quinta-feira, 22 de junho de 2017

[Especial] Outlander, com resenha de A cruz de fogo

A postagem a seguir pode conter spoilers - revelações do enredo - de todos os livros da série Outlander, exceto de "A cruz de fogo - parte 1 e 2".


Faz uns dois anos que eu li o primeiro livro da série Outlander. O primeiro livro foi lançado em 2014, pela Saída de Emergência, e de lá para cá já foram publicados cinco livros, sendo que os três últimos foram divididos em duas partes. No total, até o momento, temos oito volumes publicados. É muita coisa, e são muitas páginas em cada livro. E vocês podem até se perguntar: tem história para tudo isso?

A resposta é: sim! Acredito que meu maior receio em relação aos livros era de ser enrolado. Afinal, a narrativa de Diana Gabaldon gira sempre em torno das 800 páginas. A autora tem um poder narrativo imersivo, que nos faz mover as páginas e nos dá a sensação de que estamos assistindo e não lendo a história ali contada.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

[Resenha] O Jogador de Vi Keeland


Editora: Charme
Páginas: 304
Publicação: 2017

Delilah é uma jornalista que ama o que faz e um dos seus trabalhos será entrevistar jogadores de futebol americano pós-jogo. Um deles é Brody Easton, considerado melhor jogador do Super Bowl. Em sua primeira entrevista com acontece algo que poderia abalar sua concentração, mas com muito esforço ela dá a volta por cima.

Brody vê em Delilah algo diferente e quase um desafio. Ele não hesitará para conquistar aquilo que quer, mas ele está bem enganado se está achando que pode tê-la de forma descompromissada. Delilah tem uma história e não aprecia relacionamentos casuais. Ela é do time de pessoas que gostam de compromisso e namorar.

Que não seja por isso. Brody aceita o desafio e mostrará que por trás da casca de brutamonte existe alguém com sentimentos e uma história também comovente. O que ele não sabia é que seu passado apareceria em um momento que estava feliz. Será que os fantasmas do quarterback serão fortes o bastante para destruir o começo do relacionamento com Delilah?

Estamos acostumados a concluir que todo livro com capa sugestiva, ou seja, homens sem camisa e outros tipos, só são inseridos cenas calientes. Eu não acredito nisso, pois já li muitos livros que poderiam transmitir essa mensagem, mas foi algo totalmente diferente, sendo que o que sugere é apenas o plano de fundo. Portanto, não vamos julgar a capa já pelo conteúdo.

Delilah e Brody são os tipos de casais que encontramos nas comédias românticas. Tem muita química, tensão e se odeiam no primeiro momento. Farpas, tiradas e jogos de sedução são uma das peças para o jogo. A cada briga mais o sentimento de paixão aumenta entra entre eles e isso é o que dá mais gás para a leitura se tornar viciante.

A interação do casal é fascinante e o que poderia melhorar conseguiu. A autora inseriu uma história a mais até mesmo mostrando o ponto de vista de uma personagem secundária, agregando mais na história e mostrando outra versão para o leitor.

Às vezes, acreditamos nas coisas não porque sabemos que elas são verdadeiras, mas porque as mentiras são mais fáceis de aceitar.

Já li outros livros de Vi Keeland e sua escrita continua envolvente, mas nesse livro e um outro percebi que ela traz uma pegada mais reflexiva, com uma lição arraigada em todos os capítulos até chegar ao final e amarra-la. É algo inteligente e construído com esmero para terminar de maneira orgânica.

Para os fãs de um bom romance – com cenas calientes – esta é uma ótima pedida. Além do romance um toque de drama está presente. Percebemos que Brody é um personagem belo, mas por trás da sua aparência e sua atitude “cafajeste” tem alguém com sentimentos e cuida de quem ama.


