sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

[Resenha] O Morcego (Harry Hole #1) de Jo Nesbo

       
Editora: Grupo Editorial Record 
Páginas: 350
Publicação: 2016     
O corpo de uma jovem é encontrado no fundo de um penhasco. A morte violenta mostra indícios de estrangulamento e que a jovem foi abusada, mas o responsável foi astuto de não deixar nenhuma impressão digital ou algo que poderia ser encontrado pelo DNA. A Divisão de Homicídios da Noruega envia o investigador Harry Hole ao local onde ocorreu o brutal assassinato. O que espanta o investigador é o que poderia ser apenas um assassinato isolado, vai se mostrando uma série de assassinatos cometidos pelo país inteiro. Alguém está se divertindo matando pessoas inocentes, e terá que Harry Hole descobrir o paradeiro deste serial killer.
Para quem não sabe este livro é o primeiro caso do investigador Harry Hole, o mesmo de Boneco de Neve e O Leopardo. Li um livro dele que não é dessa série chamado Sangue na neve e gostei muito. Nesbo tem o dom de trazer uma trama bem elaborada e violenta. Dessa vez não foi diferente. A cada página a curiosidade foi aguçando para saber o desfecho deste caso. Essas características do protagonista destaca seu lado humano, o que traz uma realidade maior para a trama.
O que mais chamou a atenção na obra foi como o autor trabalhou bem o gênero policial inserindo vários elementos desde o desenvolvimento do enredo como a forma em que ele trabalhou a cultura do país em si através de lendas, algo que foi importantíssimo para o desenrolar do caso.
Harry Hole é um protagonista inteligente e sagaz, junto com o policial Andrew Kensington, formando uma ótima dupla para a resolução do caso. Harry tem alguém comum com os outros personagens do gênero, conturbado e com vários defeitos.
Nesbo tem uma escrita fascinante, é nítido o dom que ele tem para criar um thriller policial sem reservas para mostrar episódios de violência e brutalidade, algo que neste gênero é fundamental para aproximar o leitor do caso e ter a dimensão de como um investigador ou qualquer outra profissão que trabalha neste ramo vivencia diariamente.
Para os fãs do gênero policial, O Morcego é uma ótima recomendação. Uma leitura envolvente e instigante, que fará o leitor ficar desperto do começo ao fim e certamente sua curiosidade crescerá a cada página para saber como irá terminar este caso tão brutal.
 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

[Resenha] A Garota do Calendário (Julho #7) de Audrey Carlan

 
Editora: Verus
Páginas: 144
Publicação: 2016

O próximo destino da acompanhante de luxo mais cara, Mia Saunders, é Miami. Seu cliente Anton Santiago é um famoso cantor de hip-hop e a contratou para ser sua musa em seu novo videoclipe. Pelos acontecimentos do mês anterior, Mia está fragilizada e neste mês acontecerá alguns episódios que mexerão com seu psicológico. Além disso, ela precisará tomar uma decisão importante quanto a sua vida. Julho não será um mero mês de trabalho, mas também de alinhar sua vida e buscar a cura interior de algo que a feriu profundamente.
Este mês sem dúvidas foi o que mais teve episódios diversificados e importantes. Nos anteriores sempre focava nos clientes de Mia, mas neste não, julho é o mês que o ponto principal é Mia. Sua vida sentimental e seu estado psicológico são protagonistas neste volume da série. O que me agradou muito, pois fugiu da monotonia de todos os meses serem as mesmas coisas, mas só muda o estado e cliente.
Encontrei apenas um ponto negativo neste volume. Mia não está bem por conta de tudo que aconteceu com o ataque de Aaron, filho do seu antigo cliente do mês passado. Diversos episódios demonstram o trauma que ela viveu evidencia, porém a forma que autora soluciona este parte tão delicada da protagonista foi um tanto irreal e séria. Acontecimentos assim é preciso acompanhamento de um profissional para a pessoa que sofreu tal ataque se sinta bem consigo mesma após orientações. Não só de amor cura o homem.
Neste volume podemos acompanhar mais a vida sentimental da personagem, o que está igual uma roda gigante cheio de altos e baixos. Portanto, o cliente deste mês ficou mais como plano de fundo como primeiro plano, o que foi diferente e mudou a rotina que o leitor está acostumado.
Este mês foi um divisor de águas para a série. Tanto para o rumo da vida de Mia e até mesmo para quem acompanha a série, pois percebe-se que nos próximos meses não será como antes.
O próximo cliente mora em Dallas de Mia se chama Max. Ela será sua irmã de mentira para ajuda-lo com negócios da família que é cheio de concessões após a morte do seu pai.

