quarta-feira, 22 de junho de 2016

[RESENHA] Tá todo mundo mal de Jout Jout


Editora: Companhia das Letras
Páginas: 200
Publicação: 2016

O mundo está em crise. Eu tenho minhas crises e certamente você também tem as suas. Elas podem ser grandes e pequenas, profundas e rasas, importantes ou não... São crises, o que provoca em nós sentimentos e pensamentos adversos. Jout Jout nos traz textos de crises que já vivenciou. São situações da puberdade até relacionamento com seu namorado Caio. Você poderá me perguntar: mas ela só escreveu isso? Sim, mas o engraçado é que podemos nos identificar com suas experiências. Ela logo no começo comenta que normalmente lemos e procuramos saber sobre a crise do próximo pelo simples fato de amenizar as nossas e testificar que elas são menores e menos preocupantes.

Eu tenho sérios problemas com livros de Youtubers. Eu tive a infeliz experiência em ler o livro de uma das maiores do Brasil, a Kéfera. Foi um livro que não absorvi e muito menos me identifiquei com o que ali foi escrito. Tudo bem, #vidaquesegue. Porém, Jout Jout é uma das minhas Youtubers preferidas. Confesso que no começo fiquei desconfiado e olhei torto com a notícia que ela iria publicar um livro, pois pensei: “será mais um entre muitos que estão lançando”. Após ver a capa e o título, tive que desconstruir o meu preconceito de desconfiar de sua capacidade e confirmar ou não o que estava pensando. Sério, errei muito em meu julgamento.
Ninguém pode definir o que é fútil para mim, ninguém decide o que posso ou não fazer. Afinal, é o meu corpo. Assim como eu decido se vou cortar ou não o cabelo da minha Barbie. Não importa, de verdade, se a minha prima acha que é uma má ideia. A boneca é minha, o corpo é meu, eu decido.
A obra contém pequenos textos que Jout Jout conta experiências de sua vida e algum momento se transformou numa crise. Os textos abordam diversos temas como adolescência; relacionamento com a família, amigos e o namorado; profissão; vocação, etc. A sua narrativa é intimista e despretensiosa, parecendo que ela estava do meu lado ou até mesmo diante de uma tela do computador contando suas experiências cômicas e um pouco sérias também.

Eu gostei dos textos e da forma que foram narrados, porém tenho que confessar que senti falta de assuntos mais sérios. O livro é recheado de histórias cômicas e sarcásticas, também teve um espaço sobre assuntos mais sérios, mas nem tanto. Provavelmente o objetivo da autora não foi esse, mas senti falta de temas abordados em seus vídeos fossem um pouco mais aprofundados aqui.
É natural que em um grupo de amigos uma pessoa se aproxime de outra, sem impedir que a amizade continue para todas. Amadurecer tem dessas coisas.
Há textos narrados mostrando nas entrelinhas a postura da autora em determinadas situações vividas. Assuntos sérios como o machismo e relacionamento abusivo – que ela não viveu, mas foi um dos vídeos mais acessados em seu canal com o título de “Não tira o batom vermelho”-. Percebi que uma de suas mensagens foi mostrar para as pessoas que as crises estão aí, prontas para nos abraçar em qualquer situação. Porém, não temos que nos desesperar. Elas são importantes para o nosso amadurecimento e quem sabe para escrever em algum livro sobre o que passamos rs

Teve um texto que me marcou muito. Jout Jout passou num período sem ter o que fazer, não tinha nenhuma perspectiva de qual carreira seguir e qual a faria feliz. Eu estou passando por isso, e a forma que ela lidou com isso está servindo de grande inspiração para eu poder acreditar em mim e minhas habilidades. Acredito que você leitor que está lendo essa resenha também poderá se identificar com algum desses textos. Quem sabe terá crises de riso, se emocionar ao lembrar de alguém que viveu com você determinada situação similar, raiva por sentir a mesma coisa que Jout Jout passou. Despertar sentimentos, essa é uma boa definição que a obra poderá fazer.
As pessoas querem alguém que fale o que elas já sabem, às vezes o que precisam é do respaldo de desconhecidos para poder fazer algo a respeito. A gente precisa de reafirmação o tempo todo para não dar um passo errado, arriscar tudo, fazer uma coisa fora do comum.
Para quem gosta de um livro leve, rápido de ler e é fã de Jout Jout, é mais do que recomendado. Quero também experimentar a linha narrativa de Jout Jout na ficção, pois percebo que há uma muda ali prestes a se florescer, com ideias mirabolantes e criativas.

