quinta-feira, 19 de julho de 2018

[RESENHA] O coração na linha inimiga, de Elisabeth Constantino

Editora:  Novo Século
Páginas: 224
Publicação: 2018

"O coração na linha inimiga", livro escrito por Elisabeth Constantino, narra a história da jovem Jane Myer quando sua família passa a morar numa base britânica em terras alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, ela acaba se vendo num mundo muito diferente do que ela conhecia em sua terra natal.

Após vários meses sem contato com o pai, Jane acalenta esperanças de que ele traga notícias sobre o fim da guerra. Afinal, ele deixara entender, na última carta enviada, que coisas boas estavam para acontecer. No entanto, quando o coronel John Myer retorna à casa, o que ele tem a dizer é diferente do esperado: ele quer levar a família para viver com ele numa base britânica, na Alemanha. Ele garante, apesar da preocupação de sua família, que há segurança o suficiente por lá, uma vez que outras famílias de militares já estão vivendo no lugar.

Jane é uma jovem sonhadora que cresceu sob os confortos e as asas protetoras dos pais. Seus gostos são peculiares, em grande parte diferentes dos interesses das outras jovens de sua idade. Ela gosta de caminhar em parques e a leitura é um hobby constante. A solidão lhe agrada mais que as multidões. Apesar de seu pai ser coronel no ápice da guerra, ela não compreende toda a complexidade da situação. Porém, quando a família chega pra morar na base na Alemanha, ela começa a se sentir fascinada pela proximidade do ambiente militar que a cerca, porque ela passa a entender um pouco mais das responsabilidades do pai.

Mas o mundo perfeito de Jane começa a se transformar logo no dia seguinte à chegada ao novo lar. A família não mora sozinho na nova casa, muito pelo contrário. Divide o espaço com outras famílias e a mãe de Jane não quer que as pessoas tenham uma ideia errada sobre eles. Jane vai precisar se abrir mão da rotina e da vida segura que leva. Isto inclui participar de bailes com outras meninas completamente diferentes dela e, claro, conhecer alguém que pode ser aquele especial.

Um baile? Nesse momento? O que será que meu pai irá dizer? Talvez seria melhor eu não ir? E se eu não for? Serei discriminada entre as outras meninas?

A narrativa é em terceira pessoa do presente e em grande parte acompanha o ponto de vista de Jane. Não é muito comum que os autores utilizem esse POV em suas narrativas, optando mais pela tempo pretérito ou usando a primeira pessoa quando decidem pelo presente. A mim, causou uma certa estranheza até me acostumar. Um outro ponto que eu gostaria de salientar sobre a escrita é que ela me passou a impressão de que eu estava lendo um livro de época, num tempo mais remoto que a Segunda Guerra, como os livros da Julia Quinn e sua localização no século XIX.

Um dos meus maiores interesse ao pegar esse livro para ler foi o fato de ele se passar no período da Segunda Guerra Mundial. Este é um assunto que sempre me chama a atenção e gosto muito quando os autores localizam suas histórias nessa época, usando elementos ficcionais mesclados aos reais. Um autor que muitas vezes aborda o tema História em seus livros, e que eu admiro muito o trabalho, é John Boyne. Elisabeth passa a abordar mais profundamente a guerra da metade para o final do livro, inclusive com algumas passagens bem impactantes, enquanto que no começo somos apresentados aos aspectos que a compõe; por exemplo, a liberdade excitada dos soldados e a admiração que eles geram nas pessoas e uma presença ameaçadora pairando no ar.

O inimigo não é um soldado alemão, filha, tenha certeza disso. O Inimigo é aquele pelo qual o soldado luta a favor.

As dificuldades que a guerra trazem faz com que notemos a mudança e o crescimento de Jane como personagem. Ela precisa abrir mão de muita coisa e entender que o mundo é maior do que ela conhece através dos livros e das paredes que a protegem. É meio isso mesmo que acontece com todos nós em algum momento da vida: precisamos aprender a caminhar sozinhos, enfrentar algumas lutas que outros não podem enfrentar por nós mesmos.

O livro possui 224 páginas e a escrita da autora é super de boa. Para quem está com tempo livre, até mesmo consegue começar e terminá-la no mesmo dia. É um livro que eu recomendo para quem gosta de romance com uma dose de história e toques de romance de época, afinal a própria autora se inspirou nos romances de Jane Austen para escrever sua história!

Vocês podem conhecer mais sobre o livro e também adquiri-lo autografado no site da autora clicando AQUI e através da página no Facebook clicando AQUI. Adicionem também no Skoob!
                                                                     

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terça-feira, 17 de julho de 2018

[RESENHA] Nada a perder, de Jeff Lemire


Editora: Nemo
Páginas: 272
Publicação: 2018

"Nada a perder" é uma história em quadrinhos escrita e desenhada por Jeff Lemire. Com um tom intimista, o enredo gira em torno de um ex jogador de hóquei no gelo que, atualmente, trabalha na cozinha de um restaurante e tem de lidar com as frequentes lembranças de um passado complicado.

