quinta-feira, 18 de agosto de 2016

[RESENHA] O Sedutor (MMA Fighter #3) de Vi Keeland



 
Editora: Charme  
Páginas: 320
Publicação: 2016      
 
 
Jackson Knight é um homem de negócios, porém sempre teve paixão pela luta. Ao mediar um negócio para uma rede de academias que pertencia a um famoso lutador de MMA, que agora é gerenciado por sua filha. Lily. Ela é uma mulher fascinante com uma personalidade singular. Não é estranho quando seus olhos pousam sobre ela atração e desejo o desperta. Porém, não será tão fácil assim. Ela não quer envolver com alguém com quem tem negócios, pois a última vez que fez isso não terminou bem. Além disso, o lutador tem pendências com seu pai a resolver, pois recentemente descobriu ter um irmão. Vince Stone, O “Invencível” propriamente dito é o seu irmão.
 
Ao ler os dois primeiros livros da série já esperava que esse seria mais um bom. No primeiro conhecemos um lutador que tem um trauma do passado, no segundo outro com problemas com a mãe e um antigo amor, agora no terceiro conhecemos um lutador diferente dos que já vimos. Ele é um homem de negócios apaixonado por luta, sendo que não tem pretensão de seguir carreira profissional.
Acho que lealdade é sempre uma boa qualidade. É a nossa escolha de para quem a damos que pode ser o nosso erro.

Lily é uma moça que gerencia uma rede de academias e também estuda arte. Sua vida sempre seguiu de maneira pacata, até o momento de conhecer Jax. Ele tem uma energia atrativa, olhar eletrizante e um corpo que já imagina o que poderia fazer com ele. Por baixo do terno do ex-estudante de uma faculdade renomado, há um homem selvagem e diferente de todos que conheceu. No primeiro momento ela não quer se envolver, pois está mantendo negócios com ele. Porém, isso não será suficiente para não se render ao rapaz que está fugindo de um recente escândalo familiar.
O amor não é algo que você possa desligar. Quando acontece, ele rouba um pedacinho de quem você é. Acho que às vezes as pessoas continuam lutando porque têm mais medo de perder esse pedacinho de si do que perder a pessoa as quem amam.
Diferente dos livros anteriores que focaram em uma história do passado, com traumas e amores mal resolvidos. Este traz uma trama de um casal que se conhece no presente. Neste terceiro livro os personagens tem suas personalidades peculiares, como Jax ter um instinto selvagem em momentos propícios e Lily ser ingênua em alguns momentos, ao invés escolher o diálogo e ouvir o outro para resolver determinadas questões. Mas algo inquestionável é que o casal contém uma química perfeita, quando os dois se encontram pode esperar faíscas e tensão.
A trama se desenvolve no mundo dos negócios em paralelo ao da luta. Narrado em primeira pessoas pelos dois protagonistas, conhecemos mais da história da relação conflituosa com seu pai e de Lily com Caden, um lutador que esteve com ela num momento difícil, mas não está sabendo lidar com o fim da relação. Há também uma ligação interessante com os outros personagens dos livros anteriores.
Eu sinto seu cheiro quando você não está perto de mim. Te sinto, sem tocá-la. Quando você entra em um lugar, sei que você está lá antes de te ver. Toda vez que a vejo sorrindo, eu sorrio. Sua felicidade se tornou a minha felicidade. Ou estou apaixonado por você, ou você é mesmo o meu anjo. Seja como for, nós fomos feitos um para o outro.

A escrita de Keeland continua envolvente e instigante. Medindo no ponto certo diversos elementos contidos na trama como lutas, relações familiares e até mesmo a relação do casal. As cenas são descritas de maneira objetiva e coerente, fazendo com que o leitor fique curioso sobre o que irá acontecer.
Para quem é fã de livros com temática de luta, este é recomendadíssimo. Os livros trilogia são independentes, contando a história de um casal diferente. Um romance avassalador e uma escrita extremamente envolvente. “O Sedutor” fechou a trilogia  MMA Fighter com chave de ouro.
       

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

[RESENHA] O livro de memórias de Lara Avery


Editora: Seguinte 
Páginas: 392
Publicação: 2016

Sammie desde muito nova planejou seu futuro, seria assim: ser oradora da turma, sair de sua cidadezinha com quinhentos habitantes e ser advogada especializada em direitos humanos na faculdade de Nova York. Porém, isso são apenas planos, nada definitivo. Pois a realidade será outra para ela. Ela é diagnosticada com a doença chamada Niemann-Pick C, que possui vários sintomas, entre eles a perda de memória.