Ps: é inevitável ler e não ouvir a voz de Jout Jout narrando cada texto rs
        

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

[RESENHA] A Coroa (A Seleção #5) de Kiera Cass

 
Editora: Seguinte
Páginas: 310
Publicação: 2016

Atenção, leitores! Contém spoilers de A Herdeira

Resenha de A Herdeira #4
      
Com a saúde crítica de America, Maxon desestabilizado com as situações da esposa, Eadlyn terá que reger Illéa. Com a ausência de seu pai, terá que pôr em prática tudo aquilo que aprendeu com ele. Terá que tomar decisões que poderá definir o futuro do seu povo, conseguir a aceitação deles e ainda por cima continuar a Seleção para decidir quem será o seu futuro marido. Eadlyn passará por intensas emoções, mas terá que liderar sabiamente e tomar decisões não só para seu povo, mas também do seu coração.
Não estava com muitas expectativas para esse último volume da série, pois quando terminei o anterior não me agradei com a protagonista e como estava andando o enredo da trama. Mas sou leitor brasileiro, aquele que não desiste nunca, decidi encarar o último round. E não é que me surpreendi?!
 
O livro anterior para esse foi um divisor de águas com relação à Eadlyn. Em “A Herdeira”, ela pode ter se mostrado alguém com personalidade forte, mas a prepotência, egoísmo e as atitudes infantis sobressaíram e conseguiu queimar os eu filme. Porém, após a situação crítica de sua mãe, ela terá que tomar as rédeas do reino. Ela verá o árduo trabalho de seu pai para com essa posição séria e difícil. Isso gerará um amadurecimento rico, fazendo com que ela deixe o seu “eu” de lado e foque mais no seu povo. Eadlyn deixa de ser individualista e compartilha e aceita mais opiniões contrárias, começa a crescer como pessoa adquirindo sabedoria. Além disso, ela terá que continuar a Seleção e decidir quem será o seu futuro companheiro. Nesses diversos acontecimentos e tomadas de decisões, estratégias também deverão ser elaboradas para sair de uma situação ameaçadora contra o trono.
O amor verdadeiro, era capaz de tornar uma pessoa mais forte diante das circunstâncias, ainda que fosse necessário enfrentar a maior decepção da vida ou carregar o peso de um país nas costas.
A narrativa linear e clichê não seguiram fielmente como esperados. A autora propôs uma história de contos de fadas, mas com algumas reviravoltas e conflitos que dependeriam das decisões da protagonista, o que também fez me surpreender como Kiera soube amadurecer Eadlyn de forma natural e rápida. É nítida diferença da Eadlyn antes de ser líder e depois.
Kiera conseguiu fazer com que a continuação da trama de Eadlyn fosse satisfatória. Com personagens amáveis, conflitos coerentes e diálogos objetivos. Fez com que a leitura fosse envolvente, fluida e ágil. Após terminar o último volume da série A Seleção cheguei à conclusão que a autora fechou com chave de ouro. E espero muito que ela não crie alguma ideia de continuar, pois temo muito que tudo aquilo construído possa ser destruído por uma sequência desnecessária.
Amor. Eu achava que o amor era como uma roupa, incapaz de vestir duas pessoas do mesmo jeito. Ainda não sabia ao certo o que aquela palavra significava para mim, mas tinha a sensação de que chegaria a uma definição antes do que imaginava. Só restava saber se a definição me satisfaria.
Para você, leitor, que leu A Herdeira, fique tranquilo. Este livro é diferente daquilo que você acompanhou e poderá se surpreender como aconteceu comigo. Termino essa série feliz, pois Kiera trouxe segredos da época de A Seleção na história de Eadlyn, o que pra mim foi fascinante. Outro fato que gostei foi não ter focado intensamente na Seleção, mas também nos assuntos políticos para Illéa.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016