Derek Ouelette leva uma vida regrada por bebidas e confusões. Por onde ele passa, as pessoas recordam dos seus dias de ouro como jogador de hóquei. Em busca da paz necessária que a fama não lhe oferece, ele retorna à cidade em que cresceu. Porém, ali ele é praticamente considerado um herói: o garoto que colocou a pacata cidade em que vivia no mapa. Certo dia, sua rotina é modificada quando uma pessoa importante do seu passado retorna à cidade em que ele vive, trazendo consigo uma carga de vida tão pesada quanto a que ele próprio carrega.


São poucos os quadrinhos desse estilo que eu já li. Os desenhos de Jeff conseguem transmitir a emoção dos personagens. Não basta que a gente leia em algum momento que o personagem carrega uma energia furiosa, isso não é suficiente para a reconhecermos. A fúria de Derek sai das páginas nos traços do autor. Há, também, um certo "movimento" gerado pelo sequenciamento dos quadros. Vemos o momento atual sob um toque frio e sombrio, porém ao lembrar do passado somos transportados para cores mais quentes e vivas. Mesmo que as memórias não sejam lá muito boas. Há uma outra palheta de cores, mas essa eu deixo vocês lerem para descobrir.


Jeff Lemire é um quadrinista conhecido, tendo alguns números de HQ de X-Men assinados por ele. A atenção neste livro é voltada para aquilo que não é dito, uma vez que o autor não se prende tanto a muitos diálogos e se preocupa mais com o que seus desenhos têm a falar. Com poucos e bem desenvolvidos personagens, em "Nada a perder" ele apresenta uma história madura sobre redenção e transformação. Recomendo!
                                                              

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

[RESENHA] As Sobreviventes, de Riley Sager

Editora: Gutenberg 
Páginas: 336
Publicação: 2017

"As Sobreviventes", livro escrito por Riley Sager, conta a história de Quincy Carpenter, a sobrevivente de um crime que ficou conhecido como Massacre do Chalé Pine. Junto com outras mulheres que passaram por situações semelhantes, Quincy é conhecida como Garota Remanescente. O livro vai narrar como esse acontecimento moldou a personalidade dela e não a fez perceber algumas coisas que lhe acontecem no decorrer da história.

Não sei vocês. Mas quando eu pego um livro pra ler, já pelo título eu imagino toda uma história. Iniciei a leitura de "As Sobreviventes" imaginando uma história em que vítimas de um crime se tornam novamente alvo de um assassino. E que esse seria o fio condutor da história.  Não me enganei por completo. 

Nesta história, após sobreviverem a crimes diferentes, as mulheres Remanescentes seguem com suas vidas até que, um dia, uma delas morre. Somos guiados pelo ponto de vista da sobrevivente do massacre do Chalé Pine. Quincy tem alguns problemas de memória sobre o que aconteceu naquele dia fatídico, o que a impede de se tocar sobre certas coisas. A narrativa alternar entre o momento atual e os acontecimentos do Chalé Pine. O livro começa de forma impactante, porém no desenvolvimento peca em alguns momentos. É difícil até mesmo apontar alguns deles, pois eu teria que dar spoilers.

Não sei até onde eu gostei da revelação ao final da história. Acho que no mundo atual, cheio de tecnologia e informação, algumas coisas não cabem tanto em suspenses policiais. É um livro bom para quem procura uma história transitória, rápida. Mas que não pede muita expectativa sobre um clímax marcante.
                                                            

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quinta-feira, 28 de junho de 2018

[RESENHA] Submissa ( The Enforcers #1), de Maya Banks


Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Publicação: 2017

Evangeline é a típica garota que sai do interior para ganhar a vida na cidade grande. Ela trabalha horas em cima de um salto servindo mesas em um bar, tudo isso para enviar dinheiro suficiente para ajudar seus pais. Um dia, após dispensada por um homem que tinha entregado sua virgindade, suas amigas a incentiva ir a um bar exclusivo para impressionar o ex, no intuito de mostrar o que perdeu.

Chegando ao estabelecimento, Evangeline fica surpreendida com o luxo do ambiente, pois nunca tinha pisado em um lugar como aquele. Ela nunca imaginava que alguém estava observando nas câmeras e ali é o começo que sua vida irá dar uma reviravolta de 360 graus, pois ela conhece Drake Donovan. Importante empresário que tudo que ele quer consegue, e Evangeline entrou em sua lista e fará de tudo para tê-la.

