapso e buscar desesperadamente por novas formas de moradia e de vida. Em contrapartida, a corrida espacial se desenvolveu absurdamente rápido. Estamos em 2498 e uma guerra nuclear dizimou boa parte da superfície habitável da Terra. Em virtude disso, a maior agência espacial do mundo, a NASA, conseguiu identificar um planeta com características semelhantes ao nosso e que, provavelmente, poderá receber a humanidade sem grandes problemas. Para confirmar essa hipótese, uma nave tripulada será mandada ao local.

Robert é um astronauta de 28 anos que sempre sonhou em conhecer o espaço e navegar por ele. Ao ser recrutado para essa missão inédita, e sabendo do peso que terá que carregar em virtude de ter a esperança de toda a humanidade em suas costas, ele terá que largar a sua família, incluindo a sua filha recém-nascida, para cumprir a sua missão. No entando, essa não é uma tarefa fácil. 

Junto com outros três astronautas, Scott, Stainkovic e Michelle, Robert desbravará um novo mundo, nunca antes visitado por humanos. O que eles encontrarão por lá? Haverá vida inteligente ou, até mesmo, uma nova civilização nesse local? O que o contato de humanos em um novo planeta pode desencadear?

Space War é o primeiro livro de uma série que abordará a jornada de civilizações ao longo do espaço sideral. A narrativa mescla momentos de drama e suspense com, claro, ficção científica e ação. Por ser o primeiro livro da série, somos introduzidos aos personagen que protagonizarão todo o embate e, também, aos cenários e universos construídos pelo autor. No entanto, também há o desenvolvimento desses e uma evolução deles dentro do enredo principal.

O plot principal do livro gira em torno da busca por um novo planeta para a humanidade. Essa busca contará com percalços que não haviam sido imaginados anteriormente, quando em Terra. A história em si parte desse princípio e se desenrola em outros nichos, co a introdução de novos personagens e toda uma nova civilização que é descoberta no decorrer da história. Isso é só o começo do livro. Não vou me adentrar muito nesse ponto para não dar spoiler a quem for ler mas, no entanto, dou a dica para vocês prestarem atenção na seguinte palavra: Dreex.

O final do livro traz um turnover bem interessante, junto com um bom gancho para a continuação. Sem dar spoilers, mas teremos uma situação nova na narrativa, com a humanidade estando por um fio e tendo se extenuado ao extremo. É um plot comum em livros e filmes desse gênero, mas que prende o leitor e o deixa curioso por uma continuação.

Leitura recomendada para quem gosta de livros de ficção científica hard ou para quem quer começar a ler esse gênero sem se preocupar em encontrar um texto muito longo e fiar com medo de abandoná-lo.

O livro é baseado num jogo desenvolvido pelo próprio autor e que pode ser acessado por esse link: https://edio-felippe.itch.io/space-war. Quem me segue por aqui sabe que eu adoro um universo expandido e, nesse caso, também adorei esse toque de ser acessível ao público-leitor.
 
                                                                     

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

[RESENHA] Um Acordo Pecaminoso (Os Ravenels #3), de Lisa Kleypas

Editora:Arqueiro
Páginas: 304
Publicação: 2018


Lady Pandora é a moça mais diferente dos bailes da sociedade londrina, pois na atual temporada ela só quer ficar na dela, e sendo educada recusando convites para dançar. Ela não tem como prioridade casar e ter filhos, mas sim, dar andamento em seus jogos de tabuleiros que vem desenvolvendo, o que consequentemente terá sua independência em vender suas criações.

Quando é vista em um momento comprometedor com Gabriel, também conhecido como lorde St. Vicent, a certeza é só uma: irão se casar. Isso atrapalharia os planos da moça, pois tudo que era dela seria transferido para o marido, e nenhum fruto gerado por ela levaria seu nome.

No decorrer do tempo os dois começam a se conhecer, e sentimentos começam a germinar. Para os dois terem o que desejam, um acordo será feito para que consigam alcançar seus objetivos, como Pandora, por exemplo, realize suas vontades com suas criações dos jogos.

Logo quando li a sinopse e soube mais desse livro fiquei interessado. Primeiro por amar o segundo volume da série os Revenels, segundo por saber que esse livro terá um crossover de casal de uma série da autora, As Quatro Estações do amor, sendo o livro Pecados no Inverno, Sebastian e Evie. Nesse livro o filho deles será o protagonista.

