sexta-feira, 23 de setembro de 2016

[RESENHA] Garota do Calendário (Fevereiro #2) de Audrey Carlan

  
Editora: Verus
Páginas: 135
Publicação: 2016     
 
O segundo cliente de Mia mora em Seattle, a cidade que sempre chove. O cliente se chama Alec, fotógrafo e pintor. Ele é bem afeiçoado e tem um modo peculiar de viver. Mia passou um mês com um homem incrível e agora terá a oportunidade de conhecer outro e saber mais do seu trabalho e compreender o motivo dela estar ali. Neste volume Mia conhecerá mais de si mesma e verá que certas feridas, no qual pensamos estar cicatrizadas, estão abertas e precisam ser fechadas.
Após terminar Janeiro fiquei muito triste por ela ter ido embora. Torci muito por ela escolher Wes e aceitar toda ajuda que lhe ofereceu. Mais orgulhosa e seguindo a linha de que vou quitar a dívida eu mesma, Mia preferiu seguir a adiante, mas não descartando um possível relacionamento no futuro com o roteirista surfista.
Mia neste mês fez com que sentisse sentimentos ambíguos a respeito do seu comportamento. Ela iniciou de forma madura e profissional, já precavida de não nutrir nenhum sentimento profundo que poderia se machucar no final do mês. Porém, ao passar dos dias Mia começa a ter certos ataques infantis e, no sentido profissional, seu comportamento foi de mal a pior. Ataques por não aceitar determinadas atitudes de seus clientes, mas que no contrato já foi avisado. Portanto, não teve embasamento todo desespero e chateação da parte dela.
Assim, eu preciso te amar um pouco para querer estar com você dessa maneira. Mais ainda posso te amar e deixar você livre. Você vai levar o meu amor quando for embora. Para sempre. E esse pedaço do meu amor vai ser seu enquanto você viver.
Alec foi um cliente francês atencioso e peculiar. Peculiar no sentido de que ele vê o amor de uma forma diferente, de uma maneira que alguém pode amar uma pessoa, mas sem um apego como casais costumam ter. Pode ser de longe, mas uma parte da pessoa estará eternamente com a outra. Ele é workaholic, ou seja, viciado em trabalho – ao ponto de passar noites em claro para pintar.
A função de Mia para este trabalho é ser musa das pinturas de Alec. Estas pinturas faz parte de uma série de imagens que contarão uma história e a mesma mostrará muitos aspectos da vida e inseguranças de Mia. Este mês será reflexivo para ela, mas também será prazeroso.
A escrita de Audrey mantém no mesmo nível que o anterior. Instigante e envolvente. Porém o personagem não conquistou tanto, não sei se foi porque gostei muito de Wes e não criei expectativa para Alec, mas não foi um personagem que gostaria que Mia encontrasse novamente. Os diálogos deste mês estão mais bem trabalhados, pois Alec não é apenas um pintor, mas também tem um conhecimento intelectual alto e ensinará aspectos da vida para Mia que jamais esquecerá.
Gostei do mês de fevereiro e em seguida lerei Março.       