Submissa é o tipo de livro que acompanhou certamente o boom de 50 tons de cinza, quando foi lançado no exterior. É o tipo de livro que muitos leitores gostam por conta do personagem “cuidar” de sua parceira como porcelana. Eu também leio romances assim, mas a maioria das vezes alguns comportamentos me incomodam, e essa obra foi uma delas que me trouxe certo estranhamento.

Evangeline é uma menina ingênua, é perceptível ver isso no decorrer da trama ao perceber que ela está somente na cidade grande para faturar uma grana para ajudar os pais. Ela não junta dinheiro para seu prazer próprio. Ela deu uma chance a um rapaz, ele a dispensou assim que ele conseguiu o que queria, mas ela decidiu com ajuda das suas amigas mostrar o que ele perdeu, indo ao Impulse, um local luxuoso e exclusivo.

Drake é o um homem poderoso, que conseguiu erguer seu império junto com seus “irmãos” e fez com que seu estabelecimento se tornasse um dos mais cobiçados de Nova York. Ele é dominador, em todos os sentidos. Quando vê Evangeline, algo desperta nele e faz com que aguce a curiosidade de conhecê-la melhor. Ele dará tudo para ela, e aos poucos algo que era para ser apenas passageiro poderá ser permanente.

O comportamento de Drake para com Evangeline me assustou um pouco. Sei que ele é um personagem como vários outros, que gostam de mandar e fazer o que quiser com a mulher. Mas há determinados pontos que o que era uma prática entre o casal, vai se transformando em algo doentio, obsessivo. Maior parte da trama fiquei incomodado com esse tipo de comportamento por parte dele. Evangeline também me incomodou, ao invés de ter pulso firme em diversos momentos, ela somente abaixou a cabeça e mergulhou em algo duvidoso e desconhecido.

Já outros livros da Maya e gosto bastante da sua escrita, que costuma ser cativante, envolvente, com personagens bem construídos e diálogos bem elaborados. Porém, em Submissa, a narrativa ficou um tanto enfadonha.


Para os fãs de romance hot, que tem o famoso personagem dominador, esse pode ser um livro que você pode gostar. 
                                                                     

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

[RESENHA] Justin de Gauthier


Editora: Nemo
Páginas: 104
Publicação: 2018

Justin é um garoto como outro qualquer: gosta de jogar futebol, de luta com os amigos e de usar os cabelos bem curtos. Porém, Justin nasceu no corpo de uma garota e isso acaba fazendo com que, durante toda a sua infância e no início de sua adolescência, ele tenha de encarar diversos dilemas internos e um mundo rodeado de preconceitos que vão desde os seus pais, até os psiquiatras aos quais ele se consulta, em busca de uma cura para algo que não é doença.

Se a infância já é um período complicado para a maioria das pessoas, para aqueles que são tidos como "diferentes" pela sociedade pragueada de hipocrisia em que vivemos é algo ainda pior, No caso de Justin, ter que conviver com colegas de escola que acabam por zombarem o tempo todo dele é ago infernal. Ele começa querendo cortar seu cabelo bem curto, como o garoto que é, mas esbarra sempre na mãe, extremamente preconceituosa, que acaba por negar todas as vezes em que ele afirma ser um menino. Logo ela o manda para um psiquiatra que tenta o tempo todo fazer com que ele seja curado dessa "loucura insana" que existe apenas em sua cabeça.

Ao entrar na adolescência, Justin vai ganhando cada vez mais convicção de sua verdade e moldando a sua personalidade. A descoberta do primeiro amor, a ebulição dos hormônios e a forma como ele enxerga o mundo vai fazendo com que se sinta mais confortável consigo mesmo, embora saiba que o corpo em que nasceu não representa em nada a sua alma. À medida que ele começa a desbravar o mundo e conhecer outros "diferentes" como ele, que Justin vai se sentido cada vez mais à vontade com o seu eu e vendo que, na verdade, o grande problema e, em alguns casos, a grande doença está nos outros.

Justin é uma HQ deliciosa de ser lida. Com traços simples e diálogos muito pertinentes, sua leitura é fluída e ágil, fazendo com que possa ser lida de uma vez, em algumas horas. Amei demais a leitura.

A temática da transexualidade é abordada de uma forma excelente, respeitando muito os diálogos internos do protagonista e mostrando os principais pontos que pessoas trans tendem a passar ao longo da vida, como o seu entendimento de si mesmo, a modificação corporal, o preconceito social nas várias etapas da vida, entre outros. Gostei muito da forma como Gauthier usou desses elementos na narrativa.

