segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

[RESENHA] Mile High (Nas Alturas #2), de R. K. Lilley


Editora: Charme
Páginas: 336
Publicação: 2017

Dias depois do ataque do seu pai, Bianca acorda em um hospital desorientada onde está. Ali está o homem que em poucas semanas deixou seu mundo de cabeça para baixo. Sua vida em poucos dias adentrou em um mundo obscuro de prazer e um lado desconhecido de onde seus sentimentos podem chegar.

Agora ela terá um tempo para refletir e organizar seus pensamentos, porém, perceberá que ela precisa de James Cavendish ou Sr. Cavendish, melhor dizer Sr. Magnífico tanto quanto ele precisa dela. Uma relação intensa e com sentimentos à flor da pele mostrará à Bianca novos caminhos, segredos não revelados e até pessoas que fizeram parte do passado de James, mas que até hoje pode influenciar em seu relacionamento com ele. Será que ela será forte o bastante?

Quando li o primeiro volume dessa série fiquei animado, pois era um livro que muitas pessoas elogiavam os personagens e a trama em si. Pois bem, gostei tanto da história como da escrita da autora. Assim que terminei o segundo, minha visão sobre algumas coisas mudaram, não que desestimulou na leitura, mas apenas estranhei mesmo questões vindas do Sr. Cavendish.

Bianca após sofrer um ataque do seu pai, que até então estava desaparecido de sua vida há muito tempo, terá que dobrar o cuidado com sua segurança. Porém, não é apenas isso que terá cuidado, mas também do seu coração. Ela a cada dia tem sentido algo forte, sentimentos nunca imaginados antes por James.

Há dois pontos que a autora foca durante o desenvolvimento da trama: a confiança, pois Bianca é uma personagem que não confia em qualquer pessoa, seu passado é resposta disso. A única pessoa que ela confia é em seu melhor amigo Stephan. James terá que lutar bastante para conquistar a sua confiança, e isso leva tempo, algo que o rapaz não está muito acostumado.

Outro ponto que a autora destaca é o relacionamento de Bianca com James. Bianca tem um passado triste, já James tem o seu pervertido e obscuro. Ela reconhece os sentimentos que está sentindo por ele para si, mas por sua falta de confiança não consegue externar. Nesse segundo volume, o diálogo e a sinceridade são questões tratadas para que o relacionamento do casal seja promissor.

Algo que me estranhou com relação ao Sr. Cavendish é sua obsessão por Bianca. Pode ser que nos outros livros do gênero tenha semelhanças sobre isso e não reparei, mas nesse pra mim percebi algo mais aberto ou nítido. Não duvido da paixão, atração ou até mesmo do amor dele por ela, mas me pareceu algo doentio sobre controlar não somente a garota nos momentos íntimos, mas também em suas decisões de sua vida. Pareceu como ter Bianca como marionete.

O que citei acima não quer dizer a leitura foi ruim. Não. A escrita Lilley continua fluida e envolvente. Não há tantas cenas calientes em muito menos de BDSM. Como já disse, a autora quis focar mais na relação do casal no parâmetro do diálogo e confiança. Os personagens continuam tendo uma ótima química e personagens secundários também são bem trabalhos e tendo seu destaque em momentos propícios.

Para os fãs da série e do gênero é uma ótima indicação de voo, quer dizer de leitura. A história é rápida de ser lida, com personagens com química e conflitos condizentes com a trama.

O próximo livro chamará Graunded e provavelmente será lançado em 2018.
                                                                     

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

[RESENHA] Ligue-me amanhã, de Luna Bravin


Editora: Bezz
Páginas: 129
Publicação: 2015

Evelyn está prestes a realizar um sonho que quase todas as mulheres tem: se casar. Ela está com seu noivo desde que se mudou definitivamente para os Estados Unidos, após terminar o intercâmbio. Porém, o dia que deveria ser o mais feliz de sua vida se torna um grande pesadelo, pois James, seu noivo, a abandona no altar para fugir com a amante que está há mais de três anos.

A jovem fica sem chão e decide voltar para seu país. Após que ela se mudou do Brasil para os Estados Unidos ela deixou de manter contato com seus amigos e parentes. Sua vida tinha ficado dentro de uma bolha no relacionamento perfeito (sqn). Após ter sido abandonada ela decide procurar as pessoas que anos atrás fizeram parte de sua vida.