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

[RESENHA] Eterna (Acampamento Shadow Falls - Ao Anoitecer #2) de C.C Hunter

 
Editora:  Jangada
Páginas: 352
Publicação: 2016     
 
 
Após dias que Della descobriu que é uma Renascida, um novo tipo de vampiro – cujo poder é mais intenso -, nada será como antes ainda mais sobre o que irá vir sobre ela. Agora que ela está começando a costumar com sua nova vida e até mesmo iniciado um relacionamento e apegada mais às suas amigas, tudo vira de cabeça pra baixo quando descobre que há uma teia de mentiras dentro de sua própria família e que seu pai é suspeito de um crime do passado e mais um caso a ser resolvido envolvendo fantasmas também precisará ser resolvido. Della está preparada para descobrir a verdade? O que outros mistérios ao redor de Della poderão afetar eternamente sua vida e o modo de ver o mundo?
Assim que terminei a leitura de Renascida, fiquei muito curioso para a continuação. O final consegue fechar de forma coerente, mas há brechas abertas que sabíamos que seriam desenvolvidas no próximo. Eterna tem um plot muito amplo com várias vertentes, porém o famoso triângulo amoroso me incomodou.
Della neste volume está mais madura e compreendendo que é mais poderosa do que pensava. Seu sonho de se tornar agente secreto da UPF está concretizando, para confirmar, ela é incumbida para solucionar mais um caso. Porém, seu parceiro será Chase, a quem ela está ligada, por conta do processo de renascimento. Além da ligação ser muito forte, ela terá que lidar com Steven, seu namorado. Fazendo com que um triângulo amoroso forte seja estabelecido mais uma vez nesta série.
Este triângulo me incomodou, pois Della não compreendia se os sentimentos fortes que sentia por Chase era recorrente a ligação ou era verdadeiro, mas também não compreendia dos seus sentimentos por Steven. Isso foi acumulando ao decorrer dos capítulos, fazendo com que a trama ficasse enfadonha.
Isso vai mudando quando outros conflitos vão sendo inseridos na história. Há dois casos: um fantasma pedindo socorro e a suspeita do pai de Della ter cometido um crime no passado. Além de serem dois casos, há ramificações de pequenas situações e informações importantes para que sejam concluídos. Isso fez com que a leitura voltasse a ficar densa e eletrizante.
A escrita de Hunter continua fascinante. Fazendo com que o leitor envolvesse com os personagens e seus conflitos. O ar de mistério permeia o livro inteiro e fez com que ficasse criando teorias do que poderia ser, mas a cada capítulo minha teoria mudava, de tão imprevisível que foi.
Para os fãs de Acampamento Shadow Falls, este segundo volume do spin-off de Della é recomendado para os fãs de ação, mistério e romance. Conflitos intensos e bem trabalhados, escrita envolvente e fluida e certamente sua curiosidade aguçará a cada capítulo lido.
         
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

[RESENHA] Garotas de vestido branco de Jennifer Close

Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 280
Publicação: 2016 
Isabella, Mary e Lauren tem a mesma vontade gritando do seu interior: se casar. As três amigas estão percebendo que o tempo está passando e seus outros amigos estão indo para o altar. Elas se sentem como meras observadoras ao ir em chá de panelas, despedidas de solteiros, compras de presentes etc. Porém, essa vontade não vai ser fácil de ser realizada, ainda mais por terem outros problemas para enfrentar. O conto de fadas pode até existir, mas a vida não é colorida assim. Problemas familiares, relacionamentos e comportamentos conturbados e entre tantos empecilhos para até o momento de vestir de branco e dizer “sim” ao seu futuro esposo.
Assim que iniciei a leitura estava com expectativa de encontrar uma história parecida com o filme “O casamento do meu ex”, no sentido de acompanhar relações de pessoas diferentes, acompanhar momentos de suas vidas e seus conflitos. Porém, confesso que tomei um banho de água fria.
O casamento é o personagem principal da história, pois ele é presente constantemente na vida das protagonistas. Três amigas estão apreensivas para subir ao altar, pois estão percebendo que o tempo está passando e sentem que suas vidas estão estagnadas. Então elas se esforçam para que os seus relacionamentos deem certos até as últimas consequências.
Isabella é uma mulher que está em um trabalho que detesta, mas a rotina impregnou em sua vida e não sabe como sair dessa areia movediça. Por outro lado, Mary está em emprego almejado, mas não está nem um pouco satisfeita com seu relacionamento. Por fim, Lauren não sabe quais atitudes tomar em seu trabalho, para piorar sua linha do tempo sentimental é um desastre.
A história é narrada em terceira pessoa, o que proporciona ter uma visão mais ampla das personagens. No entanto, a história é muito corrida, o que poderia dar mais detalhes em determinadas situações. Durante a leitura me senti perdido em diversas situações e até mesmo na voz do personagem mostrado, pois na própria sinopse entendemos que a trama teria o enfoque nas três amigas, mas não leitura não foi assim.
Jennifer tem uma escrita envolvente e tem a capacidade de trazer o leitor para dentro da história. As histórias mostradas traz certa veracidade comparada aos dias atuais, onde a busca de relacionamentos darem certo, a insatisfação da profissão e a impotência de diversas atitudes é tão presente ao nosso redor.
Para os fãs de romance e histórias sobre relacionamentos e comportamentos, “Garotas vestidas de branco”, poderá te agradar. Apesar das ressalvas que não gostei, achei a trama envolvente e que prende atenção do leitor. Nem sempre o que criamos expectativas nos é suprido, não é mesmo?