Assim que soube da doença ela decidiu não escrever um diário, mas um livro para quando ela perder a memória, como ela diz, para a Sammie da Futuro, saber de sua história e de tudo que viveu. Neste livro é ela derrama seus sentimentos mais sinceros, suas inseguranças, mas também sua esperança de encontrar um meio de dar a volta por cima. Ela não aceita que a doença derrubará seus sonhos e tudo aquilo que ela planejou.

A doença não é o protagonista da vida de Sammie, pois ela com a cabeça erguida vive a sua vida naturalmente. Compete em debates, vai em festas com sua recém amiga Maddie e tem uma paixão por Stuart, ex-aluno de sua escola que batalha em ser escritor e o envolvimento de sua família ao encarar essa batalha junto com ela. Muitas lições serão mostradas por Sammie.

Quando li a sinopse deste livro fiquei curioso para saber mais da história de uma menina que está prestes a perder a memória. Quando a leitura foi iniciada meus sentimentos por Sammie foi aumentando gradativamente através de sua força e otimismo.
"Não estou me iludindo: sei que estou doente. Mas não vou me preparar para o fracasso"
Me deparei com algo diferente sobre a narrativa da obra. O livro não é narrado em forma de diário, mas sim de um livro que a própria protagonista escreve para ela mesma, ou seja, o leitor é um mero “curioso” que está “invadindo” seus segredos e seus sentimentos do dia a dia. Essa forma de narrativa foi um dos pontos altos para fazer com que a leitura fluísse e trouxesse mais emoção para a história de Sammie.

Ela é uma garota estudiosa, inteligente e uma das suas características mais fortes é o otimismo. Mesmo diagnosticada com uma doença séria, ela não abaixa a cabeça e decide enfrentar da melhor maneira possível sem nenhum drama. Há momentos em que suas emoções não são fortes o bastante? Com certeza, mas ela é uma pessoa que não se entrega, mas sim batalha diariamente em busca da sua melhora para conquistar seus sonhos e sair de sua cidade para viver experiências de uma universitária cursando direito em Nova York. Além dos seus sonhos e sua doença, Sammie conversa consigo mesma sobre sua amizade com Maddie e sua paixão por Stuart.

Os eventos que transcorrem a trama são extremamente envolventes, trazendo outras vozes à narrativa, fazendo com que complete mais a história de Sammie. Ela transmite lições tão sérias e simples capaz de emocionar o leitor.
"Muitas coisas não são prováveis. Tudo é possível"
A escrita de Lara é objetiva e construída com esmero. Seus personagens possui diferentes personalidades, conflitos concisos e coesos, cenas emocionantes e engraçadas. Ela consegue juntar vários elementos para não tornar a trama pesada, forçada e mecânica, mas trouxe naturalidade.


Para os fãs de “Carta de amor aos mortos”, “A culpa é das estrelas”, este livro é recomendadíssimo! Um sick-lit emocionante, trazendo uma protagonista forte e que escolheu superar suas dificuldades, escrita fluida e eventos que certamente fará com que o leitor se envolva com os personagens. Amei cada momento e lição passada.
                                                                     

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

[RESENHA] O diário internacional de Babi de Chris Salles


Editora: Planeta
Páginas: 271
Publicação: 2016

Babi está se mudando para Orlando com sua mãe e seus irmãos contra sua vontade. Ela queria permanecer em sua cidadezinha chamado Estrela junto com seus amigos e seu pai. Porém, querer não é poder e suas malas estão prontas para mudança. Ela morará temporariamente com sua tia e seus primos. Primos que desde a infância tiveram uma história. Com sua prima brigavam e seu primo teve uma pequena paixão.

Assim que chega na terra do Mickey, sua adaptação não é bem sucedida. Muitas lágrimas, saudades e um sentimento de revolta por estar em um lugar onde não queria. Isso muda um pouco quando conhece Theo, um garoto bonito, inteligente e charmoso. Seus sentimentos crescem gradativamente, mas há pessoas que tentaram impedir que os dois se conheçam mais. Como no caso de Megan e Zoey. Outros obstáculos aparecerão em seu caminho e ela terá que tomar decisões, erros também serão cometidos e certamente aprenderá com eles.

