quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

[RESENHA] Luzes no Himalaia de Clóvis Guedes Costa

Editora: Chiado
Páginas: 344
Publicação: 2017





Akshai é um jovem que traz consigo uma história. Nascido em um pequeno vilarejo que sofreu com inimigos mortais que os caçaram por vários anos, ele viveu uma vida nômade e arriscada, além de muito cansativa, por muitos anos. Quando pequeno foi prometido para Lalitha, uma garota filha de uma família amiga da sua e que cresceu junto com ele. Ela logo viria a ser o grande amor de sua vida. Porém, algo modifica completamente os seus planos para o futuro e acaba por desmoronar todos os seus sentimentos. Conseguirá ele buscar forças e luz para cumprir sua missão e ainda retornar à sua amada?

Passa-se o tempo e nosso protagonista acaba por se separar de Lalitha. Seu pai o manda numa missão para uma cidade distante, para rever seu tio que não via há anos e dar-lhe informações de sua família. Para isso, Akshai cruzará um grande e tenebroso deserto, além de encarar situações que o fortaleeram ou o deixará próximo de sua morte. Essa jornada funcionará não somente como um esforço físico e psicológico, mas também como uma jornada espiritual que elevará o seu espírito à luz e o fará conseguir buscar a sua paz e o que lhe move na vida.


"Todos os anseios do ser humano, jamais se realizarão em uma única existência. Uma amizade intensa que mais tarde transforma-se em amor aflora entre dois seres, nascidos sob os auspícios dos Deuses. Outros, movidos pela luxúria sentem na carne o resultado de suas incúrias: o ódio transformado em trágica vingança. Uma aventura repleta de sentimentos fortes, como o amor e o ódio transformando este relato em um palco, onde desliza à vista do leitor, lutas pela sobrevivência, caçadas inesquecíveis e, venturoso reencontro de seres, que selam seus destinos sob as Luzes do Himalaia."

O livro se passa na Índia, 400 d.C. Isso me interessou muito pois eu nunca tinha lido um livro que se passasse nessa época e raramente temos livros que se passam nesse país tão rico de cultura e religiosidade. Conhecer mais sobre os aspectos daquele povo, bem como da própria história do país foi maravilhoso e enriqueceu ainda mais o livro.

O livro tem uma narrativa fluída e é super agradável de ler. É o tipo de escrita que você não consegue largar até o final e que não sente as páginas passando. A narrativa de Clóvis é deliciosa de ler, ele consegue intercalar momentos de ação e de desenvolvimento do enredo com reflexões acerca da natureza humana e das vivências dos personagens naquele momento da história. É um livro para se refletir durante um bom tempo e para fazer pausas durante a leitura para apreciá-la e pensar sobre.

Recomendo a todos que queiram ler um bom romance e que queiram saber mais sobre a história da Índia de uma forma leve e gostosa. 


O C&T está sorteando 4 exemplares do livro! \o/ Quem quiser participar, basta preencher o formulário abaixo e cruzar os dedos. O resultado sai dia 16 de março. Boa sorte! =)


a Rafflecopter giveaway



                                                                     

Onde comprar?

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

[RESENHA] Crônicas de Morrighan (Crônicas de Amor & Ódio #0,5) de Mary E. Pearson


Editora: Darkside Books
Páginas: 128
Publicação: 2017

Morrighan é uma jovem que sempre viu beleza ao seu redor, sempre buscou o lado bom e belo do mundo. Nascida e vivendo em meio a uma grande guerra em seu território, seu grupo vive em formato nômade, ou seja, andam de um lugar ao outro sem se fixar em nenhum ponto específico. A luta pela sobrevivência é diária, tendo todos que caçarem para conseguirem comer e sobreviver por mair um dia. Pela manhã, todos partem para a floresta para buscar algo que consiga comer e, à noite, se juntam no acampamento para compartilhar sua caça e comerem todos. Numa dessas idas à floresta, Morrighan esbarra em um garoto magricelo e estranho, que está escondido por entre as plantas. Ao conversar com ele e o ensinar a caçar, este resolve sumir no mato, correndo e se afastando dela. Nunca mais ela o esqueceria.

Anos depois, Jafir, o tal garoto, está mudado e o destino os une novamente. Com o corpo já na puberdade, ambos se aproximarão mais fortemente, mesmo tendo consciência que este é um amor proibido e que terá grandes consequências num futuro próximo.

Crônicas de Morrighan é um spin-off da série Crônicas de Amor e Ódio, cujos dois primeiros livros já tem resenha no blog. Trata-se de contar o passado de Mrrighan, personagem que é muito importante e interessante na trama original.

Eu gostei muito desse livro pela fluidez com que a história é contada. A escrita de Mary E. Pearson já é deliciosa de ser lida nos demais livros e nesse continua com um sabor gostoso. Essa autora tem uma boa mão para romances e consegue prender o leitor do início ao fim, fazendo com que torçamos o tempo todo para o casal de protagonistas. 