É um livro de superação, perdão, recomeço e dar novas chances. Isso tudo está presente em nossas vidas em algum momento e é isso que torna essa história tão real e fascinante do começo ao fim. Não é um mero romance abrasivo, mas é uma obra que traz lições sérias e importantes para nossa caminhada. 
                                                                     

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

[Resenha] Quando a Bela domou a Fera de Eloisa James


Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Publicação: 2017

Linnet Thrynne teve o seu nome envolvido em um escândalo. Pega beijando o príncipe Augustus algumas pessoas da sociedade londrina reparam também que sua barriga estava um pouco avantajada e tudo indicava ser gravidez. O príncipe que na verdade era um verdadeiro sapo não assumiu nenhum relacionamento e muito menos desmentiu a fofoca criada. Sua tia e seu pai desesperado com o que fazer com a jovem decidem ir ao encontro do duque, pois sabiam que ele estava procurando uma esposa para seu filho.

O conto de fadas de Linnet está longe para se tornar realidade, pois assim que se depara com Piers Yelverton, filho do duque, percebe que será impossível ter sentimentos com alguém como ele. Piers é um médico renomado, mas tem um apelido de Fera, pois seu temperamento é difícil e trata seus pacientes e empregados de maneira rude.

Mas toda Fera tem por dentro tem o seu lado dócil, não tão evidente assim. O tempo será a bússola para Linnet e Piers. Ele não é um homem bonito, como ela está acostumada ver na sociedade. Ela não é uma mulher que Piers vê todos os dias por ser mansa mais ao mesmo tempo impetuosa. O amor irá nascer entre eles, mas de maneiras na contramão dos contos de fadas.

Amo releituras de contos de fadas, pois é incrível acompanhar uma trama que esta remetendo a outra, mas de maneira diferente sem perder a sua essência. É um desafio para as autoras, pois deve ser algo bem difícil, para ser fiel a história original sem perder detalhes importantes. Esse livro é algo peculiar, pois é um romance de época. Minhas expectativas estavam a mil e só posso afirmar que: foram superadas.

Linnet é uma personagem que conseguimos ter empatia logo de cara, pois é uma mulher decidida e com a língua afiada. Ao ser envolvida em um escândalo traz a ela um sentimento de revolta, não há outra saída em recorrer ao duque que está procurando uma esposa para seu filho. Piers é um médico irritável ao nosso primeiro olhar. Porém, isso muda quando começamos conhecer mais de sua história.

A química dos dois é evidente desde o primeiro contato. Ele irônico e ela sendo recíproca a todas as farpas vindas do doutor. A cada página é uma discussão e briga diferente, e há uma constatação: onde há ódio também existe o amor. As brigas se tornam combustível para a paixão que nasce entre eles e será impossível de resistir.

Eloisa James constrói uma trama envolvente do começo ao fim, e fazendo nos lembrar de vários detalhes do conto original de A Bela e a Fera. O que mais me marcou nessa história foi a interação dos personagens. Amo brigas e discussões, pois isso são um dos elementos para o crescimento do casal.


Para os fãs de romance de época e releituras essa obra é uma ótima indicação. Uma trama que prenderá o leitor da primeira página ao epílogo e ficará com gostinho de quero mais. Personagens marcantes, diálogos bem construídos e um desenvolvimento bem trabalhado. É por isso que esse livro foi eleito um dos dez melhores romances de 2011, pelo Library Journal.
                                                                     

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

[Resenha] A Conquista (Amores Improváveis #4) de Elle Kennedy



Editora: Paralela
Páginas: 296
Publicação: 2017


Sabrina James é o sinônimo de ambição. Seu futuro está metricamente planejado: formar em Briar e ser aprovada em Harvard, para cursar direito. A garota tem dois empregos para juntar um pé de meia para a faculdade, é aluna exemplar. Portanto, sua vida é uma correria. Já John Tucker é conhecido pelos seus amigos como ‘mãe’ do grupo, por cozinhar para eles. Ele é um garoto paciente, leal e sonha em ter seu próprio negócio. O destino une os dois em uma festa. O que era para ser apenas um encontro de uma noite se transforma em outros. O que eles não esperavam é uma surpresa que mudará suas vidas para sempre. Será que isso é o bastante para continuarem juntos ou mais uma confirmação que é melhor cada um seguir seu caminho?

Amo a série Amores Improváveis antes mesmo de lançar o primeiro aqui no Brasil. Os personagens de Elle Kennedy conseguem facilmente nos fisgar e fazer cada leitor dar boas risadas com situações inusitadas e diálogos pra lá de engraçados. A Conquista não foi diferente, porém há algo que os outros livros não tem.