O livro tem grande relevância no desenvolvimento em que Gabriel trabalha para seduzir Pandora. Ela se vê de forma complexada, já Gabriel mostrará sua verdadeira imagem e mostrando sua verdadeira beleza.

A escrita da autora é envolvente, fazendo com que o leitor mergulhe na trama e se interesse nas histórias dos personagens. Ela soube construir bem os personagens, apesar de Pandora em alguns momentos ser um pouco irritante, mas nada que atrapalhe o andamento da leitura. Gabriel já é um personagem com charme e seu instinto conquistador que fará com que a vida de Pandora ganhe um pouco mais de emoção e cor.

Para os fãs da série esse livro é um dos melhores! A autora soube trazer conflitos interessantes, explorar outros aspectos sem ser apenas os protagonistas. Estou ansioso para conferir o próximo.
 
                                                                     

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domingo, 16 de dezembro de 2018

[RESENHA] Extraordinárias de Duda Porto de Souza e Aryane Cararo


Editora: Seguinte
Páginas: 208
Publicação: 2017

Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil, como o próprio subtítulo já diz, conta a história de várias mulheres que foram importantíssimas para a história do nosso país mas que, por conta das falhas que nossa sociedade ainda reproduz, não receberam destaques nos livros da escolaou acadêmicos. Essa obra traz um compilado delas, de diferentes áreas: Ciência, Engenharia, Cultura, Arte, Política, Movimentos Sociais, etc.

Destaquei algumas que ou eu já conhecia e passei a admirar mais ainda agora ou eu descobri suas histórias: Dra. Graziela Barroso (grande Botânica, estudei muito ela na faculdade), Pagu (muito à frente de seu tempo, lutou muito por esse país e por nossa liberdade atual), Carolina Maria de Jesus (negra e periférica, conseguiu construir uma obra literária genial), Zuzu Angel (que lutou contra a ditadura e usou sua arte e sua genialidade para isso), Niéde Guidon (grande cientista brasileira que cede sua vida e sua inteligência para a Ciência), Dandara (escrava que lutou ao lado dos quilombolas e de Zumbi dos Palmares), Marinalva Dantas (advogada que usou sua competência para libertar mais de 2500 escravos nos dias de hoje), entre outras.

Uma coisa bem legal é que esse livro é feito inteiramente por mulheres. O texto, as ilustrações, o projeto gráfico, a revisão, a edição e a capa, tudo foi feito por profissionais do sexo feminino, o que é sensacional. O trabalho está incrível, genial e é um livro muito necessário nos dias de hoje.

Eu, como homem pró-feminismo, apoio demais e gosto muito de livros assim. Cada vez mais as mulheres estão emponderando-se na sociedade e para elas mesmas e ter um material que mostre o quão  sua importância na história e na sociedade atual é grande, só traz benefícios. Por cada vez mais mulheres empoderadas no poder!

                                                                     

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sábado, 15 de dezembro de 2018

[MINIRRESENHA] A Parte que Falta Encontra o Grande O de Shel Silverstein


Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 120
Publicação: 2018


Em A Parte que Falta encontra o Grande O temos uma narrativa onde um personagem, que tem a forma triangular, segue sua jornada para encontrar um lugar onde consiga se encaixar. No meio do caminho ele vai percebendo que pode sim ser feliz sozinho ou acompanhado, que o mundo está cheio de pessoas de má-vontade, de boa-vontade mas que nem sempre farão bem a ele e que, sobretudo, ele é a melhor de sua companhia. Até que algo acontece e tudo se modifica ao seu redor.

Como não li o primeiro livro, mesmo com o grande sucesso que o envolveu, não percebi bem como ocorreu a evolução da parte que falta. No entanto, esse é um livro que pode ser lido sem o contato com a história anterior, uma vez que há uma mensagem por trás dele que, mesmo se combinando com a do primeiro, é tão linda e cativante quanto. Essa é uma história que trabalha a questão da autoaceitação, do amor-próprio, do saber o seu lugar no mundo, do aceitar o diferente, do se perceber diferente (e perceber que isso é a coisa mais normal do mundo) e de, sobretudo, fazer o que te faz feliz. Pode soar discurso de autoajuda, mas não é. É um daqueles livrs infantis que servem para todas as idades, cuja mensagem é universal. 

É uma delícia de lê-lo e relê-lo. Recomendo a todos citando inclusive que ambos os livros são ótimos presentes de natal.