[RESENHA] Somente sua (série Crossfire #4) de Sylvia Day

 
Editora: Paralela 
Páginas: 286
Publicação: 2014

Gideon e Eva estão casados. No entanto, isso não será motivos que suas vidas serão repletos de rosas vermelhas, pois terão muitos espinhos em seus caminhos. O antigo namorado de Eva, Brett, vocalista da banda que compôs uma música inspirado nela quer o retorno do relacionamento. Landon, filho do maior inimigo do pai de Gideon tentará de todas as maneiras interferir na sua vida profissional, no intuito de destruí-lo. Gideon ainda tem dificuldades ao dormir e de se abrir para falar dos seus problemas e sentimentos, porém, seu sentimento por Eva cresce a cada vez mais, tornando inabalável. A moça também sente o mesmo por ele, mas ainda tem suas dúvidas e seus fantasmas interiores.
Depois de muito tempo decidi retomar a leitura da série Crossfire. Tinha dito para mim mesmo que pararia no terceiro, mas a curiosidade foi tão grande que fui me arriscar no quarto. A leitura foi nada inovadora e senti que estava no mesmo lugar do começo ao fim.
Eva continua com seus dramas e indecisões, porém sua personalidade forte coopera em não odiá-la do começo ao fim. É perceptível que pouco tempo de relacionamento com o mega empresário, seus sentimentos cresceram e posso dizer que houve certo amadurecimento por parte dela. Gideon Cross fora de sua bolha chamado Eva, é um homem frio e sério, porém na companhia de sua amada seus sentimentos são aflorados e intensos. Seus pesadelos e a dificuldade de se abrir continuam o atormentando, e isso é uma das pedras que aparecem no relacionamento com Eva.
A diferença desse livro é que Gideon ganhou uma voz narrativa ao enredo. Agora o compreendemos mais, temos acesso aos seus pensamentos e motivações em determinadas atitudes. Porém, também conseguimos ficar irritado pela sua maneira de tomar as rédeas de seu relacionamento sem nem mesmo perguntar a Eva, mas somente tem como objetivo protegê-la, pensando que a moça é inofensiva e não pode enfrentar as suas próprias batalhas. Isso cria um muro entre os dois, pois o diálogo e a confiança de saber tudo que acontece com relação a ele é quase inexistente. Isso mostra que apenas ela está lutando a favor e ele sendo seletivo às informações para dar a ela.
A escrita de Sylvia continua a mesma, mas o que me incomodou foi o enredo. Os conflitos não foram sérios, o que poderiam muito bem ser inseridos nos livros anteriores e não tido a preocupação de ter lançado um quarto livro. Isso ficou nítido para mim a vontade de lucrar em um livro que anda em círculos e não traz nenhum clímax atraente para o leitor.
Para os fãs da série digo: não há nada demais nesse volume. Há momentos românticos, discussões e revelação de segredos? Sim, mas nada demais. Sylvia conseguiu esticar a história para um quinto volume e lendo várias críticas sobre, vi que a série continua no mesmo nível de “Somente Sua”.       

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

[RESENH] Você se lembra de mim de Megan Maxwell

 