Mas ela não esperava que seu celular seria trocado com um estranho no aeroporto. Agora ela mantém contato com uma pessoa que nunca viu, e para piorar ela começa a ter sentimentos intensos pelo rapaz que está com seu celular. Após uma notícia trágica sobre alguém que fez parte de sua vida, ela terá uma missão e junto com suas amigas ela vão até afim para realizar o desejo do seu antigo amor.

Quando a li sinopse desse livro uma luz de neon brilhou com uma escrita dizendo “Clichê”. Não me importei, pois amo histórias clichês, porém ela deve ser bem escrita para prender minha atenção, pois estarei lendo algo que já li muitos vezes. Porém, Ligue-me amanhã tem um grande defeito quando é algo relacionado ao clichê, o que foi de não conseguir comprar a história que me foi apresentada.

O acontecimento com Evelyn e a troca dos celulares poderia ter sido algo muito promissor, mas a autora inseriu diversos elementos que fez desandar a trama. Ela inseriu elementos previsíveis e arrisco dizer até irreais, não é algo de fantasia, são coincidências que jamais aconteceria.

No decorrer das páginas fui acompanhando a trajetória da protagonista e não acreditando que estava lendo. Uma história que poderia ter sido de dar a volta por cima, mas trouxe reflexões com frases de efeito excessiva e mecânica. Fiquei extremamente triste quando estava acompanhando os acontecimentos e acertando sobre tudo que iria acontecer.

Queria ter me surpreendido e ter finalizado o livro satisfeito, mas não foi isso que aconteceu. Pergunto-me o porque da autora ter colocando tantos apetrechos com coincidências irreais em um romance contemporâneo.


Para os fãs de romance tenho que dizer que a leitura chegou a fluir, mas os eventos na trama foram pedras que me atrapalharam para me entreter e ter concluído a leitura de forma feliz. Foi um clichê que não conseguiu me prender, o que poderia ter sido totalmente diferente.
                                                                     

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

[RESENHA] Como casar com um Marquês (Agentes da Coroa #2), de Julia Quinn


Editora:  Arqueiro
Páginas: 320
Publicação: 2017

Elizabeth Hotchkiss está numa situação crítica. Há cinco anos ela cuida dos seus três irmãos mais novos, após a morte de seu pai. O dinheiro está acabando e as dívidas estão prestes a chegar, sem dizer que precisa colocar seu irmão Lucas na escola e isso custa um bom dinheiro.

Nessa situação, ela decide se casar um pretendente que está disposto a receber seus três irmãos e suas despesas. Ela trabalha como dama de companhia com lady Danbury, e dentro da biblioteca da senhora a jovem moça encontra um livro de capa vermelha escrito “Como se casar com um marquês”. Essa é a hora dela receber conselhos e quem sabe deles conseguir alcançar seu objetivo?

James Siddons, bem na verdade sua verdadeira identidade é o marquês de Riverdale é sobrinho de lady Danbury e está de volta a casa da tia para descobrir quem está chantageando a senhora. Como já está acostumado a participar de investigações, por ter trabalhado no Departamento de Guerra, sua primeira suspeita é Elizabeth.

James irá investigar Lizzie, mas também será de grande ajuda a moça após oferecer em aconselha-la a conseguir um marido. Ele ensinará seu próprio método, mas o convívio levará ambos a sentirem algo mais forte. No entanto, o segredo de James poderá ser a ruína de algo quem mal começou.

Assim que terminei Como agarrar uma herdeira logo fiquei curioso para saber como seria a história de James, pois ele se mostrou um personagem engraçado e irônico. Também ouvi muitos comentários que o segundo era bem melhor que o anterior. Realmente tenho que admitir que isso é verdade.

Elizabeth é uma personagem forte, trabalhadora e sempre se esforçando a dar uma boa educação para seus irmãos. Ela é leal a lady Danbury e seu trabalho é exemplar aos jovens da senhora. A jovem tem um humor apurado e um tanto estabanada. Já James é um homem cansado de viver em Londres com diversas moças e suas mães em cima dele para conseguir um casamento promissor com um marquês.