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[RESENHA] À Sombra de Uma Mentira de Alex Marwood



Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 448
Publicação: 2016

Jade e Bel se conhecem aleatoriamente e, no momento em que suas vidas se entrelaçaram, elas acabaram por se verem envolvidas em uma trama muito forte e perigosa. Jade é filha de um criador de porcos. Aos 11 anos, conhece Bel, uma jovem rica que é rechaçada por seu padastro. Logo as duas são acusadas pelo homicídio de uma terceira criança. Ambas são separadas e passam as vidas em vários reformatórios e prisões para jovens criminosos. A população e a imprensa as odeiam. Após saíram da cadeia, elas ganharam novas identidades e foram orientadas a jamais procurar uma a outra.

Após constituírem família, terem empregos e suas casas, Amber, gerente de um parque de diversões, e Kirsty, gjornalista, como agora se chamam, se veem envolvidas novamente em uma situação delicada. Amber encontra um corpo no seu local de trabalho, o que faz com que haja uma série de assassinatos na cidade. Kirsty é mandada para o local para cobrir o caso e o destino de ambas se cruza novamente. Conseguirão elas esconder esse segredo por quanto mais tempo?

À Sombra de uma Mentira é um thriller psicológico daqueles que trazem grandes surpresas e reviravoltas ao longo da trama. O autor sabe dosar muto bem o suspense durante a narrativa. Embora em alguns momentos ela seja arrastada e um pouco parada, principalmente na parte das descrições, Alex consegue trabalhar seu texto pautado principalmente nos diálogos, o que lhe confere uma grande fluidez na escrita, artefato excelente para escritores do gênero. Marwood também usa de flashbacks para contar traços do passado das protagonistas, o que prende muito a atenção do leitor.

Outro aspecto importante do autor é a construção de sues personagens. É como se ele os compreendesse e quisesse passar esse sentimento para o leitor. Nenhuma pessoa da historia está ali à toa. Todos trazem algum elemento importante para a trama e tem por trás uma história que justifica as suas ações no presente.

Recomendo a todos que gostam de suspense e que queiram ler algo que, embora com muitas páginas, vai literalmente voar nas suas mãos.

                                                                     

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

[RESENHA] A História da Família de Anne Frank de Mirjam Pressler



Editora: Record
Páginas: 406
Publicação: 2016

Anne Frank é, talvez, o maior símbolo da Segunda Guerra Mundial. Seu diário já foi traduzido para inúmeras línguas, teve várias adaptações no cinema e no teatro, além de ser um texto chave para a compreensão do sofrimento causado por Hitler para com os judeus e para as minorias da Europa à época. Anne Frank, por consequência, se tornou um ícone e é tida como um grande nome de resistência e de luta até os dias de hoje.

Não é de se admirar que, tamanha a proporção que o texto de seu diário teve como impacto no mundo, tudo o que estava ao seu redor também foi catapultado e virou objeto de interesse histórico. Atualmente, se vê inúmeros livros que expandem o, digamos assim, "universo" Anne Frank. Tem-se livros contando como foram os seus dias após sua prisão e descoberta do esconderijo até a sua morte, livros que contam o que aconteceu com os amigos de infância dela e livros que, como é o caso desse, abordam outros parentes da família Frank que não os que estavam no esconderijo com ela. 

Em A História da Família de Anne Frank temos os pontos de vista de Alice Frank, avó de Anne, Helene Elias, tia dela e Buddy Elias, seu primo. Reunindo cartas, documentos, diários, agendas e manuscritos de uma maneira geral, esses relatos abordam um pouco sobre a história dos Frank, como eram os seu dia a dia, como Anne cresceu e como foram os dias de Otto após sua saída do esconderijo.

A ideia do livro surgiu ao se achar no porão de uma das casas da família, um reunido de documentos supracitados que trariam luz a alguns pontos da história dos Frank que ainda não haviam sido esclarecidos. O compilado foi organizado por Mirjam Pressler, tradutora do Diário para o alemão e autora de mais de quarenta livros de sucesso, e Gerti Elias, esposa de Buddy. O livro também apresenta fotos e documentos inéditos dos Frank.

