sexta-feira, 24 de março de 2017

Precisamos falar sobre Kev... spoilers!

Atenção! O texto a seguir pode conter spoilers. Siga por sua conta e risco.


"A morte de Freeza"

O spoiler e eu temos uma relação meio complicada. Não que relacionamentos sejam simples e fáceis de lidar. Bem, às vezes há alguma briguinha. Mas quando a gente gosta não há mal algum.

Eu cresci assistindo Dragon Ball Z no programa Band Kids, apresentado pela Kira. A cada título de episódio um spoiler era apresentado. Confesso que naquela época eu não fazia ideia da existência desse termo - spoiler -, que nada mais é do que "a revelação sobre um acontecimento". E isso não me incomodava de forma alguma. Muito pelo contrário, me dava uma expectativa absurda sobre como seria o acontecimento revelado.

Quando eu comecei a me interessar mais por livros e a usar Internet, o spoiler teve um peso diferente daquele da época dos animês. Vivi a época dos lançamentos dos livros de Harry Potter a partir do quarto. Os três primeiros já haviam sido lançados no Brasil quando conheci a série. Eu participava de comunidades no Orkut e criávamos diversas teorias sobre o futuro da saga. Mas quando um livro era lançado ninguém revelava nada gratuitamente. As postagens na comunidade sempre vinham com aviso de spoiler.

Confesso a vocês que o pior spoiler da minha vida literária foi sobre o final derradeiro de Harry Potter e o enigma do Príncipe. E eu o li num jornal do meu estado que fez uma matéria de folha inteira sobre o livro contando tudo. Havia um aviso na matéria sobre as revelações. Quem disse que eu resisti? Não tinha chance de ter o livro tão cedo à época. Então, eu queria beber informação de algum lugar. Desde então, prefiro não saber muito sobre a história dos livros que eu leio ou vídeos que eu assisto.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Sobre Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

A primeira coisa que eu tenho a dizer é que Harry Potter foi o responsável por me fazer gostar de ler. Antes dele, eu li um ou outro livro não tão envolvente quanto. Comecei a leitura a partir do terceiro ao ganhá-lo de presente de uma amiga da minha mãe, cuja filha ganhara "Prisioneiro de Azkaban" repetido. Li em uma semana e fui relendo a partir de então.

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, capa.

quinta-feira, 16 de março de 2017

[Resenha] Tenta-me (La chica de Servicio #1) de Patricia Geller


       
Editora: Bezz 
Páginas: 464
Publicação: 2015


Gisele Stone se mudou para Málaga temporariamente para juntar dinheiro para tentar fazer mestrado na sua área do jornalismo. Ela será criada na família dos Campbell. Uma mansão, pessoas ricas e sua amiga como colega de trabalho poderia ser algo confortável e normal, porém, isso tudo muda quando ela conhece Matt Campbell. Em um encontro inusitado ambos sentem uma atração avassaladora. Uma paixão é iniciada neste momento e muita água rolará debaixo da ponte deste relacionamento conturbado, onde a desconfiança sempre os acompanhará.
Ao começar a leitura de “Tenta-me” logo pensei que seria mais um clichê que estamos acostumados que a empregada se apaixona pelo patrão. Não me enganei, realmente foi um clichê, mas foi algo que não esperava e devo discutir neste espaço sobre algo que tem ocorrido nos romances e sempre vejo suspiros e ouvir “nossa que livro maravilhoso”, onde um tema polêmico e sério é abordado: o relacionamento abusivo.
Gisele é uma moça nova, mas sonha alto com sua carreira de jornalista. Com o foco no mestrado ela trabalhará como criada para guardar um pé de meia para conquistar seus sonhos. Quem a indicou para este trabalho foi sua melhor amiga. O que deveria ser um emprego comum se transforma em algo inesperado por ela. O primeiro contato com Matt Campbell é traumático e horrível aos meus olhos, mas para dar aquela romantizada, a personagem cedeu às investidas de Matt, que a estava forçando transar, e deu lugar ao desejo.
Há diversos romances contendo esse tipo de assunto, alguns tratados abertamente para mostrar que isso é algo errado e há uma desconstrução no enredo, outros mostrados sutilmente e tem aqueles que falam abertamente e no fundo este tipo de comportamento é justificaoa de maneiras sem fundamento, esta última se encaixa neste livro. A desculpa dada a um comportamento obsessivo, ciumento e abusivo é porque o protagonista teve uma infância sofrida e sempre cresceu com a desconfiança com os outros. É compreensível o comportamento da pessoa que teve seu passado sofrido não ser comum? Sim, mas a protagonista perceber o erro e justificar as atitudes do amado, isso já é limite.