Ele vai para casa de sua tia para fingir ser um administrador no intuito de descobrir quem é o chantagista que está querendo extorquir dinheiro de lady Danbury. Um homem bem afeiçoado não tem como Lizzie não deixar apenas uma vez, e ao decorrer dos dias eles será irá colaborar para que a moça consiga um marido que tirará ela e sua família da lama.
Julia tem um talento nato para escrever romances de época, isso é indiscutível. Um dos pontos que faz com que ela seja destaque no gênero é a maneira leve que ela desenvolve a trama, com um humor equilibrado e diálogos bem construídos. Seus personagens são sempre fortes, inspiradores e apaixonantes. Cada obra da autora me apaixono com o casal apresentado.

A trama construída por Julia é envolvente e instigante, apresentando um suspense como plano de fundo, ela vem evidenciando mais o lado romântico. Já conhecemos lady Danbury, na série Os Bridgertons, e sua sinceridade continua afiada.


Para quem leu Como agarrar uma herdeira, pode mergulhar na próxima história. Ela é mais engraçada e os diálogos mais atraentes. Para os fãs de romance de época essa é uma ótima indicação, por conter uma história que irá prender a atenção do leitor e certamente arrancará suspiros e risadas em diversos momentos. Julia fechou a duologia Agentes da Coroa com chave de ouro.
                                                                     

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sábado, 25 de novembro de 2017

[RESENHA] Só Escute, de Sarah Dessen


Editora: Seguinte
Páginas: 352
Publicação: 2017

Annabel é uma jovem modelo conhecida como “a garota que tem tudo”, por conta de um comercial que participou e ganhou destaque. Porém, ela se sente vazia e o mundo ao seu redor a cada dia parece ruir. No último verão, a amizade com Sophie acabou porque a amiga pensou que Annabel estava tendo um caso com seu namorado, o que não era nada disso. Uma de suas irmãs foi descoberta que estava sofrendo com distúrbio alimentar e toda família tenta encobrir esse assunto. Além disso, quando volta para a escola não tem ninguém com quem sentar na hora do recreio e é obrigada a ouvir pessoas cochichando sobre ela.

"Já li um livro da autora chamado Os bons segredos, e amei a trama e a escrita que Sarah apresentou. Ela é conhecida por trazer assuntos sérios e trabalhar sobre eles de forma sutil. Dessa vez não foi diferente, uma história forte com reflexões importantes para levar para vida."

"Eu estava começando a perceber que o desconhecido nem sempre era o que mais devíamos temer. As pessoas que nos conhecem melhor podem ser mais perigosas, porque suas palavras e seus pensamentos podem não apenas ser assustadores, mas verdadeiros.

Annabel é uma menina que desde criança teve que ser obrigada a fazer tudo que a mãe mandava, por exemplo, desfilar e fazer comerciais como suas irmãs. A família é igual àquelas propagandas de manteiga, aparentemente parece ser feliz e unida. O que é pura ilusão, pois as irmãs não se dão bem, os pais tem atenção apenas nas irmãs mais velha. Annabel sempre foi deixada de escanteio, e nunca teve sua voz ouvida.

Com isso, ela foi crescendo guardando tudo para si, com medo de confrontos e de expressar sua opinião. Um dos exemplos sérios de não se abrir é após vivenciar algo traumático que sempre ficará em suas memórias e parece remoê-la todos os dias.

"[...] a música é uma constante. E é por isso que temos uma ligação tão visceral com ela, sabe? Porque uma música pode te levar instantaneamente a um momento, um lugar ou até uma pessoa. Não importa o que tenho mudado em você ou no mundo, aquela música permanece a mesma, exatamente como em outro momento. Isso é bem impressionante."

A trama nos traz uma personagem fechada para o mundo exterior, porém seus pensamentos são claros e conseguimos nos identificar com sua história no decorrer das páginas. É perceptível como ela amadurece aos poucos, e um dos motivos é Owen, o rapaz sério que se isola no recreio. Eles criam uma amizade e um dos assuntos que permeia entre eles é a música. Annabel além de tomar gosto por música irá se descobrir, aprender a conhecê-la como realmente é.

Sarah Dessen tem uma escrita envolvente e consegue prender o leitor logo nas primeiras páginas. O romance e outros assuntos são plano de fundo para compor a trama, mas o carro chefe da obra é o trauma e como Annabel irá lidar e também a questão do relacionamento familiar. É incrível como a autora trabalha com leveza assuntos sérios.