Editora: Essência
Páginas: 496
Publicação: 2016

Alana é uma jornalista independente e ama o que faz. Ela não acredita no amor, pois um dia foi iludida, desde então seus relacionamentos são passageiros e nenhum compromisso. Ela trabalha na revista Exception, em Madri. Quando enviada para Nova York para escrever uma matéria, conhece o charmoso Joel Parker.
Porém, tudo o que ela não quer é dar seu coração a outra pessoa novamente, outro quesito para não se apegar a ninguém é não se envolver com militar, pois não queria sentir na pele o que sua mãe viveu um dia. Mas não controlamos nosso coração e Alana se envolve com Joel, capitão da Marinha americana. Ela terá que tomar uma decisão: entrar neste relacionamento por completo e correr o risco de ter o coração despedaçado ou se afastar de algo, cujo passado de sua mãe poderá assombra-la pro resto da vida.
Este não é o primeiro contato com a autora. Confesso que os primeiros livros que li não me agradou nenhum pouco, mas a obra “Pela lente do amor” mudou minha opinião com relação à Megan. Não estava com muitas expectativas com “Você se lembra de mim”, pois a capa não me chamou atenção. A sinopse acendeu alguma luz da curiosidade, mas nada ao ponto de ansiar por lê-lo. No entanto, as primeiras páginas minha opinião mudou completamente: de longe essa trama é a melhor que já li da autora.
Há duas histórias contidas. A primeira é de Carmen, mãe de Alana, que mudou com sua irmão, Loli, para Alemanha. O objetivo das irmãs era ter uma vida melhor e conseguiram trabalho em uma fábrica. Naquela cidade conheceram Tereza e Renata, duas moças diferentes, mas com o coração nobre. A trajetória de Carmen resume pela sua persistência e a busca pela felicidade, sentimento esse que aumentou após conhecer o cabo Teddy. Um casal lindo e inspirador, mas o destino tinha outros planos para eles.
Alana é uma personagem cheio de vida e ambiciosa. Ela não desiste facilmente dos seus objetivos e um deles é crescer em sua profissão. Na primeira oportunidade de cobrir um evento em Nova York, a moça corre atrás ao ponto de enfrentar sua chefe na frente dos seus colegas. Conseguindo sua reportagem na cidade que não dorme, a jornalista da revista Exception não tem nenhuma vontade de relacionar com alguém e principalmente se for militar. O passado de sua mãe é prova de não ter nenhum contato com algum homem de farda. Porém, Joel Parker é um homem lindo e atraente. Ele é responsável em despertar um sentimento avassalador em Alana.
Histórias nesta obra dão ânimo para acompanhar durante a leitura. A trajetória de duas irmãos, ambas em um país desconhecido e tendo a oportunidade de experimentar coisas e sentimentos nunca pensados antes. O pulo de anos e mostrando a trajetória de uma mulher moderna e sonhadora. Gerações diferentes, mas nitidamente expõe que quando se trata de amor, não há séculos que possa mudar a sua essência.
Uma trama que me emocionei do começo ao fim, seja nos diálogos ou circunstâncias contidas nessas páginas amarelas e fez transpor lições e sentimentos como: esperança, tristeza, aflição, felicidade, amo, etc.
A escrita de Megan é fascinante, narrando em terceira pessoa, soube explorar todos os personagens fazendo com que o leitor possa compreender os sentimentos de todos. Uma leitura que tornou instigante, no momento em que comecei não quis parar, pois as histórias são lindas e inspiradoras.
Para os fãs de um bom romance, “Você se lembra de mim” é recomendadíssimo. Além de ser lindo ver duas histórias que se completam, a autora no começo do livro contou que essa trama é baseada na história de sua mãe, mas houve algumas mudanças. Leiam e deleitem-se com uma obra banhada em romance, nostalgia e esperança.
 

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terça-feira, 7 de junho de 2016

[RESENHA] Renascida (Acampamento Shadow Falls - Ao Anoitecer #1) de C.C Hunter

 

Editora: Jangada
Páginas: 392
Publicação: 2015


Della Tsang é uma vampira e reside no Acampamento Shadow Falls, um lugar onde há vários seres humanos sobrenaturais. Este lugar é seu verdadeiro lar, pois ali há pessoas que amam e a compreendem, ao contrário de sua família que não sabe de sua condição e distanciou dela. Após descobrir mentiras de sua família e começar investigar a morte de um casal, sua rotina não será mais a mesma.
Ela tem o sonho de entrar ao UPF, espécie de FBI dos sobrenaturais. Não será fácil para ela alcançar este objetivo, mas aproveitará todas as suas chances e seus dons. Mas no seu caminho aparecerá Chase, um vampiro novo no acampamento. Ele é misterioso, charmoso e Della já o viu em algum lugar, mas não se lembra.
Seu coração bate mais forte quando está com Steve, um metamorfo que a conhece e a recíproca também é verdadeira. Chase será uma pedra no caminho para o metamorfo, mas se ele a quer fará tudo para mostra-la que ele á melhor escolha. Porém, Della não está tão preocupada com isso, pois muitas situações virão e ela terá que lidar com elas, até mesmo com um fantasma.
Della é uma personagem que já gostava na série, cujo Kylie era protagonista. Sua autenticidade, sinceridade e força são características marcantes e que no decorrer da história isso fica evidente. Sua forma de lidar com seus problemas é direta e não é de confiar nas pessoas ao seu redor. Sua personalidade mostra sua coragem de enfrentar inimigos para defender pessoas que correm perigo. Porém sua vida não ficará na rotina mais. Além de descobrir que seus pais esconde informações de outros parentes, investigar um assassinato e lidar seus sentimentos com Steve, outra pessoa aparecerá em seu caminho, Chase. Ele é enigmático e algo diz que Della o conhece, mas ele não se mostra tão aberto para confidenciar coisas de sua vida.
O livro é narrado em terceira pessoa, proporcionando uma visão panorâmica de outros personagens, mas Della é a protagonista central. A cada término de capítulo há uma ponta solta para que o leitor anseie para o próximo, isso colaborou muito para que a leitura ficasse instigante. Os mistérios não foram previsíveis e a autora soube revela-los no momento certo, sem dar dicas abertas antecipadamente.
A trama contém muitos conflitos e cenas de ação, mas a Hunter soube equilibrar e distribuir bem no decorrer da história. Sua escrita continua fascinante, pois sua construção dos personagens e da trama fez com que a leitura ficasse envolvente e viciante.
Apesar de não gostar da modelo da capa do livro, o trabalho foi muito bem feito com metalizado. A diagramação também está boa para ler. Encontrei alguns erros ortográficos, mas nada que atrapalhe na compreensão da trama.
Para os fãs de Acampamento Shadow Falls, este primeiro volume como Della sendo protagonista é muito indicado. Prepare-se para entrar numa aventura envolvendo mentiras, romance, ação e muito mistério. O segundo volume tem como título “Eterna” e já foi lançado pela editora Jangada.
 