Sempre tive dificuldade de ler histórias com a construção de uma diário, mas ao começar a ler o diário da Babi isso foi mudando, fazendo com que eu ficasse curioso a cada dia em que ela derramava seus sentimentos e contava sobre o que ocorreu com ela.
Babi é uma adolescente autêntica e vive diversas crises, entre uma delas sua mudança para um país diferente e mal consegue comunicar em inglês. Sua adaptação será de muitas lágrimas e meios para conseguir achar algo bom disso tudo. Como a maioria das garotas de sua idade, a transição para a adolescência tem sua dificuldades com a família, imaturidade e a primeira paixão. Isso tudo virá como uma avalanche de uma vez só. Babi terá que lidar com várias situações para conseguir alcançar o seu “feliz para sempre”, como sempre acreditou através dos contos de fadas.
"...a vida não é feita de momentos perfeitos. Ela até tem alguns, mas é preciso que você lute por eles, e nem sempre você vai vencer. Mesmo quando vencer, eles podem não durar tanto quanto você esperava."
A narrativa da trama é feita através de um diário em que Babi escreve sobre seu cotidiano e seus sentimentos em diversos eventos. De forma natural, a voz da protagonista é mostrada durante a história capaz de prender o leitor do começo ao fim. Com personagens diferente um dos outros e conflitos construídos de maneira objetiva.

Chris Salles possui uma escrita fluida e ágil. Conseguiu transcender as emoções da protagonista em um momento difícil, também me surpreendeu em alguns momentos através dos personagens e trazendo lições para o público que tem a faixa etária de Babi. Trouxe conflitos que normalmente meninas da idade da personagem vivencia, isso faz com que aproxime o leitor à história.

Para os fãs de Paula Pimenta, Patrícia Barboza e um bom romance juvenil, a trama de Babi é muito recomendada. Uma história de conflitos familiares, primeiro amor, crises e muitos momentos cômicos. 
                                                                     

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domingo, 31 de julho de 2016

5 Anos de Capa & Título, muitas histórias para contar...


Olá, Leitores!

Hoje é o aniversário de 5 anos do C&T, dia de escrever aquele texto todo cheio de emoção deste blogueiro que vos fala. Momentos como esses servem para olharmos para trás e fazermos uma análise de tudo o que vivemos com esse blog. O Capa é responsável por tanta coisa boa na minha vida que nem sei começar a enumerar tudo o que vivi graças a ele nesses 5 anos. Conheci pessoas maravilhosas, fui a eventos incríveis, vivi momentos inesquecíveis mesmo. Isso tudo sem contar os livros, claro, os maiores protagonistas disso tudo! As histórias que li, os universos que mergulhei, os personagens que conheci e que nunca mais queria me desgrudar, enfim, tudo isso é algo inimaginável.

Há 5 anos eu estava nesse mesmo quarto, em outro computador é verdade, criando o que eu achava que seria mais um de meus blogs, que serviria apenas como válvula de escape das pressões que vivia no Mestrado e também que seria um espaço apenas para compartilhar minhas opiniões sobre as leituras que fazia, além de, principalmente, conhecer um monte de gente como eu, doido por um bom livro. Jamais imaginaria que ele cresceria e que se tornaria o que é hoje em dia.

Com enorme agradecimento a você, leitor desse blog e nosso seguidor nas redes, me despeço de mais um ano, virando a folhinha e começando outro maravilhoso e cheio de novidades, sempre promovendo o incentivo à leitura e trazendo mais e mais pessoas para esse hábito maravilhoso. Um forte abraço em cada um de vocês, mesmo que virtual.

Com todo o amor desse mundo,




quarta-feira, 20 de julho de 2016

[RESENHA] Inspiração (série Inspiração #1) de Gisele Souza


Editora: Charme  
Páginas: 320
Publicação: 2016


Layla desde nova sofreu grandes perdas, ainda ficou responsável pelo seu irmão menor. Sua adolescência e até mesmo sua vida adulta nunca foram normal como as das outras garotas ao seu redor. As etapas de sua vida foram de muito esforço, trabalho e dedicação para ajudar na educação do seu irmão. A música é sua paixão, desde pequena quando seu pai lhe deu um violão as notas musicais transformaram-se em força para permanecer firme. Ela é cantora em um bar e os clientes a amam.