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

[RESENHA] Zane de Patricia Rossi

  
Editora:  Charme
Páginas: 368
Publicação: 2016     
Quinn Armentrouth estava esperando seu amigo Blane para discutir algo do trabalho em um bar que nunca foi. O atraso do seu amigo a leva observar o lugar, mas em determinado momento seu olhar paira em um homem grande, forte e com ar misterioso. O homem responsável da atenção da moça é Zane, que idolatra sua moto e é música nas horas vagas, quando não está trabalhando na oficina do amigo. Mas Quinn se enganou quando pensou que somente ela estava deleitando observar, Zane sentiu atração por Quinn desde o momento que ela entrou no estabelecimento.
Uma relação é iniciada neste lugar improvável para Quinn. O último relacionamento da moça não acabou bem, pois seu ex-noivo a traiu e ainda fica atrás dela querendo se redimir e ser aceito de volta. Zane também tem uma relação conflituosa com sua ex, Camille, que surge em sua vida de forma obsessiva e poderá ser uma pedra no caminho de Quinn. Além dessas relações mal resolvidas, também tem a diferença de classe social de ambos. Será que isso tudo será a destruição deste casal? Será que um sentimento mais profundo e forte poderá ser suficiente para passar por cima destes obstáculos?
Quando iniciei a leitura de Zane, já esperava um romance em que focaria muito na menina rica e o cara pobre, e que isso transitaria o livro todo. Porém, isso me surpreendeu, pois não acontece isso. O ponto principal não é a condição financeira e social do casal, mas sim a luta de estarem juntos e enfrentando coisas maiores do que o preconceito social.
Quinn é uma mulher independente. Há seis meses separou do noivo, pois além de não sentir absolutamente nada por ele, o rapaz também cometeu um grande erro. Após a separação ela também decidiu morar sozinha e sair das amarras de sua mãe autoritária e que não aceitou nada bem o fim do noivado. Zane, por outro lado, tem uma história mais sombria acarretada de abandono, drogas e uma relação destrutiva e obsessiva. O rapaz é mecânico na oficina do amigo e músico nas horas vagas.
Quando os personagens são nos apresentado já reparamos a atração entre eles. A partir daí algo mais intenso e profundo é nutrido em ambos. Fiquei satisfeito por não conter amor instantâneo, como estou acostumado encontrar em livros do gênero. O casal primeiramente sente atração, depois gradativamente um sentimento mais intenso cresce.
Os personagens são muito bem construídos. Quinn é uma protagonista forte e destemida e que luta com todas forças para conseguir o que quer. Zane é como o Rodrigo Hilbert na vida real, no sentido de sabe fazer tudo e ainda por cima é boa pinta. Não são trabalhados apenas um conflito na trama, mas vários que desenrolam no decorrer da narrativa, o que foi muito bom para trazer forma à história e não fazer com que tornasse um livro só com cenas calientes e pouca ação.
A escrita de Patrícia é envolvente e fluida. Ela consegue trazer o leitor para história, fazendo com que ficamos torcendo pelo casal e até com raiva pela falta de algumas atitudes de certos personagens para fazer com que o problema fosse solucionado mais rápido.
Uma história não apenas de amor, mas de superação e reconhecer que sua conta bancária não é espelho para sua relação com alguém. Sentimentos são expostos na trama e percebemos que o amor é mais forte que muitas pedras pequenas e grandes lançadas no caminho.
Para os fãs de romance, contendo cenas mais quentes, “Zane” é uma ótima recomendação. Trama bem construída, diálogos estruturados de maneira envolvente e cenas pra lá de quentes.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