O Diário de Anne Frank é um dos melhores livros que já li na vida, fica no top 3 dos meus livros favoritos. Tinha acabado de fazer a primeira releitura da obra, em outra edição que comprei, quando comecei a ler esse livro. Confesso que esperava um pouco mais da leitura. Entendo que o foco do livro não girava em torno de Anne somente, mas de toda a sua família, mas esperava que o período do esconderijo e a própria Anne tivesse uma maior evidência no texto. Apenas na terceira parte há um maior destaque nesse sentido. No mais, temos uma breve passagem da infância de Anne e ela só é citada esporadicamente em alguns trechos.

Acredito que, para quem está fazendo uma pesquisa sobre a vida de Anne, esse livro seja realmente essencial. No mais, para quem é apenas um admirador do Diário ou da jovem, não haja muito a ser acrescido nesse sentido.
                                                                     

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

[Resenha} In Flight (série Nas Alturas #1) de R. K. Lilley

 

Editora: Charme
Páginas: 336
Publicação: 2016

Bianca é uma aeromoça profissional e ama aquilo que faz. Para chegar até aqui não foi nada fácil, pois teve uma infância sofrida e vivenciou momentos aterrorizantes. Certo dia em um voo ela se depara com um homem charmoso e que exala autoconfiança. Ele é James Cavendish, bilionário proprietário de hotéis. Um jogo sedutor se afinca depois deste olhar e nada será como antes para Bianca. James é um homem reservado, mas tem tudo aquilo que quer e seu desejo após entrar naquele avião é ter a jovem aeromoça. Uma relação que não será nada fácil, será que os gostos do Sr. Cavendish agradará Bianca ou será o motivo de ter um relacionamento que nem começou?
A história deste livro vir ao Brasil é muito interessante. Lembro que anos atrás os fãs fizeram um pequeno alvoroço nas redes sociais para que trouxesse a série Up in the air para os aeroportos brasileiros, quer dizer, para as nossas livrarias. Até aquele momento nenhuma editora tinha se interessado, mas a autora decidiu lançar de forma independente. Porém, algum tempo depois a editora Charme comprou os direitos para deixarem todos os fãs felizes e apreensivos de terem seus exemplares em mãos.
Bianca é uma jovem que se esforçou muito para ser aeromoça. Sua infância foi carregada de traumas e incerteza se viveria no outro dia. A rua foi seu lar um bom tempo, mas ela nunca esteve só, sempre teve Stefan, um amigo que a defende e cuida de tudo e de todos. Seu lado profissional se abalou no momento que pôs os olhos em James Cavendish. Ele é um homem fechado e transmite frieza, mas isso não foi motivo dela não sentir atração. James também sente o mesmo por ela e fará tudo para tê-la.
Ele não pretende ter nenhum relacionamento sério. Ela muito menos. O envolvimento entre eles começa já de forma intensa e avassaladora e aos poucos os muros que eles decidiram colocar envolta de seus sentimentos começam a desmoronar e a desnudar. James possui um gosto peculiar, a prática BDSM. Bianca arriscará e tentará ver algo bom deste lado, mas os fantasmas do passado às vezes vêm à tona. O Sr. Cavendish também não fica para trás quando o assunto são traumas e infância perturbada. Uma parte dos dois estão quebrados, e ambos poderão ser a chave para o conserto, unindo aquilo que os fazem sofrer interiormente para recomeçar algo que nunca pensariam encontrar.
James certamente estudou na Grey School e certamente trocou figurinhas com Christian Grey. “Nossa, Luke, mas vai comparar este livro com 50 tons?” É impossível não se lembrar de um dos personagens que foi percursor do gênero que abriu várias portas para obras semelhantes, não é? Mas vamos lá. Porém, ele e Bianca são um tanto volúveis quando o assunto é a área sentimental. Quando uma hora eles não querem nenhum tipo de envolvimento íntimo que ultrapassa a relação casual, outros já estão mergulhando no afeto. Portanto, eles mesmos caem em contradição nos suas próprias decisões. Hey, isso não quer dizer que não gostei da história, okay?
A história segue o clichê da maioria das tramas do gênero. Um homem que tem um passado conturbado e pratica algo mais intenso quando está com alguém. Encontra uma garota inocente e o resto da história você já sabe. A diferença é que Bianca não é um protagonista vulgo Anastasia Steele. Ela é uma mulher independente e toma suas próprias decisões. Vários momentos podemos perceber ela tomando as rédeas desta relação, deixando James desconcertado e nervoso por não ter controle. Ela ama sua profissão e não deixará que nada intervenha sua função.
A escrita de Lilley é muito envolvente e faz com que o leitor fique atento em todo momento. Com personagens fortes e empáticos, enredo bem construído e inserindo o clímax no momento certo. Além dos protagonistas, um personagem secundário que se destacou foi Stephan. Ele é amigo de Bianca desde que eram adolescentes, sempre a cuidou e protegeu.
Para os fãs do gênero este livro é uma boa indicação de leitura. Uma história contendo romance, pitadas de comédia e ação. A leitura é fluida, com descrições e diálogos objetivos e um clichê bem escrito e construído.
A diagramação e a tradução estão muito boas. A capa eu gostei, mas mudaria algumas coisas. A série é composta de quatro livros e o próximo tem como título de “Mile High”, sem previsão de lançamento.