Não é necessário ler a trilogia original antes desse tomo. Como a história se passa muito antes da de Lia, você não terá spoilers da trama principal e apenas se aprofundará mais no passado de Morrighan e de como seu nome acabou virando o do próprio continente onde tudo se desenrola. 

Vale destacar a edição que a Darkside Books deu para esse título, com todo esmero que a editora tem por seu catálogo: capa dura, detalhes em dourado e um lindo projeto gráfico no miolo. Essa també, é a primeira edição física desse livro no mundo, uma vez que ela só tinha saído em ebook em todos os demais países onde foi lançada.

Recomendo a tod@s que se interessaram na trilogia original e que queiram saber mais sobre esse universo delicioso.
                                                                     

Onde comprar?

[RESENHA] Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra (Lendas da DC #1) de Leigh Bardugo


Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Publicação: 2017

Diana é uma jovem guerreira que está prestes a fazer mais uma de suas disputas em busca daa glória e da diferenciação de suas irmãs, tambem amazonas. Estamos em Temiscira, ilha formada apenas por mulheres que, com sua força e inteligência, construiram uma sociedade pautada na justiça e na verdade. Quando finalmente Diana tem a oportunidade de se destacar de suas irmãs e mostrar que está apta para ser uma grande guerreira, algo surge em seu caminho que acabará lhe afastando de tal sina. Um naufrágio acaba de ocorrer próximo à ilha e Alia Keralis, uma simples mortal, está prestes a morrer. Aparentemente uma bomba explodiu em seu navio, deixando-o em pedaços. Diana acaba por abrir mão de tudo e corre para salvar a vida da desconhecida.

Alia não é uma jovem comum. Ela e sua família estão envoltas em uma série de reviravoltas políticas e de podridão em alguns casos. Aparentemente tudo aquilo foi um atentado para acabar com sua vida. Mas quem lucraria com a sua morte? Com a proximidade com Diana, Alia acaba por descobrir muito de seu próprio passado e que ela em si é uma Semente da Guerra, série de mulheres descendentes diretas de Helena de Tróia e cuja vida é um risco imenso tanto para a humanidade no geral quanto para a própria ilha de Temiscira. Conseguirá Diana salvar a vida de Alia e ainda, também, o futuro de toda a humanidade?

Em Sementes da Guerra temos a primeira missão de Diana sendo contada, quando ela ainda era adolescente. Esse é o primeiro livro de uma série que trará grandes heróis nessa fase da vida fazendo com que possamos ver como eles agiam e usavam seus super-poderes ainda jovens. 

Foi o primeiro contato que tive com a escrita da Leigh Bardugo. Sempre ouvi falar bem de sua narrativa, mas nunca tinha lido outro livro dela. Confesso que gostei bastante da sua história e da forma como ela criou sua própria Diana, respeitando a idade e as origens da personagem, sem soar caricata ou como uma cópia de outras histórias da mesma. Sua escrta é leve e ágil fazendo com que você fique cada vez mais interessado em ler até o final do livro.

Recomendo demais a leitura para quem gosta da Mulher-Maravilha, como eu, ou para quem quer ler um livro leve, ágil e cheio de aventuras.
                                                                     

Onde comprar?

[RESENHA] Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick


Editora: Aleph
Páginas: 336
Publicação: 2017

Sempre achei curioso o nome desse livro: "Andróides sonham com ovelhas elétricas?". O filme inspirado no livro, no entanto, leva o nome de "Blade runner". O blade runner é, no livro, o caçador de andróides enquanto que no filme ele caça replicantes. Em suma, a mesma coisa.

É bem curioso como os autores de ficção científica imaginam ou imaginavam o futuro. Se formos considerar até mesmo 1984, de George Orwell, o futuro previsto por ele se concretizou em algumas partes. Porém, em "Andróides", a imaginação do autor alcançou outro nível. É como se ele acreditasse que a tecnologia evoluiria tão rapidamente após os anos 2000 que já teríamos colônias interplanetárias, uma inteligência artificial tão bem feita que é capaz de acreditar que está viva de verdade e, claro, que teríamos carros voadores!

E é a inteligência artificial que permeia essa história de Philip Dick. Em 2019, andróides foram criados para a exploração espacial. Eles são tão semelhantes aos humanos que somente o teste Voight-Kampff, um teste de empatia, é capaz de identificá-los. Ainda nesse futuro, os animais entraram em extinção e as pessoas ostentam réplicas dos mesmos em suas casas, o que lhes dá um certo status.

Rick Deckard é um caçador de recompensas que tem por missão aposentar os andróides que estão na Terra. Durante uma missão, ele conhece Rachel é um laço entre os dois começa a se formar. Porém, a aplicação do teste de empatia lhe revela que ela é uma andróide.

Assim como é interessante ver o que os autores imaginavam sobre o futuro, é curioso ler os questionamentos que eles já faziam a respeito da vida ou de assuntos tão contemporâneos. O título do livro pode trazer um dos pensamentos que o autor nos faz ter durante a leitura: o valor da vida das pessoas e das coisas.

Este não foi minha primeira leitura de Dick. Eu li há muito tempo o livro de contos “Podemos recordar pra você por um preço razoável”. E achei incrível a ideia de implantar memórias falsas nas pessoas. Ficção científica é um estilo literário que me atrai e espero poder ler outros tão bons quanto.
                                                                     

Onde comprar?