Não foi uma leitura que me diverti e muito menos mergulhei na trama. Porém, tenho que admitir que a escrita de Geller é viciante, não consegui para de ler do começo ao fim, pois queria até que ponto este casal chegaria. Não foi uma história que me convenceu por motivos de não concordar com este tipo de assunto ser abordado e romantizado.
Para os fãs de romance leia resenhas deste livro antes e construam sua opinião sobre o assunto antes, para depois investir na trama. Se você quer conferir como a autora abordou, depois de terminar a leitura me procure para discutirmos. A escrita certamente te prenderá, mas o plano de fundo, isso já não prometo.
     
                                                                     


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sábado, 11 de março de 2017

[RESENHA] The Heart of Betrayal (Crônicas de Amor e Ódio #2) de Mary E. Pearson



Editora: Darkside
Páginas: 402
Publicação: 2016

Resenha de The Kiss of Deception (Crônicas de Amor e Ódio #1)


Lia e Rafa estão presos no Reino de Venda, nas mãos de Komizar e Kaden. Os desdobramentos do que aconteceu em The Kiss of Deception trouxeram consequências para os dois. Porém, a prisão não é tão rígida quanto parece; Lia pode sair para o comércio, desde que seja monitorada o tempo todo. Tanta bondade do Komizar a deixa intrigada mas, ao mesmo tempo, ela tem a oportunidade de conhecer melhor o povo a quem ela tinha tantas expectativas anteriormente. É a partir daí que o dom de Lia começa a aflorar.

The Heart of Betrayal é a continuação de The Kiss of Deception, cuja resenha você confere aqui. Nesse volume, temos uma evolução da história do segundo livro, com o trabalho em cima dos personagens e o amadurecimento destes. Infelizmente tive que enxugar muito a sinopse do livro e da história que se passa nele, uma vez que não quero dar spoilers a quem não leu o primeiro livro ainda. Por conta disso, a resenha pode soar um pouco enxuta nesse aspecto.

Contudo, o que posso adiantar é que esse livro me surpreendeu mais que o primeiro e virou o meu favorito da trilogia até agora. A autora soube dosar muito bem as cenas de ação e isso me fez ficar grudado na leitura até o final. A narrativa de Pearson é cheia de detalhes, o que deixa o leitor muito bem ambientado à obra. Além disso, ela consegue

Um dos tópicos que mais gosto nessa série é o empoderamento que a autora dá à protagonista. Ela é uma princesa, de fato, mas não por isso segue os padrões estabelecidos em livros sobre o principado, pelo contrário. Lia é uma garota que luta pelo que quer, rompendo todas as tradições e limitações que lhe são impostas. Outro aspecto importante é que ela tem um par romântico na história, mas isso não a impede de nada e ela só está com ele porque ela o quer e não o contrário. Acho isso sensacional, pois desmistifica o posicionamento de que o fato de uma protagonista feminista não possa ter relacionamentos.