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sábado, 19 de novembro de 2016

[RESENHA] Juntando os Pedaços de Jennifer Niven



Editora: Seguinte
Páginas: 392
Publicação: 2016

Jack é um jovem muito popular em seu colégio. Namora uma garota linda, joga no time de basquete, vive entre a turma dos populares e tem uma vida que é invejada por muitos de seus colegas. Mas ele esconde um segredo há anos e, ninguém sabe disso: ele sofre de prosopagnosia, uma doença neurológica que faz com que a pessoa não reconheça os rostos das outras. Ele vê apenas as características de cada um, como o nariz pontudo ou largo, o cabelo encaracolado ou o queixo assimétrico. Porém, ele não consegue olhar e, de cara, identificar de quem se trata. Sofrendo com isso calado, ele teve que fazer com que seu cérebro ficasse treinado para identificar as pessoas por outros meios, como os traços de personalidade ou acessórios que os mesmos usam. Isso o coloca em situações complicadas muitas vezes, como quando ele trocou a sua namorada pela de seu colega de time. Com medo do que todo o colégio poderia achar dele, Jack esconde a sete chaves o seu problema, inclusive para a sua própria família. Porém, a chegada de uma jovem em sua sala de aula muda muita coisa em relação a isso.

Libby é uma jovem que ficou conhecida em todo o país por algo que ela jamais queria: ela foi considerada a americana mais gorda dos Estados Unidos. Depois que sua mãe morreu abruptamente e ela teve que morar apenas com seu pai, Libby começou a descontar na comida toda a frustração e todos os sentimentos ruins que sentia dentro de si. Buscando por pequenos pedaços de prazer e felicidade para que lhe tirassem de um marasmo de depressão, ela acabou não percebendo o quão grave o seu problema estava se tornando. Em virtude disso, chegou a pesar mais de 300 quilos e precisou ser retirada por um guindaste de sua própria casa, com transmissão ao vivo para todo o país. Anos após todo esse turbilhão de situações em sua vida, ela agora decide retomar os estudos em sua antiga escola. Mas se já é difícil ser novata em um colégio, ser uma espécie de novata reincidente é ainda pior. 

Logo na primeira semana de aula, uma brincadeira cruel de mau gosto acaba por unir os dois. Jack é desafiado por seus colegas a abraçar Libby de modo a fazer com que ela não consiga se soltar pelo maior tempo possível. Vendo sem saída diante da pressão, ele aceita o desafio, mas acaba na diretoria, pois não previa qual seria a reação dela. É desse começo conturbado que um encontrará no outro um refúgio de tudo os que o cerca e desnudarão suas almas para os sentimentos da vida.

Juntando os Pedaços é o segundo livro de Jennifer Niven publicado no Brasil. O primeiro, Por Lugares Incríveis, é um dos meus favoritos da vida. Nessa segunda história, Niven também abordará protagonistas com problemas pessoas de cunho psicológico que tem de enfrentar dia a dia o mundo que os cerca, geralmente cercado de preconceitos e ignorância.

A narrativa da autora continua deliciosa de ser lida. Niven consegue prender muito o leitor durante o texto, usando de uma fluidez que é só sua. Os capítulos curtos, intercalando o ponto de vista dos protagonistas, permite com que a história ganhe ares deliciosos e faz com que o leitor queira saber o tempo todo o que acontecerá em seguida. O li inteiro em um dia, pois não conseguia largar de mão o livro até saber o que aconteceria no final.