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

[RESENHA] A Garota do Calendário (Janeiro #1) de Audrey Carlan

 


Editora: Verus
Páginas: 144
Publicação: 2016     
Mia Saunders está com sérios problemas em sua vida. O seu pai é viciado em jogo e deve um milhão de dólares ao seu ex-namorado. Ele está no hospital em coma após os capangas do seu ex ter o espancado. Além disso, sua irmã está na faculdade e precisa de dinheiro para sustentar. A única saída de Mia é aceitar o emprego de acompanhante de luxo, da empresa da sua tia, para quitar a dívida do seu pai e ajudar sua irmã na universidade. Seu primeiro cliente é Wes, roteirista famosa de Hollywood. Ele é bonito e fará com que Mia junte o útil ao agradável em seu emprego. Uma relação é estabelecida entre eles, mas Mia protegerá seu coração ao máximo, pois sua presença na vida de Wes é passageira.
Desde que foi anunciada a publicação da série “A Garota do Calendário”, pela editora Verus, fiquei ansioso. Soube do sucesso da série tornou-se um fenômeno editorial lá fora, não me restou o desejo de ler e conferir se é isso tudo que estão falando. Realmente é isso tudo, pois o primeiro livro me prendeu e aguçou minha curiosidade para o próximo.
Mia é uma garota que sua vida não é nada fácil. Sua mãe abandonou a família pequena, seu pai é alcoólatra, viciado em jogo e está devendo um milhão ao ex-namorado de Mia, um agiota. Ela terá que abrir mão do seu sonho de ser atriz para buscar meio para quitar a dívida. A única saída é a empresa de sua tia que tem como função contratar acompanhantes de luxo para homens ricos. No começo Mia fica receosa, pois não queria mergulhar no mundo da prostituição. Seu primeiro cliente é lindo e será tentador não experimentar o que a vida tem a lhe oferecer.
"...eu havia protegido o meu coração com tanta força que ele só conseguiu pequenos pedaços ao longo do caminho. Todo resto ainda estava seguro, comigo no controle total."

Ela está cansada de viver desilusões amorosas. A cada namorado que tem é uma decepção diferente, a última foi a gota d´água, pois ele é responsável dela estar mergulhando nesse mundo desconhecido. Seu coração está protegido de qualquer sentimento amoroso. Seu foco nesse novo emprego é fazer o seu trabalho e conseguir o dinheiro. Mas não envolver sentimentos quando há uma química entre duas pessoas é impossível.
 
A trama é um clichê, mas está muito longe desse termo ser negativo. A premissa me atraiu e ao acompanhar a trajetória de Mia, foi impossível para de ler. Mia é uma personagem vulnerável, mas ao mesmo tempo há uma personalidade forte. Sua vontade de proteger sua família é em primeiro lugar e arriscará tudo para alcançar esse objetivo. Narrado pelo seu ponto de vista, conhecemos mais de sua história e seus sentimentos. Tive empatia à personagem à primeira vista.
Audrey tem uma escrita fascinante. O que poderia ser mais uma história envolvendo uma premissa semelhante, elementos de sua escrita foram o fator para fisgar o leitor e fazer com quem comece não tenha vontade de parar. Desde a ambientação, personagens à trama, Audrey conseguiu construir com esmero um mundo tem a mistura de dinheiro, sexo e o sentimento de salvar alguém.
Para quem é fã de um romance mais apimentado, “A Garota do Calendário” deve estar na lista de suas próximas leituras. A escrita da autora é atraente, fluida e ágil. Ela soube moderar as descrições das cenas picantes com insinuações, o que não se tornou algo enfadonho. Narrativa instigante e cativante que fará com que o leitor queira o próximo volume o mais rápido possível. Amei o casal deste volume e espero que um dia eles se encontrem novamente.
A série contará com doze volumes, respectivamente aos meses. Cada um Mia narrará sua experiência com clientes e lugares diferentes. O próximo cliente é um artista e mora em Seattle.