Sem dúvida é uma obra para todos que queiram entender mais sobre transexualidade. Excelente material para ser tratado em sala de aula. Leitura obrigatória para todas as idades.
                                                                     

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[RESENHA] Batman: Criaturas da Noite (Lendas da DC #2) de Marie Lu


Editora: Arqueiro
Páginas: 257
Publicação: 2018

Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra (Lendas da DC #1)

Bruce Wayne, o jovem nilionário que foi órfão logo cedo, acaba de completar 18 anos e atingir a vida adulta. Sendo agora o dono da sua herança e podendo fazer com ela o que bem entendesse, ele agora é responsável por todos os atos que cometer. Em uma noite, ele faz algo considerado ilegal e vai parar na famigerada e temida prisão de Gotham City, o Asilo Arkham. Lá ele conhecerá uma jovem chamada Madeleine. Ela não é flor que se cheire e, por mais que seja relutante em confessar os crimes que cometeu para ir parar lá, vai seduzir Bruce a se juntar a um misterioso grupo de pessoas que tem por objetivo acabar com a elite da cidade e promover uma espécie de justiça social nela: as Criaturas da Noite.

Empolgado com a ideia, Bruce logo se aproxima do grupo e passa a fazer parte da vigília noturna que os integrantes fazem. Mas, logo ele vai percebendo que muito do que é feito ali não condiz com os seus propósitos e com sua visão de mundo. No meio de tudo isso, uma grande ameaça surge em Gotham City, fazendo com que ele tenha que superar medos e enfrentar algo muito grande em nome da justiça.

Batman: Criaturas da Noite é o segundo livro da série Lendas da DC que, como o próprio nome já diz, traz histórias tendo como protagonistas grandes heróis e heroínas desse estúdio, estando todos eles em idades jovens, praticamente saindo da adolescência. O primeiro título, Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra já tem resenha aqui no Capa.

O livro é delicioso de ler. O que eu mais amo nessa série é a forma como as autoras colocam os personagens, que já são grandes clássicos da cultura pop, de uma forma jovem bem realística, ou seja, tendo os anseios, medos e cometendo os erros típicos dessa fase da vida. Nesse segundo livro, Marie Lu consegue trazer um Batman que está começando a sua vida heróica e mostra o lado humano do grande cavaleiro das trevas.

Batman é um dos meus heróis favoritos de todos os tempos. Esse livro consegue traduzir bem a essência desse herói trazendo tanto os elementos clássicos da narrativa original que o envolve, quanto dando um ar jovial ao herói e fazendo florescer sentimentos e situações que só serão desenvolvidos com o decorrer de sua vida.

Sem dúvida um excelente livro de ação e aventura que eu recomendo a todos os fãs de heróis e, principalmente, para os fãs do grande morcego de capa preta.

                                                                     

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[RESENHA] Um Homem de Sorte do Nicholas Sparks


Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Publicação: 2017

Um Homem de Sorte traz a história de Logan, um militar americano que combatia no Iraque e, ao receber de um amigo do exército uma foto de uma mulher desconhecida, se apaixona por ela e resolve cruzar o país a pé em sua procura. Ao conhecer Beth, professora que divide a administração de um canil com Nana, sua avó que sofreu um AVC, Logan se apaixona de imediato e abre mão de tudo ao seu redor para ficar próximo a ela. Ao chegar no Colorado, Logan resolve se candidatar à vaga de assistente do canil onde Beth trabalha, fazendo com que ambos fiquem perto o tempo todo. Com o passar do tempo ambos acabam se conhecendo melhor, tendo suas afinidades, e logo brota um romance. Ao conhecer Ben, filho de Beth com Clayton, seu ex-marido e que se caracteriza como o "vilão" desse livro, ela tem a certeza de ter conhecido o homem de sua vida. Mas como ambos viverão esse romance? Qual a reação de Clayton ao saber que seu colega de exército está namorando sua ex-mulher, a qual ainda tem interesses? Como Ben se relacionará com tudo isso?

A leitura desse livro é agradável, com a narrativa típica do Sparks. A princípio a história é bem diferente dos demais livros do autor, por se tratar de um triângulo amoroso, o que é raro nas obras do Nicholas. Mas com o avançar da leitura tudo se normaliza. O início do livro é um pouco chato, cheio de informações e descrições que cansam a leitura, mas no desenrolar da história a leitura flui. 

Meu personagem favorito é Nana. A sabedoria e a visão dela das situações vividas por Beth são muito interessantes. Os conselhos dela também são bem sábios. Vale destacar a importância dada a questão animal nesse romance. Sparks traz um personagem que é um pastor alemão, Zeus, e que tem participação fundamental no desenrolar da história e no final dela. A relação homem-animal é bastante trabalhada nesse livro. O final é eletrizante e dotado de um breve suspense fortemente sustentado pelo autor.

Recomendo para quem tem interesse em romances não convencionais e que querem ver uma obra de Sparks diferenciada, fugindo aos clichês existentes nos outros livros.
                                                                     

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