Acho que nem preciso dizer o quanto adorei essa história, assim como o primeiro livro da autora. Ambos são narrativas, maravilhosas, sensíveis e com uma visão que acrescenta muito ao público jovem leitor. Recomendo a todos que gostaram do primeiro livro da autora e que gostem de romances do gênero.
                                                                     

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

[Resenha] Desejo Concedido (série Guerreiras #1) de Megan Maxwell

 

Editora: Essência
Páginas: 464
Publicação: 2016     
No ano de 1308, na Inglaterra, Megan Phlips ouviu sua tia combinar com o padre da região o seu casamento e de sua irmã, Shelma. Desesperada por saber que seus pretendentes eram homens que seus pais, que morreram, não gostava, planeja com sua irmã fugir e ir ao encontro de seu avó, nas highlands, nas altas montanhas escocesas.
Seis anos depois elas recomeçarão suas vidas em Dunstaffnage, no clã dos McDougall. Este período foi maravilhoso para ela, sua irmã e seu pequeno irmão Zac, por fazerem amigos tão queridos que consideravam sua família. Um dia quando guerreiros estavam chegando no castelo, Megan se depara com um homem grande e bem afeiçoado. Seu nome é Duncan McRae que ao olhá-la imediatamente se sente atraído por aqueles cabelos pretos quase azul.
Após um evento drástico, Duncan prometeu ao avô de Megan que se casaria com a moça, no intuito de protege-la. Megan, como dona de si, não aceita, porém é convencida a tradição handfasting, que o casal ficam juntos durante um ano e um dia. A relação não será nada fácil, pois Megan não está acostumada a regras de comportamento e muito menos a ser submissa a alguém. No entanto, na dificuldade, poderá brotar um sentimento avassalador ou o desastre de dois corações.
Sempre tive um pé atrás com a senhora Megan Maxwell, pelo simples motivo da trilogia Peça-me o que quiser, mas minha opinião começou a mudar depois que li Pelas lentes do amor, que foi uma leitura extremamente divertida e envolvente. Então aguardo todo livro que vou ler dela, o nível de Pelas lentes, e até o momento ela não decepcionou. Desejo Concedido foi uma leitura muito satisfatória.
Megan é uma personagem que amamos logo de cara. Ela é diferente das moças daquela época, pelo sua personalidade forte, opinião própria, destemida, atrevida e não meça as palavras em momento nenhum. Além disso, ela é totalmente fora do padrão, como por exemplo, montar cavalo, manejar espadas e lutar como se fosse um homem. Essas características fizeram Duncan se atrair por ela, pois nunca tinha visto tal comportamento como aquele antes. O relacionamento dos dois é medido por brigas e beijos intensos. É como aquele dizer conhecido da barata que morde e assopra.
"Esse é o preço que todos pagamos quando amadurecemos. Temos que aprender a nos defender sozinhos na vida."
Tenho que dizer que o relacionamento de Megan e Duncan me incomodou um pouco, pois há diversas brigas, mas há algumas que deveriam ser mais bem trabalhadas no aspecto da reconciliação, porque algumas coisas que foram ditas a outra pessoa que não esqueceria facilmente. Nem mesmo se fosse uma pessoa que amasse muito. Então Megan e Duncan pecaram neste ponto.
A escrita de Megan (nossa agora que percebi que é o mesmo nome da protagonista rs) como sempre é envolvente e consegue prender o leitor do começo ao fim. Ela traz grandes porções de humor, ação e romance. Pensei que ela iria explorar o contexto histórico e inserir mais cenas de ação, mas focou mais no romance, o que me agradou. Os personagens são muito bem construídos e o que mais gostei foi o foco da história não ter sido somente sobre os protagonistas, Megan explorou muitos os personagens secundários e percebi que alguns deles ganharão seus próprios livros.
Para os fãs de romance de época, Desejo Concedido tem que estar na sua lista de desejados. Uma história envolvente, divertida, angustiante, comovente e um romance lindo que certamente irá te conquistar. Personagens fortes e diálogos divertidos e bem construídos. O que deixou triste foi a capa deste livro que poderia ter sido mais bem trabalhada.
       

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