"O passado afetava o presente e o futuro, de maneiras que conseguimos ver e de milhões de outras que não conseguimos. O tempo não é uma coisa que podemos dividir facilmente; não há meio, início ou fim. Eu podia fingir que tinha deixado o passado para trás, mas o passado não tinha me deixado."


Para os fãs de Young Adult mais focado para o drama essa é uma ótima indicação. É um livro envolvente, com uma trama contendo assuntos sérios, porém trabalhados com sutileza. Contém romance, mas nada muito detalhado, o foco é mais como a protagonista vai amadurecendo e se conhecendo por meio de sua própria história.
                                                                     

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

[RESENHA] Resenha de Rosalie Lightning - Memórias gráficas, de Tom Hart


Editora: Nemo
Páginas: 272
Publicação: 2017


Tom e Leela vivem uma vida agitada na cidade de Nova York com sua filha Rosalie. Porém, um dia eles são surpreendidos com sua filha desacordada e correm às pressas com a ambulância para o hospital. Lá eles recebem uma notícia drástica, a morte de Rosalie. A família Hart fica sem chão e sem nenhuma reação. Apenas o silêncio, aquele tipo de silêncio que emana inúmeros sentimentos e diversas imagens na sua cabeça.

Para superar a morte de Rosalie, o casal Hart passam diversos dias na casa de amigos, até vão para a cidade do Novo México visitar um acampamento de luto. A cada visita e a cada dia é um passo para fazer com que a memória da filha fosse algo suportável e menos doloroso.

A Graphic novel autobiográfica do autor nos traz uma história comovente e carregada de esperança. Os sentimentos do autor nitidamente consegue transpor das páginas para o leitor, por meio dos desenhos, diálogos e frases. No decorrer do relato acompanhamos o cotidiano do casal que acabaram de perder sua filha única com menos de dois anos.

Por meio de desenhos simples, mas bem elaborados e conseguindo ser objetivo na mensagem que deseja passar, o leitor consegue se envolver com a leitura a cada momento se compadecendo com toda situação vivida por Tom e sua esposa.

Há momentos que o autor usa metáforas para expressar o tamanho de sua dor e vazio e ao mesmo tempo o leitor consegue se identificar, pois certamente já perdemos alguém que amamos. E chegamos a conclusão que o luto é a prova do nosso amor.

O autor também traz pensamentos e lições que ele aprendeu e passa através dos seus desenhos de forma simples, direta, comovente e até mesmo engraçada. Ele soube dosar os momentos tristes e descontraídos.


O projeto gráfico está lindo e primoroso. Com traços simples, em alguns momentos há páginas pretas para demonstrar o momento de luto que eles passaram e como se sentiram. Tom Hart com todo seu dom em desenhar, conseguiu contar sua história de superação de forma leve, mas ao mesmo tempo fazendo o leitor se emocionar.
                                                                     

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

[RESENHA] Suicidas, de Raphael Montes


Editora: Companhia das Letras
Páginas: 432
Publicação: 2017

Nove jovens se reuniram em um porão para tirar as suas vidas em um jogo perigoso, o roleta-russa. Ninguém sabe o que os motivaram a cometer tal ato, porém um ano se passou e a delegada reúne as mães dos jovens para esclarecer algumas informações, pois uma possível prova foi encontrada: um caderno de Alessandro, um dos participantes do jogo narrando detalhadamente o que ocorreu naquele dia.

Diana terá que lidar com as mães exaltadas e fragilizadas, pois terão um contato mais próximo dos acontecimentos que ocasionaram a morte de seus filhos. Durante os capítulos escritos pelo rapaz, verdades e suspeitas surgirão no decorrer das páginas, e terá Diana a função de observar o que real motivo desses jovens participarem desse jogo macabro.

Já li Jantar Secreto, de Raphael Montes e me apaixonei pela sua escrita. Ele tem o dom de criar histórias bizarras, macabras e horripilantes aos olhos humano e atrair o leitor a cada página. Não foi diferente em Suicidas, arrisco em dizer que ele me prendeu mais nesse livro, foi algo que despertou muitos sentimentos em mim.

Deve-se atentar nos três tempos narrativos da trama: passado, presente e futuro. Eles estão encaixados e para ter uma compreensão maior da trama eles se complementam. Essa forma narrativa é algo novo para mim, mas consegui entender essa linha e achei surpreendente.