[RESENHA] O Erro (Amores Improváveis #2) de Elle Kennedy



Editora: Paralela 
Páginas: 248
Publicação: 2016     

Resenha de O Acordo #1
Logan é popular em sua universidade. Atleta, corpo definido e bonito. Porém, é um tremendo mulherengo. Grace é uma garota doce, inteligente e tem poucos amigos. quando ela decidi ir a uma festa da universidade não esperava conhecer alguém que mexesse com seus hormônios. Sua mente, apesar de saber que aquele rapaz é inalcançável e incompatível em seu ciclo social escolar, ainda protesta em saber mais dele. Quando pôs os olhos em Grace, Logan sentiu algo diferente, e não demorou em saber mais da garota. Os dos começam a se envolver, mas quando o rapaz comete um erro que abala as estruturas de um pré-relacionamento, tudo desmorona.
Cada um segue seu caminho, mas isso não impede das lembranças invadirem a mente de ambos. Logan está determinado em se redimir, porém terá que se esforçar muito para ganhar a confiança de Grace. Além disso, ele está tendo problemas com seu pai e a decisão de embarcar num time profissional de hóquei. Será que tanta coisa em sua mente, ele ainda conseguirá o coração de Grade de volta?
Não é desconhecido aqui que amo a série “Amores Improváveis”, não é? O Acordo foi a chave para me conquistar e saber mais da história dos personagens e a escrita incrível de Elle. O Erro não decepcionou e também ganhou espaço especial no meu coração literário.
Logo no começo conhecemos a doce Grace. Uma menina tímida, estudiosa, bonita e faz tempo que não se relaciona com alguém. Ela nunca pensou em se interessar em um atleta, ainda mais jogador de hóquei, pois é um esporte que não gosta – ela prefere futebol americano -, mas quem disse que mandamos no coração? Logan desperta algo nela, a reciprocidade também é igual, mas tudo que é bom dura pouco. Assim que Logan comete um erro, ela compreende que ele não é o cara certo. Nessa tempo longe um do outro vemos claramente a metamorfose de Grace. Ela começa a sentir mais confiante, mais descontraída e dona de si. Isso é um dos motivos para que Logan terá que se arrastar muito para ganhar o seu perdão.
Neste volume quem tem mais enfoque é Logan, no sentido de ter outro conflito paralelo do seu relacionamento. O seu pai é alcoólatra e quando terminar a faculdade é certo que ele irá assumir a oficina e seu irmão, que no momento está gerenciando, irá viajar com sua esposa. Porém, o jogador de hóquei vê uma oportunidade no profissional, ou seja, ela fica em um impasse.
Elle constrói outra história envolvente, com personagens que nos identificamos e amamos logo de cara. Personagens engraçados, diálogos bem construídos e cenas que conseguem trazer o leitor à história. Além disso, os conflitos são bem estruturados.
A trama é sobre uma menina que começa a se relacionar e se decepciona, mas não desiste de si mesma e põe mais confiança em si mesma para superar. Um garoto que tem um sonho, mas por amor ao pai, mesmo não merecedor estende sua mão para ajudar. Duas pessoas que poderiam ser improváveis de se relacionar, mas o destino às vezes é uma mão na roda ou uma pedra no meio do caminho.
Para os fãs de New Adult, esta série é uma ótima indicação. Personagens que amamos e queríamos ser amigos, diálogos engraçados e situações hilárias e uma escrita envolvente e fluida.
       

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

[RESENHA] A Rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton


 
Editora: Seguinte
Páginas: 288
Publicação: 2016

Em uma cidadezinha chamada Vila da Poeira, vive Amani Al’Hiza, uma garota inteligente e destemida. Neste lugar a cultura é rígida como em breve ela terá que se casar e ser uma vida submissa. A cidade é governada por Mirajis, pessoas mortais. Porém sempre há conversas ao redor das fogueiras sobre criaturas místicas poderosas, sobre djinnis que utilizam magia.