Sabrina é uma personagem batalhadora. Seu pai abandonou a família quando ela era pequena e sua mãe também quando era criança. Criada pela avó e o padrasto embuste morando debaixo do mesmo teto faz com que sua vida não seja nada fácil. Tem dois empregos, esforça ao máximo em ganhar boas notas, pois seu sonho é estudar direito em Harvard e ser advogada em uma das maiores escritórios de advocacia.

Tucker é o que cuida dos seus parceiros de hóquei. Ele é o faz de tudo no meio deles, como cozinhar e dar conselhos. Desde o momento que conhece Sabrina fica obcecado pela garota, mas ela não quer nenhum relacionamento sério. Ele é paciente e faz a linha mineiro, come pelas beiradas.

Todos os volumes da série contêm elementos de drama e grande doses de romance. Esse também tem, mas a surpresa que chega para Sabrina e Tucker é algo diferente de todos os anteriores. Esse livro evidencia o amadurecimento dos personagens ao passar dos capítulos, pois estão se formando e a responsabilidade que cai sobre eles farão com que saibam realmente o que estão fazendo.

Elle Kennedy nos apresenta uma história de amor que se evolui no decorrer das páginas. Senti como estivesse no último ano do ensino médio e sabia que ficaria com saudade de alguns colegas. A Conquista é a despedida dos amigos que acompanhamos a amizade se fortalecer e o descobrimento do amor.

Os personagens continuam nos conquistando e os diálogos afiados e ácidos conseguem ainda arrancar boas gargalhadas. Elle continua com sua escrita envolvente e fecha a série com um gostinho de quero mais.

Para os fãs de New Adult, a série Amores Improváveis é uma ótima indicação. Muito romance, toques de drama e diálogos bem construídos, os livros de Elle Kennedy nos são apresentado um grupo de amigos que encontram o amor menos que se espera. Elle fechou a série com chave de ouro!


A boa notícia é que a autora confirmou que terá uma sequência e o próximo personagem a protagonizar a trama é Fitz.
                                                                     

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

[Resenha] Roleta Russa (Família Gazzoni #1 parte 1) de Gisele Souza


Editora: Charme
Páginas: 240
Publicação: 2017


Carina ama praticar esportes radicais e tem afinidade com adrenalina e perigo. Sua vida no Brasil é a mais perfeita possível, com sua faculdade de medicina, amigos e estabilidade financeira boa. Sua vida muda quando seu pai anuncia que eles mudaram para Nova York. Ela em primeiro momento não quer, criando atrito com seus pais, mas aos poucos acostumou com a ideia. Carina não imaginava que essa mudança transformaria sua vida para sempre.

Chegando em Nova York e em um passeio para conhecer o bairro ela conhece um rapaz bonito e misterioso. Ele se chama Enzo e tem uma vida conturbada atrelada a um futuro que não almeja e incerto. Quando os dois se conhecem a atração é inevitável e logo terão momentos para provar como intensa ela é.

Enzo Gazzoni é jovem e tem vários sonhos dentro de si, mas sabe que eles jamais realizarão, por conta de seu futuro traçado por seu pai. Ele terá que aprender e um dia ficar no posto do seu pai, mas o que seu pai faz ele não deseja para ninguém. Ao conhecer Carina sua vida ganha mais cor, mas ele tentará resisti-la ao máximo para não envolvê-la em seu mundo, mas será tarde demais.

Quando vi a capa e a sinopse de Roleta Russa fiquei curioso para conferir mais uma trama de Gisele Souza. Gostei bastante do livro Pecaminoso, da autora e fiquei ansioso para ler logo esse livro. Foi uma leitura rápida, intensa e apenas um ponto me incomodou.

Carina é uma protagonista que mostra na primeira impressão que é apaixonada por perigo. Seus instintos sempre a levaram para o lado da adrenalina e após conhecer Enzo esta teoria é mais do que comprovada. O rapaz de olhos azuis e que deixou o coração de Carina acelerado é um tanto frio e isolado. Desde pequeno descarrega sua energia no boxe para controlar também suar raiva. Sua vida desde pequeno já foi traçada para ser alguém que não quer, mas querer não é poder, não é mesmo?