[MINIRRESENHA] O Livro do Juízo Final de Connie Willis


Editora: Suma de Letras
Páginas: 576
Publicação: 2017

Em Frankenstein, há uma parte em que o monstro "frankensteiniano" observa um grupo de pessoas articulando sons incompreensíveis. Com o tempo, ele passa a perceber a relação daqueles sons com as atividades delas e começa a entendê-las.

Mas por que falar de Frankenstein se o livro em questão é outro? Simples: "O livro do juízo final" se passa numa época em que o inglês era arcaico e a personagem principal, por conta de uma questão em especial, se vê numa situação análoga à da criatura de Mary Shelley. Porém, diferente da fluidez do texto de Mary, Connie se estende de um modo até incômodo na dificuldade do entendimento em questão.

“O livro do juízo final" tem tudo para agradar o leitor de ficção científica: uma viagem ao passado em que a pessoa no presente responsável por trazer de volta o viajante se encontra à beira da morte tão logo a viagem acontece. Isso foi o que me chamou a atenção. Eu gosto de FC. No entanto, senti que essa história foi arrastada. Eu me senti até enrolado com todas aquelas páginas com toda a falta de comunicação entre os personagens.

A edição do livro é bem bonita, com capa dura e textura. O livro ganhou três prêmios: Hugo, Nebula e Logus.
                                                                     

Onde comprar?


[RESENHA] Origem de Dan Brown


Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Publicação: 2017

Em seu novo livro, Dan Brown resolve se arriscar na polêmica que permeia toda a vida: de onde viemos e para onde vamos.

Robert Langdon é convidado por um ex-aluno a ir ao Museu Guggenheim a fim de assistir a uma palestra que promete abalar os alicerces da religião e do mundo. Porém, acaba sobrando para Robert correr atrás de uma forma de levar a público a descoberta que seu amigo fez. Então vamos acompanhar uma narrativa semelhante às encontradas nos outros quatro livros de Robert: uma corrida frenética, uma parceria com uma personagem feminina, ponto de vista múltiplo entre outros.

Eu tenho uma ordem de preferência dos livros. Gosto muito de Código, Inferno, Origem, Anjos e Símbolo, embora este último só esteja na lista por ser da "série". O fato de Origem estar em terceiro lugar não significa que ele não seja bom. É mais pelo que eu senti falta nele, enquanto que nos dois primeiros (da lista), tem de sobra. Enquanto que nos outros o autor nos dá teorias pra pensar até chegarmos a um momento chave, em Origem ele apenas nos instiga curiosidade pra saber o que o Edmond falará na palestra que pode mudar a forma de encarar a vida.

Apesar de em alguns momentos eu pensar "Dan Brown está viajando muito na ficção científica", um momento de reflexão após eu já pensava que ele não está tão errado de imaginar o futuro, e talvez uma nova linha evolutiva, daquele jeito. O livro faz refletir e questionar não somente sobre as perguntas-chaves, mas até mesmo quais caminhos a religião tem tomado e tomará.

Embora haja um suspense sobre o que ou quem fez o que fez na palestra, eu confesso a vocês que matei a charada logo no começo. Origem pode ser lido independente dos outros, mesmo por que nunca foi do autor se aprofundar nas aventuras anteriores de Robert Langdon.
                                                                     

Onde comprar?


[RESENHA] Mestre das Chamas de Joe Hill


Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Publicação: 2017

Filho de peixe peixinho é? Para quem não sabe, Joe Hill é filho de Stephen King. E é claro que a gente (ou eu) acabamos fazendo comparações. Porque é inevitável. Seria o mesmo que, por exemplo, ler um livro publicado por um dos filhos da Rowling e procurar as influências ou o mesmo talento da mãe na obra.

É claro que Hill tem sua própria forma de contar história. Li todos os livros dele publicados pela Arqueiro, inclusive o conto em parceria com o pai. O meu preferido é Nosferatu. O filme de "O pacto", renomeado como "Amaldiçoado", tem Daniel Radcliffe como protagonista. "Mestre das chamas" me deixou na expectativa de ver uma história tão boa quanto Nosferatu. No livro, uma praga aparece na pele das pessoas e, sem muita demora, faz com que elas entrem em combustão e morram.
A narrativa se torna lenta, arrastada, em vários momentos. Não é aquela verborragia em que o autor procura desenvolver o personagem ou localizar o leitor no momento da história. Tanto que o livro podia ter muito menos páginas do que tem.

Eu não entendi muito bem a proposta desse livro. Ganhador de prêmio na categoria terror, ele deixa muito a desejar nesse quesito. O que eu encontrei ali foi uma fantasia simples e pura. E não foi isso que eu esperava ver quando peguei o livro para ler. Eu queria o terror e suspense e não pessoas com a capacidade de controlar as chamas.

É claro que o livro não é de todo ruim. O que me incomodou é isso: eu queria terror, encontrei fantasia.
                                                                     

Onde comprar?