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

[RESENHA] As Crônicas de Della Tsang (Acampamento Shadow Falls - Ao Anoitecer 0.5#) de C.C Hunter

  
Editora: Jangada
Páginas: 144
Publicação: 2014     
Esta obra contém dois contos sobre Della Tsang, melhor amiga de Kylie na saga Acampamento Shadow Falls. Acompanhamos em terceira a trajeitória da personagem um conto que aborada como foi sua transformação, antes de entrar para o acampamento. E no outro ela terá que descobrir quem é o responsável de estar matando humanos, um dos suspeitos são vampiros. Esta obra é uma abertura para uma nova série focada em Della. O primeiro livro tem como título de “Renascida”.
Contarei separadamente sobre cada um para ficar mais organizado. 
Transformada na calada da noite: Della é uma adolescente autêntica e destemida. Ela não acredita em fantasmas, mas tempos atrás viu seu primo falecido entrando em um beco escuro. Também não acredita em vampiros, mas em uma noite esperando seu “ficante”, vivencia o seu pior pesadelo. Após presenciar uma briga de gangues, ela é transformada em vampira. Seu primo aparecerá para ajuda-la, ou seja, Della constatará que ver fantasmas, mas ele também é um vampiro.
Não será nada fácil essa transformação. A incredulidade de algo tão estranho estar acontecendo com ela é um dos pontos altos em sua mente, mas aos poucos os sintomas são manifestados e não há como se enganar mais. Seu primo, Chan, apareceu nos primeiros livros do Acampamento Shadow Falls. Ele tentará leva-la para morar longe de sua família e entrar em uma gangue para conseguir sobreviver e conseguir suprimentos – sangue. Porém, situações irão mostrar que esse não é o melhor caminho e o Acampamento Shadow Falls é sua única saída.
De maneira bem rápida C.C. Hunter conta os eventos da transformação de uma das personagens mais destacáveis nos livros anteriores. Como sempre, a autora trouxe uma escrita fluida e ágil. Foi interessante conhecer um pouco mais do passado de Della e foi importante este conto para entender mais sobre seu relacionamento com seu primo Chan e contextualizar essa sua transformação para compreendermos quem sabe no primeiro livro que começa a sua série.
Salva ao nascer do sol: em uma missão para descobrir quem está matando seres humanos, Della está focada em conseguir um cargo na UPF (Unidade de Pesquisa de Falen), uma espécie de FBI do mundo sobrenatural. Ela sempre almejou em trabalhar na área de investigação e prender criminosos, agora é sua oportunidade de mostrar sua competência para Burnett James, um dos responsáveis do Acampamento Shadow Falls. Nesta missão, Della terá Steve como parceiro na investigação, ele é um metamorfo chamorso, bonito e atraente. Ela sofreu no passado por amor e criou uma proteção para esse tipo de sentimento não penetrar em seu coração. Descobrir quem é o responsável dos assassinatos não será apenas sua missão, proteger seu coração também será.
Esse conto há mais páginas que o primeiro e Della já está ambientada no Acampamento Shadow Falls. Kylie e Miranda também estão presentes, mas não destacadas assim. Estou lendo o primeiro livro da série “Renascida”, protagonizada por Della e percebi que este conto é um prelúdio. Quem não ler o conto não terá problema de ler o primeiro livro, mas ele tem certas informações que estarão inseridas na trama.
A escrita de Hunter continua fascinante. Em duas histórias ela me fez mergulhar na vida de Della e conhece-la mais e saber que aquela carcaça de durona envolta dela é apenas uma máscara.
Um livro para os fãs da série e do gênero de fantasia. Amei as duas histórias e sinto que Della terá muitas histórias e conflitos para nos mostrar nos próximos livros.

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