Algo nos romances que me incomoda bastante é o famoso amor instantâneo ou também conhecido como amor miojo. Esse sentimento é mais conhecido como amor à primeira vista, que no momento que os personagens deparam um com o outro já sentem aquela força avassaladora do amor. Infelizmente, em Roleta Russa a existência desse amor instantâneo é forte, pois Carina e Enzo mal se conhecem e logo após alguns dias já falam “eu te amo”. Acredito em atração, química à primeira vista, mas o sentimento do amor creio que é com o tempo que esse sentimento é construído e finalmente brotado no coração.

A trama desde o início é um mistério, pois temos uma ideia do que seja o plot principal, mas apenas no decorrer da história que isso é ampliado e evidente para o leitor. Gostei bastante dessa atitude da autora, pois cria expectativa e aguça a curiosidade de querer mais.

Os personagens são muito bem construídos, até mesmo os secundários, destacando o primo de Enzo, Fabrízio, alguém engraçado. Os conflitos são intensos e gostei da autora ser objetiva em não se prendendo em detalhes ou cenas de ação que poderiam deixar confuso (tenho sérios problemas com cenas de ação, admito).

Para os fãs de romance e com um toque de dark Roleta Russa é uma ótima recomendação. Uma história de amor que estará à prova de um futuro incerto ou um presente intenso. Gisele nos presentou com uma trama com reviravoltas e um romance que deixa com um gosto de quero mais. Estou ansioso para a segunda parte.
                                                                     

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

[Resenha] A Melodia Feroz (Monstros da Violência #1) de Victoria Schwab


Editora:  Seguinte
Páginas: 384
Publicação: 2017

A cidade de Veracidade é divida em dois lados: Sul e Norte. Norte é o lado da família Harker, que deixam os monstros livres, mas são liderados por um líder humano. Já o lado sul é o lugar de paz, onde não há violência por parte dos monstros e esse local é liderado por Flynn. Dois lugares opostos que está prestes a se chocar. Kate Harker é filha de um homem frio e sanguinário e controlador de monstros, August é um monstro que usando seu violino e por meio de uma nota musical é capaz de roubar as almas de humanos.

August se espelha no pai e não quer ser um monstro. Kate quer ser cruel e tão mal quanto o pai. Sentimentos e desejos opostos. August é convocado para ficar próximo de Kate para vigia-la, mas será difícil de guardar sua identidade. Com um evento crítico os dois terão que unir forças e lutar contra monstros que estão atrás de um único objetivo: matar.

Desde que a editora Seguinte divulgou a capa e sinopse fiquei bastante curioso para conferir a história de A Melodia Feroz, pois parecia ser uma trama original e atraente. E foi realmente que achei. Uma leitura ágil e ao mesmo tempo intensa.

Kate é uma garota problema, pois desde a morte de sua mãe foi enviada para viver em colégios internos, porém sempre era expulsa por algum vandalismo. Seu desejo é morar com o pai e ser como ele: cruel e frio. Dentre esses atos, a garota consegue o que sempre desejou e é enviada para o Norte de Veracidade. August é um sunai, espécie de monstro que se alimenta de pecados dos humanos, e seu instrumento para capturar almas é o violino que através de uma nota musical é capaz de se alimentar. Ele é convocado para se aproximar de Kate, pois a organização da região sul está planejando algo.

Há três tipos de espécies de monstros em Veracidade: os sunais que foram citados acima, os corsais que se alimentam de carne e osso e os malchais de sangue. Os sunais são monstros raros.

A leitura começa de forma branda e recatada, mas aos poucos os personagens foram ganhando espaço, o universo começou a ser mais explorado e finalmente a engrenagem da história começou a movimentar. Senti que no primeiro momento foi no intuito de apresentar os personagens o universo, mas esse último foi mostrado muito pouco, pois informações importantes para compreendermos melhor foram apresentadas só mais para frente, onde os eventos já estavam acontecendo e foco era apenas na ação.