Vale a pena destacar a qualidade da edição que a Darkside vem dando a essa série. Já se é sabido que a editora sempre trata com primor suas obras e com Crônicas de Amor e Ódio não tem sido diferente. Seguindo o padrão do primeiro livro, The Heart of  Betrayal tem capa dura e marcador de fita, além de uma linda folha de guarda. É para se guardar na estante e se admirar. Já estou ansioso para ler o último e terceiro livro da trilogia que já foi lançado lá fora com o título de The Beauty of Darkness e provavelmente será mantido no Brasil, como nos dois primeiros livros.

Recomendo muito a leitura desse segundo livro para quem gostou do primeiro ou até mesmo para quem não gostou e quer dar uma segunda chance à série. 


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sábado, 4 de março de 2017

[RESENHA] Coração de Aço (Executores #1) de Brandon Sanderson



Editora: Aleph
Páginas: 376
Publicação: 2016


Nova Chicago agora é uma cidade dominada pelo medo. Há alguns anos, um grupo de pessoas misteriosamente recebeu superpoderes para conseguirem manter a paz e a ordem social na cidade. Porém, o poder as corrompeu e agora elas imprimem medo e ordem por onde passam e passaram a governar a cidade com formato ditatorial. Durante muitos anos esse tipo de situação dividiu opinião entre os cidadãos. Uma parte da população acredita que os Épicos estão ali para ajudar a todos. Mas há uma parte que acha que não. Desde a ascensão de Coração de Aço, toda a cidade foi banhada com o metal que o nomeia.

David viu isso tudo acontecer de perto. Há dez anos seu pai foi brutalmente assassinado pelo herói na sua frente, durante um assalto a banco. Logo eu pai que tanto defendia o Épico. Porém algo aconteceu de inesperado: David viu o herói sangrar. Nunca antes algo semelhante havia acontecido e nem os maiores vilões da cidade conseguiram tal feito. Mas David sim. Agora, com 18 anos e passando os últimos 10 anos colecionando todo o tipo de informação sobre os Épicos, ele se sente preparado para a sua vingança. Logo ele perceberá que não está sozinho nessa jornada e que o seu caminho será árduo.

Coração de Aço é o primeiro livro da trilogia Os Executores, que já tem os três livros, juntamente com um conto intermediário extra, lançados nos Estados Unidos. Nele teremos um misto de fantasia com distopia e uma espécie de jornada do herói às avessas em que todo o conceito original desse mito é colocado em xeque.

Esse é o primeiro livro do Brandon Sanderson que leio. Já havia escutado falarem bem dele na trilogia fantástica Mistborn, porém nunca tinha despertado meu interesse para a sua leitura. Quando vi que esse livro se tratava de uma história com superheróis, uma das minhas paixões, fiquei muito animado para a leitura. Mesmo com expectativas muito altas para com o livro, todas elas conseguiram ser superadas.

A narrativa de Sanderson é viciante. Você começa a ler e não consegue mais parar, é sensacional. Ele prende e cativa o leitor de um jeito que, caso eu não estivesse com muito sono quando comecei a leitura, sem dúvidas viraria a madrugada lendo. Tanto que, assim que terminei o livro, corri para baixar as continuações e o conto 1,5 em inglês mesmo. Sério, ele é viciante demais e sabe muito escrever.

Recomendo demais a leitura a todos que gostam de superheróis e para quem quer ler uma narrativa de qualidade que te prenderá da primeira à última linha.
                                                                     

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quinta-feira, 2 de março de 2017

[RESENHA] O Retorno de Padawan (Academia Jedi #2) de Jeffrey Brown

Editora: Aleph  
Páginas: 176
Publicação: 2016


É o segundo ano de Roan na Academia Jedi e, dessa vez, ele está apto para conseguir realizar o seu grande sonho de ser um piloto estelar. Porém, o que ele não espera é que toda a calmaria que o início do seu ano letivo demonstra não corresponderá a tudo o que ele vai passar muito em breve. 


Logo Roan se envolverá com um pessoal bem barra pesada da escola e achará que está conseguindo ganhar popularidade com isso. Porém, ele não consegue enxergar que seus verdadeiros amigos estão o achando um grande babaca com todas as suas atitudes ridículas e egoístas. Conseguirá Roan perceber tudo a tempo de não perder suas verdadeiras amizades?