                                                                     

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

[RESENHA] Neurocomic: A Caverna das Memórias de Matteo Farinella e Hana Ros


Editora: Darkside
Páginas: 146
Publicação: 2018


Neurocomic traz a história de um rapaz que, ao encontrar uma jovem lendo um livro, começa a diminuir de tamanho a ponto de entrar em seu cérebro e caminhar por todas as suas estruturas. É um quadrinho que falará sobre o cérebro humano e todas as suas vertentes e facetas. Nosso protagonista conhecerá todas as partes do nosso encéfalo e, para começar sua jornada, ele se deparará com um senhorzinho no meio de uma grande floresta de neurônios. Em breve descobriremos de quem se trata mas, a princípio, ele o guiará por toda a história da Ciência, mostrando os grandes nomes por trás das descobertas relativas ao nosso sistema nervoso.

Na segunda parte veremos como a farmacologia atua no cérebro, ou seja, como os elementos químicos atuam nas sinapes (ligações entre um neurônio e outro), sejam eles remédios ou drogas ilíticas. Em seguida entederemos como ocorre a eletrofisiologia do nosso sistema nervoso, como os órgãos dete funcionam e como interagem entre si, além de ver como a eletriciade é fundamental para sermos quem somos. Nas partes seguintes, veremos como funciona a mente, como nosso cérebro atua com a questão do tempo e como a psicologia é uma ciência rica e muito interessante.

Esse é um quadrinho que funciona de forma excelente para alfabetização científica, ou seja, para introduzir pessoas que não tem conhecimento científico ou acadêmico de um assunto, nessa área e tem um grande potencial de ser utilizado em sala de aula, tanto da idade escolar quanto já na universidade. Eu sou suspeito para falar, uma vez que amo neurociência, mas foi uma leitura deliciosa do início ao fim. É definitivamente um prato cheio para quem ama o assunto e para quem quer aprender mais sobre ele.

Os autores são PhDs em neurociência e fizeram dessa narrativa algo didático sem cair no lugar comum ou sendo algo muto infantil, pelo contrário. É um quadrinho que aguça nosso conhecimento, e acarinha nossa inteligência usando de recursos, tanto gráficos quanto de conteúdo conceitual, muito interessantes. Destaque também para o trabalho da editora que trouxe uma capa maravilhosa, dura, um lindo projeto gráfico e papel com uma gramatura maravilhosa tanto para se ler quanto para se manusear.

Amei demais essa leitura! Recomendo a todos que gostem da área e também para aqueles que queiram começar a ler algo desse assunto.

                                                                     

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

[RESENHA] Ele de Elle Kennedy e Sarina Bowen


Editora: Paralela
Páginas: 256
Publicação: 2018

Ryan e James eram melhores amigos de infância. Ambos se conheceram quando começaram a jogar hóquei, quando ainda eram garotos. Logo perceberam que existia uma conexão muito forte entre ambos e sabiam que eles seriam melhores amigos a vida toda. Eles eram tão próximos que sabiam as coisas favoritas um do outro, o que cada um gostava de comer, de fazer, onde gostavam de ir, etc. Durante muitos anos eles eram grudados um no outro, passaram a infância e a adolescência juntos. Porém, numa noite em que estavam acampando juntos, uma aposta, que até então seria algo inocente, acaba por despertar uma situação inusitada para ambos e eles não conseguem reagir bem a isso. Ryan, após isso, se afasta de vez do amigo e a amizade tem seu fim.

No entanto, quatro anos depois eles se reecontram. James, sem entender o que teria dado no antigo amigo para agir daquela forma, agora joga no time da universidade em que estuda e fica sabendo que enfrentará o time em Ryan joga atualmente. Esse reencontro já começa a despertar pensamentos e indagações em ambos, antes mesmo de acontecer. Afinal, o que aconteceu para uma amizade tão bonita se separar assim? O que eles realmente sentem um pelo outro? Tudo está prestes a ser respondido agora.

Ele é um romance erótico LGBT com foco no público feminino, ou seja, não se trata de um livro escrito para o público LGBT em si mas sim para mulheres que consomem esse gênero, em geral, com casais héteros como protagonistas. É o primeiro do tipo a ser publicado em grande escala no Brasil.

Mesmo não sendo o meu primeiro contato com esse formato do gênero (já li livros semelhantes em inglês, que não foram publicados aqui) essa foi uma história que eu gostei de ler do início ao fim. O fato de não serem dois homens gays e sim um gay e um bi ampliu a diversidade da história, o que me agradou. A forma como as autoras usaram da bissexualidade de um dos protagonistas abordando o seu conflito interno e seus questionamentos, também foi interessante de se ler.