Em uma noite ela depara-se com um rapaz de olhos azuis. Atração e a química é acionada e os dois começarão uma dança de sensualidade e jogos que despertarão uma chama fora do comum para ambos. Bruno é médico e muito responsável naquilo que faz. Sua vocação é salvar vidas e faz com muito prazer e esforço. No entanto, é mulherengo. Ele não quer compromisso, ou seja, ficar preso a alguém. Layla teve poucos relacionamentos, pois o seu medo de perder alguém que ama assombra constantemente seu coração. A história poderá mudar, mas será que pessoas e barreiras para impedir que os dois possam encontrar algo de bom numa relação poderão ser fortes o bastante? Layla e Bruno encontraram algo inesperado, mas surpreenderam com o que a vida tem para os dois.

Já conhecia a escrita de Gisele, pois li Pecaminoso, um livro sensacional. Então antes de ler “Inspiração” minhas expectativas estavam lá no alto, pois já esperava uma trama equiparada do livro que li. Porém, fui com muita sede ao pote e acabei de me decepcionando. Gostei da história, porém alguns aspectos me fizeram desanimar no decorrer da leitura.
"...estar sozinha com seus problemas é muito mais complicado do que dividi-lo com alguém, mesmo que seja somente para desabafar. Às vezes, só precisamos ser ouvidos."
 Layla é uma garota esforçada e talentosa. Sua vida inteira foi em prol ao seu irmão Lucas. Desde a educação de ser um homem honesto até pagar sua faculdade de medicina. Ela é insegura em várias de sua vida, principalmente na sentimental, pois a autoestima é baixa e tem grande receio de perder alguém com quem possa se apaixonar. Bruno é mulherengo e temos a primeira impressão de atirador, mas por trás dessa capa percebemos um homem responsável, honesto e que ama sua profissão. Os dois quando se encontram é nítida a química e atração.

A trama tem uma boa premissa e personagens marcantes que conseguimos nos identificar e construir certa empatia. Porém, no decorrer da história muitos diálogos e reflexões ficaram mecânicas. Não senti as palavras fluírem e criando uma conexão entre elas. Esses pontos tornaram a leitura ficar arrastada e cansativa.

“Inspiração” é uma série, durante a narrativa de Layla e Bruno, percebemos personagens e premissas potenciais que poderemos acompanhar futuramente. Sendo assim, você poderá gostar dessa série que é um romance contendo cenas quentes, bagagem dramática e uma pitada de humor. Mesmo não ter gostado tanto assim, estou ansioso para os próximos livros da série.

A obra também contém um capítulo extra e um conto narrando como era a convivência de Lucas e Layla com os pais. Gostei dessas surpresas da autora.

                                                                     

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

[RESENHA] Silêncio de Richelle Mead


Editora: Galera Record
Páginas: 280
Publicação: 2016

Fei faz parte de um povoado no pico de uma montanha dividida em castas, são elas: artistas, mineradores e fornecedores. Todos nesse lugar são mudos e surdos. Os mineradores trabalham exaustivamente para conseguir minério para ser enviado em uma tirolesa a um lugar onde eles não sabem onde é. Os artistas são responsáveis para noticiar tudo que acontecem no povoado através das pinturas.

Algum tempo algumas pessoas tem perdido a visão sem nenhuma explicação, e uma delas é uma pessoa amada por Fei. Li Wei um amigo de muito tempo a propõe em descer a montanha e buscar uma solução para a falta de minério, no intuito de conseguir mais comida, pois o suprimento está escasso. Os dois decidem em fazer disso uma missão. Eles descobrirão coisas jamais imaginadas e o sentimento contido antigamente entre eles será desabrochado pouco a pouco. Fei e Li Wei com o único objetivo de melhorar a vida do seu povo, serão a chave para uma nova mudança.

Já tive contato com a escrita de Richelle através das séries Academia de Vampiro e Bloodlines. Ela conseguiu me cativar, pois sempre trouxe personagens femininas fortes e sem a essência de dramas desnecessários. Estava receoso para com este livro, pois vi muitas pessoas criticando. No entanto, ao começar a leitura minha opinião foi totalmente contrária dessas pessoas.