Amani vive em constante humilhação e sofrimento após a morte da sua mãe. Morar com parentes nunca foi tão horrível para ela. Além disso, a cultura opressiva para mulher, órfão e pobre é demais. Amani se enquadra nos três requisitos. A garota vê a necessidade de fugir desse lugar que só promete ter um futuro amargo. Assim que conhece Jin, um forasteiro misterioso toma a decisão de fugir com ele. Grandes aventuras a esperam, além do mais irá descobrir mais sobre si mesma e suas origens.
Ouvi muitos burburinhos na blogosfera sobre este livro, então tomei logo a decisão de ter minha própria opinião. Após a conclusão da leitura respirei fundo para tomar fôlego, pois os eventos e tudo que acontece nesta história o leitor irá precisar de uma grande quantidade de ar.
Amani é uma personagem que a literatura está precisando. Ela é destemida, forte, inteligente e busca sempre mostrar que é capaz. Viver num lugar onde as pessoas constantemente olham torto para você não é fácil, porém Amani contorna isso e vive um dia de cada vez superando certas situações horríveis. Ela poderia muito bem viver de melodramas, mas seu posicionamento é outro. Ela se conscientiza que não há tempo para alimentar dramas dentro de si, a necessidade de sair de sua cidade e ir ao lugar que sua mãe sempre sonhou em morar é maior.
A relação entre Amani e Jin inicia de forma fraca, mas aos poucos foi crescendo e tornando cada vez mais forte o elo. Não há um romance forte e declarado, mas a tensão e a química entre ambos são alimentadas de forma bem sucedida durante a trama. Acho que a relação dos dois irá ser mais explorada no próximo volume.
Os personagens são muito bem construídos. São fortes e com personalidade autêntica. As lendas e os conflitos também foram bem desenvolvidos e me mostrou ser um dos pontos altos da história, pois elas que trazem elementos de ação e veracidade.
A escrita de Hamilton é fascinante. Ela consegue envolver o leitor do começo ao fim, fazendo com que cada capítulo tenha algum desdobramento e ação. Os elementos de fantasia, ação e romance são dosados na medida certa, ingredientes que foram capazes de me fazer virar a noite para saber o que iria acontecer com determinado personagem ou como iriam resolver certa situação.
Para os fãs de fantasia, “A rebelde do deserto” é um prato cheio de uma trama bem escrita e desenvolvida. Além de conter aventura, a história também traz lições que pode se remeter à realidade como buscar a liberdade e se desprender de tudo aquilo que te aprisiona, mesmo sem saber como será o futuro ou como irá ser as consequências de seus atos, arrisque-se. O valor da mulher também é mostrado na trama. Um lugar onde as mulheres não tem nenhuma importância, Hamilton mostra personagens fortes e capazes de reverter essa visão.
O segundo volume já tem título “Traitor to the Throne”, será lançado dia 7 de março de 2017 nos Estados Unidos. A capa ainda não foi divulgada. Estou ansioso para ler mais sobre a história de Amani.       

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domingo, 4 de setembro de 2016

[RESENHA] George de Alex Gino



Editora: Galera Record
Páginas: 144
Publicação: 2016

George é diferente de todos, embora ninguém consiga enxergar isso nela. Ela adora teatro, adora bonecas, maquiagem e tudo o que o seu universo feminino oferece. Ela sempre sonhou em interpretar a aranha Charlotte da peça A Menina e o Porquinho, que está para ser encenada no final desse semestre no seu colégio. Porém, algo poderá impedi-la de fazer o que tanto quer: George nasceu no corpo de um menino.

Este é um dos primeiros livros publicados no Brasil a abordarem a transexualidade para o público infantil. Sem dúvidas essa é uma temática muito necessária de ser discutida para com esse público e nesse aspecto o livro é muito útil. 

Com linguagem acessível e ponto de vista da protagonista em todo o livro, George contará a história de sua protagonista, uma criança que descobrirá paulatinamente que nasceu no corpo de um sexo que não lhe representa. Ela contará com a ajuda de sua melhor amiga Kelly, que a ajudará nessa jornada.

O livro em si é excelente e aborda todos os plots que geralmente envolve @s transexuais: a vida na escola, cercada de bullying, a recepção da família, os conflitos internos da pessoa que passa por esse processo de amadurecimento, entre outros. Todos estão no livro, porém, a única coisa que me incomodou na leitura é a ausência de um pouco mais dr aprofundamento em alguns desses aspectos, sendo muitos deles passados de forma muito rápida.


No mais esse livro cumpre com um papel social enorme e tem um enorme potencial para ser utilizado em escolas como paradidáticos e leitura obrigatória de jovens e crianças. Recomendo a todos.

                                                                     

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