Esse é um romance erótico, gênero que tenho pouco contato, e segue o padrão de escrita dos demais livros do gênero. Então, quando começar a leitura, espere várias cenas de sexo intercaladas com boas doses de romance. Em alguns momentos, sobretudo no início do livro, senti que as autoras abusaram demais desse recurso, o que fez a história demorar a acontecer e me deixou um pouco frustrado. Mas, da metade pro final, a narrativa andou de uma forma um pouco mais fluída.

É o melhor romance LGBT erótico já escrito? Certamente não, mas gostei demais do uso de outras letras da sigla que não somente o gay e de ter um teor erótico, algo que é pouquíssimo abordado para esse nicho por aqui. Recomendo a leitura para qem gosta do gênero e para quem quer experimentar esse novo formato.

                                                                     

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

[RESENHA] A Liga dos Corações Puros: A Chama de César Dabus




Editora: Chiado
Páginas: 486
Publicação: 2018


Quando o universo foi criado sete  agentes cósmicos roqueiros foram os responsáveis por trazer, cada um à sua maneira, um elemento para a formação dessa nova humanidade. Em raios energéticos de seus próprios instrumentos musicais, o Exército do Rock'n Roll construiu o universo de Flor Estelar, galáxia bem distante da nossa mas que tem as suas similaridades. Nela vive Zakzor, nosso protagonista. Ele está entrando em uma fase da vida de grandes transformações e começa a questionar a si mesmo e a sociedade em que vive, a todos que estão ao seu redor.

Em Flor Estelar os cidadãos não são permitidos a ouvirem as suas próprias vozes interiores, os seus próprios eus. Tudo deve ser mantido da forma mais quadrada possível, para que você não descumpra as regras e não acbe tomando punições graves. No entanto, Zakzor começa a questionar se isso é correto. Ele começa a entrar em uma fase da vida em que questionamentos são feitos constantemente em sua cabeça e ele sente que ninguém entende o que isso se trata, uma vez que todos o mandam matar essa voz interior e pensar apenas no que os outros vão pensar de você. O Exército do Ruído, como é chamada essa sociedade, está lá para acabar com toda e qualquer tentativa do indivíduo ser algo, calando o tempo todo todas as vozes interiores. 

Zakzor é uma exceção à essa regra. Ele se permite ter seus próprios pensamentos, suas reflexões e perebe que tudo aquilo ao seu redor está completamente errado. Porém, ninguém o entende e o manda deixar de pensar aquilo ou será punido pelo Exército. É quando, em uma determinada noite, ele encontra os sete mestres do Rock'n Roll, conhecida como Liga dos Corações Puros, que o ajudarão em sua jornada. A missão de nosso jovem é maior do que ele imaginava e uma grande revolução em Flor Estelar se encontra a caminho.

A Chama é o primeiro livro de uma saga que mistura distopia e alta fantasia escrita por César Dabus. O livro aborda a jornada do herói, em que um protagonista descobre a sua missão e, com a ajuda de mentores e outros amigos, começa a trabalhar para conseguir cumprí-la.

Ao ler a sinopse do livro o autor já deixa claro que está é a história mais louca que você lerá e, de certa forma, ele está certo. Porém, não é louca no sentido pejorativo, pelo contrário, é uma história tão gostosa de ler e com tantos elementos juntos que se torna algo sensacional. A leitura desse livro é incrivelmente fluída, você não consegue  largá-lo em nenhum momento. 

Confesso que quando li o prólogo pensei: "Meu Deus, mais um livro de um autor que surta, joga um monte de elementos aleatórios e acha que sabe escrever." Qual foi a minha surpresa ao avançar na leitura e perceber que quebrei completamente a cara. O livro é absurdamente bem escrito, com coesão e todos os elementos tem um motivo e uma ógica por trás. É um livro extremamente inteligente, bem estruturado, bem pensado e bem escrito.

Zakzor é um protagonista ao qual todos vão se identificar. Ao entrar na adolescência o turbilhão de novas sensações pelo qual ele passa é o mesmo que cada um de nós já passou, está passando ou ainda passará. A sensação de não pertencer àquele lugar, de não entender a sociedade tal qual ela é atualmente, entre outros aspectos do livro, fazem de A Chama uma excelente metáfora do papel de cada um no mundo moderno em que vivemos. Esse livro é sensacional.

Recomendo demais a todos que gostam de fantasia e distopia e, principalmente, friso que: não se deixe levar pela sinopse ou por achar que é algo absurdo demais e mal escrito por conta disso. E o contrário, te garanto!


                                                                     

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