A história em geral me chocou. Confesso que tiveram momentos que parei para respirar, pois Raphael tem a capacidade de trazer o leitor para dentro da história e a partir dali começar sentir a reação dos personagens, tanto Alessandro como narrador principal quanto a reunião com as mães. O que mais me assustou é a história ser tão real e podemos parar pra pensar que isso pode e ocorre no mundo.

Sobre a motivação dos jovens participarem da roleta-russa foi algo muito bem planejado pelo autor, e por incrível que pareça consegui decifrar o final por conta de uma frase. Senti-me o Sherlock Holmes. Raphael joga artimanhas no decorrer da trama e ficamos aflitos por tanta suspeita jogada no ar.

A trama construída por Raphael Montes é instigante e muito envolvente. Assim que a leitura é iniciada não há como lagar mais. Os personagens são muito reais e o desfecho é incrível! O autor termina a história de forma inusitada, criativa e capaz deixar o leitor sem reação.


Aos fãs de thriller e policial essa é uma ótima recomendação. Quando você chegar no fim dessa história certamente ficará deitado refletindo sobre a vida, a trama e ainda sobre a mente do autor. Raphael é muito criativo e sempre traz histórias macabras e bizarras. Ele tem o dom de conta-las ao ponto de falarmos: “esse homem precisa de oração”. Raphael entrou na lista dos meus autores preferidos de thriller e quero muito ler Dias perfeitos e O Vilarejo.
                                                                     

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

[RESENHA] As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain


Editora: Autêntica
Páginas: 240
Publicação: 2017

Tom Sawyer é órfão desde bebê e vive em um vilarejo nas margens do rio Mississipi, nos Estados Unidos, com sua tia Polly, seu irmão mais novo Sid e sua prima Mary. Ele é uma criança livre e que diverte com seus amigos diariamente. Tom é um garoto que lidera a maioria das brincadeiras das crianças e ainda por cima consegue influencia-las.

Junto com seus amigos entram em várias enrascadas e deixam seus pais com os corações aflitos. O dia a dia do vilarejo não é nada monótono, mas é recheado de acontecimentos e as crianças vivem uma verdadeira aventura nos rios, grutas e trilhas.

A obra As aventuras de Tom Sawyer é mais que uma aventura de uma criança com seus amigos. Vai além do relato do cotidiano de um vilarejo. Com uma leitura divertida e cativante, o autor foi capaz de trazer muitas emoções.

Tom é uma criança que ama se divertir com seus amigos, criar novas histórias e ser diversos personagens. Ele não é quieto, muito pelo contrário, é atentado e entra em várias situações perigosas, mas sempre leva para o lado da diversão e aventura.

Ele tem um amigo de jornada chamado Huckleberry Finn, um morador de rua e seu pai é alcoólatra. Quando o vilarejo despreza o garoto por andar sujo e com roupas velhas, Tom o vê como amigo e nenhum momento julga sua aparência. Essa é uma das lições que a obra traz. Há outros personagens, como a primeira paixonite do protagonista, Becky Tatcher e seus amigos de aventura.

A obra é narrada em terceira pessoa, contendo diversos comentários do autor. Isso criou uma narrativa intimista, pois em alguns momentos o narrador pergunta ao leitor sobre algo contido na história. Isso tornou a leitura ágil e envolvente. A trama contém capítulos pequenos e parecem ser mini episódios de desenho. Aliás, a obra já foi adaptada para desenho e filme. 

No início do livro, o autor escreve um prefácio dizendo que a obra possa alcançar não somente crianças, mas também os adultos para que eles possam relembrar de momentos de sua infância. Isso foi algo marcante, pois foi o que realmente senti ao ler a obra. A cada página e aventura consegui trazer à memória momentos de diversão com meu irmão e minha prima no quintal da minha avó. O autor despertou uma nostalgia linda.


Este livro não é somente para crianças, mas sim para todos aqueles que amam ler histórias que vão relembrar de momentos divertidos da infância. Uma trama que traz diversas lições, mas também carregada de peripécias infantis e que talvez um dia eu ou você já vivenciou.

O livro já foi publicado em diversas edições, e a editora autêntica vem trazendo uma primorosa edição com ilustrações lindas que retratam situações e personagens da história.
                                                                     

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