O Retorno de Padawan é o segundo livro da trilogia Academia Jedi, escrita por Jeffrey Brown, um dos maiores fãs da franquia Star Wars do mundo. Ele segue o mesmo padrão do primeiro livro, intercalando texto com figuras dos personagens, quadrinhos onde se desenrolam a história e uma série de outros recursos gráficos em seu interior.




Vale destacar mais uma vez o trabalho da editora no livro que vem com capa dura com hot stamp, folha de guarda e ilustrações completas. A tipografia, assim como no primeiro livro, foi toda feita a mão, o que traz um bônus adicional na leitura.



Recomendo a todos que gostaram do primeiro livro e/ou que queiram ser introduzidos ao universo de Star Wars de uma maneira leve, divertida e prazerosa.

                                                                     

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

[Resenha] Nos braços do roqueiro (série The Rocker #1) de Terri Anne Browning

 

Editora: Bezz
Páginas: 148
Publicação: 2016     
 
Ember Jamenson, mais conhecida como Emmie teve uma infância muito sofrida. Sua mãe era dependente química e alcoólica, e constantemente apanhava por ela. Sua única saída de socorro é na casa dos seus quatro amigos Nik, Jesse, Shane e Drake. Eles sempre cuidaram dela e a amizade foi crescendo desde então. Após a morte de sua mãe, Emmie, os quatro amigos, agora roqueiros famosos assumiram o posto de guardiões. Anos se passaram e ela é como uma babá para eles, pois tem que controlar as fãs nos bastidores e organizar as agendas da banda Demon Wings. Apesar de ela sentir que eles são como irmãos, a jovem sempre nutriu um sentimento a mais por Nik, o vocalista. Determinado dia algo acontece e uma escolha poderá definir dois caminhos: a amizade fortalecerá ou o que estava tudo perfeito desmoronará diante deles.
Quando recebi este livro da editora fiquei ansioso para ler, pois amo histórias envolvendo música e romance. A minha primeira impressão foi que este livro é pequeno, 147 páginas, fiquei triste porque sempre gosto de livros maiores (rs), assim que terminei fiquei triste por acabar tão rápido, mas foi uma leitura que gostei.
Emmie é uma menina de 21 anos, que sua vida é cuidar dos integrantes da banda Demon Wings. Os quatro amigos roqueiros são as pessoas mais importantes de sua vida, pois a ajudaram num momento delicado de sua vida. Emmie cuida de cada um, e este amor é recíproco. Ela sempre foi apaixonada por Nik, mas sempre escondeu tal sentimento, pois fica temerosa ao se declarar e ver tudo a perder entre eles. Nik, é um vocalista famoso e romântico. Seu amor por Emmie sempre foi de vê-la feliz e bem cuidada. Ele se expressa de maneira bonita, como todos os integrantes.
O livro é narrado por Emmie, foi interessante acompanhar seu ponto de vista, mas tenho que confessar que algumas atitudes da moça me incomodaram bastante, por ser um tanto imatura. No entanto, a relação entre ela e os roqueiros é linda. A forma que todos cuidam um dos outros é expressão de uma linda amizade. São homens que expressam seus sentimentos, ao invés de serem misteriosos.
A escrita de Terri é envolvente do começo ao fim, é tanto que terminei o livro num dia. A trama é objetiva, mas percebi que ela poderia ter incrementado mais coisas, mas a pouca quantidade de páginas não desvaloriza a história. Possui poucos conflitos e fez com que tornasse uma leitura ágil.
Para os fãs de romance envolvendo música, “Nos braços do roqueiro”, primeiro volume da série The Rocker tem tudo para te conquistar. Um livro rápido de ler, mas há muito demonstração de amor de uma banda de homens fortes e tatuados e uma menina que sofreu na infância, mas deu a volta por cima.                                                                    
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