Fei é uma garota corajosa e leal às pessoas que ela ama. Apesar de ser submissa aos seus líderes, sempre achou injusta a divisão da sociedade em que habita. Com a vontade de buscar a solução de tudo que ali está passando como a falta de alimento, pessoas começando a ficar cegas e pessoas trabalhando exaustivamente, ela então decide junto com Li Wei, um rapaz bonito, corajoso e com o mesmo sangue revolucionário que Fei. Juntos farão uma jornada pelo desconhecido, com a esperança de voltar com a provisão para as pessoas.

A história narrada pelo ponto de vista de Fei, trouxe algo intimista e revelador para quem está acompanhando sua trajetória. Com o gênero distópico e um plano de fundo de mitologia chinesa, o mundo ali mostrado é inovador e instigante.

Richelle Mead é famosa por construir personagens fortes e destemidos, nesta obra ela continua com esta linha, o que me agradou muito. Este é o primeiro livro único dela, o que é para desconfiar com o receio de ficar pontas soltas e pensar numa continuação, porém aqui cada ponta solta é amarrada e nenhuma dúvida é pairada no ar. Ela soube trabalhar os personagens, os conflitos, as histórias do passado e seus desfechos.

A sua escrita continua envolvente e fluida. No momento que iniciei não quis parar, pois ela consegue prender e transpor o leitor para dentro da trama. Acho fascinante a forma de narrar de Richelle como se a personagem estivesse do nosso lado expondo todos os fatos, sem deixar nenhum furo.


Para quem é fã de mitologia chinesa e distopia, este livro é mais do que recomendado. Além desses elementos, há um romance construído de forma leve e uma aventura de tirar o fôlego.
                                                                     

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terça-feira, 12 de julho de 2016

[RESENHA] Confusões de um garoto de Patrícia Barboza


Editora: Verus 
Páginas: 168
Publicação: 2016

Zeca voltou diferente de suas férias escolares. O seu corpo tomou novas formas que meses atrás não estavam, sua voz engrossou e tudo aquilo que um adolescente de quartorze anos pode esperar aconteceu com ele. Uma paixão é desperta também e o assusta, pois nunca tinha pensado de forma diferente com relação a sua melhor amiga Julia. Além das mudanças físicas, descobrindo novos sentimentos, terá que lidar com alguns conflitos em sua escola. O que ele poderia ter pensado que o novo ano seria o mesmo de antes está muito enganado. Muitas confusões estarão por vir.

Eu já tive contato com a escrita de Patrícia desde “A consultora Teen”, e foi uma leitura muito agradável e bem desenvolvida. Neste novo livro há algo novo, pois ela se aventurou em narrar pelo ponto de vista de um garoto. Posso adiantar que ela acertou em tudo.

Zeca é um adolescente de quartorze anos. Seus pais são divorciados, tem duas irmãs gêmeas e tem uma melhor amiga que mora no mesmo prédio onde ele mora chamada Julia, que descobre quem está apaixonado. Sua vida é comum como qualquer outro garoto de sua idade, como problemas de relacionamento com outras pessoas na escola, as mudanças do corpo por causa dos hormônios, etc. Ele é um garoto tímido, estudioso e de certa forma maduro. 
Assim que comecei a ler a história de Zeca foi ouvir um relato de um amigo. Ele é aberto em seus pensamentos, reflexões e confusões. Confusões que não são atrapalhadas complexas são coisas simples que abrange tanto seu lado psicológico quanto as interações com as pessoas ao seu redor.

Os temas abordados na trama encaixam-se em todas as áreas que um garoto da idade do protagonista pode passar. Saber como lidar com a primeira paixão, corpo, pais divorciados, irmãs mais novas e até mesmo o bullying. Temas pertinentes para que o leitor alvo da obra possa se identificar e saber como isso é comum no mundo.
 A escrita de Patrícia continua envolvente e objetiva. Ela é capaz de transpor o leitor nas suas histórias e fazer com que identifiquemos com cada personagem apresentado, sendo que eles são pessoas que podemos encontrar ao nosso redor com seus defeitos e qualidades.


Para você que é fã de livro infantojuvenil, “Confusões de um garoto” poderá ser uma boa opção de leitura. A obra possui poucas páginas, mas suficientes para fazer com que o leitor entenda a mensagem e se envolva com a trama. Conflitos relevantes para a idade dos leitores potenciais da autora, leitura fluida e ágil. Personagens bem trabalhados e lições importantes para os adolescentes. 
                                                                     

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