Algo que me prendeu foi a interação dos protagonistas, pois não torna um romance, pois a condição de August – um monstro – não faz com que ele sinta sentimentos afetivos. Porém, é evidente que uma centelha de amizade é construída baseada na confiança.

A escrita de Victoria é objetiva e ágil. Tenho sérios problemas com cenas de ação, pois o autor deve saber narrar os atos dos personagens para melhor visualização da narrativa. Victoria conseguiu com esmero narrar de forma simples, mas com precisão e de forma direta.
                                                                     
Para os fãs de fantasia essa é uma ótima indicação. Um livro que irá tratar da sobrevivência e de mistérios que rodeiam a vida dos personagens, pois estão fugindo de algo desconhecido, mas aos poucos isso é desvendado, fazendo com que não seja tão previsível. A leitura foi rápida e os personagens são bem construídos.


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

[Resenha] A prisão do Rei (A Rainha Vermelha #3), de Victoria Aveyard


Editora: Seguinte
Páginas: 552
Publicação: 2017

A Rainha Vermelha #1
A Coroa Crel #0.1/0.2
Espada de vidro #2
                           
Em Espada de Vidro acompanhamos Mare e toda sua equipe na procura de outros indivíduos vermelhos com poderes, o que foi uma aventura intensa com muitos momentos tensos. Com a reviravolta de Mare se entregar a Maven deixará a Guarda Escarlate com vários planos para resgatar a garota elétrica. Mare tem como objetivo principal para o rei de Norta em ser instrumento para atrair outros vermelhos com poderes, com o intuito de construir um exército.

O que Maven não esperava é que os inimigos podem estar muito perto do que imagina. Para manter no poder será necessário muitas estratégias e decisões importantes para o povo e o seu trono. Mare tem esperança de sair, mas com os acontecimentos esse desejo desmorona dia a dia.

Os dois livros da série foram recheados de surpresas e reviravoltas. Isso é sinônimo de manter o leitor atento e curioso do começo ao fim. No entanto, em A prisão do Rei esse sentimento de ansiedade não despertou em mim. Foi uma leitura difícil de concluir.
Mare foi capturada por Maven e acompanhamos o seu dia a dia e como seu futuro será traçado. Ela é um mero objeto de mostrar aos outros que a Guarda Escarlate não é capaz de tirar o seu poder. A garota elétrica não nenhum poder, por conta de sua algema de pedra silenciosa. Aos olhos de Mare apenas acompanhamos as ações do rei e dos outros ao seu redor.

A autora dessa vez decidiu ampliar os pontos de vistas e deu voz narrativa para dois personagens da história: Cameron, recém-membro da Guarda Escarlate e Evangeline. Gostei de Cameron por ser uma figura que não está tão contente de onde está, pois o seu único motivo de estar na Guarda é para resgatar seu irmão em um lugar onde há milhares de crianças para enfrentar inimigos. Nesse ponto de vista conseguimos ver os próximos passos do grupo. Já Evangeline, podemos ter contato do seu ponto de vista mais para frente da trama, em um momento propício.

Infelizmente a leitura desse volume não me prender, pelos simples fato da autora inserir diversas cenas desnecessárias. Situações que poderiam ser cortadas e tornado o livro mais enxuto. Portanto, a trama, para mim, se tornou arrastada e enfadonha. Poucos plots twists e quando ocorria era num grande espaço de tempo. Para mim foi cansativo ficar acompanhando tantos eventos que poderiam ter sido narrados de maneira objetiva.

Victoria inseriu novos personagens à trama e deu a entender que serão importantes para os próximos acontecimentos na história. Já adianto que o livro termina de uma maneira que irá gerar grande curiosidade no leitor, para mim não chega ser um grande cliffhanger.


Para os fãs da série, como eu, aconselho a não ir com tanta sede ao pote. Conseguimos as respostas do que no livro anterior deixou algumas pontas soltas, mas não criou em mim aquele sentimento de querer devorar o livro até ele acabar, muito pelo ao contrário, fiquei longos dias lendo. Fico triste quando isso acontece, mas fazer o que, não é? É a vida. 
                                        

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