quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

[RESENHA] Antes, agora e sempre (Heartbeat #2), de Teodora Kostova


Editora: Charme
Páginas: 320
Publicação: 2017


Beppe e Gia se conhecem desde criança, quando o garoto machucou o joelho e Gia o ajudou fazendo um curativo. No decorrer dos anos essa amizade foi se fortalecendo em meio a conversas e ajuda, pois o pai de Beppe era agressivo e batia nele e na mãe. Anos e anos de surra, e mesmo assim Gia estava ali para ajudá-lo. Essa amizade foi ganhando cores até que os dois tiveram algo mais, uma conexão mais intensa e íntima. Foi o passo para um sentimento forte adentrasse no coração de ambos. No entanto, algo trágico acontece e faz com que Beppe se mude.

Gia ficou desamparada sem ter seu amigo por perto, mesmo mantendo contato por telefone, não era a mesma coisa. Anos depois, ele está de volta. Porém, a garota usou a sua ausência para construir muros envolta de seu coração para impedir qualquer resquício de sentimento ocupasse nele. Será que o que sentiram no passado ainda existe? Será que a tragédia foi capaz de apagar os momentos marcantes e provaram algo mais forte que eles sentiram um dia?

Li o primeiro volume da trilogia Heartbeat há muito tempo. Portanto, esqueci de muita coisa, mas lembrava vagamente de um casal que tinha uma história linda, mas estava mal resolvida. Assim que iniciei “Antes, agora e sempre”, comecei a lembrar da história do casal e me apaixonei de novo.

Gia é muito inteligente e estudiosa. Ela carrega o peso da culpa, por focar nos estudos, enquanto seu pai estava definhando por conta do câncer e só seu irmão de 14 anos estava ajudando. Ela foi avançando em seu curso e ganhando espaço na sua carreira na culinária. Nesse meio tempo, ela também tinha que domar seus sentimentos pelo seu melhor amigo, que após uma tragédia se mudou para outra cidade.

Beppe carrega em si diversas marcas de espancamentos de seu pai. Desde a infância ele sofria abusos físicos daquele que deveria dar amo e proteção. Assim que algo na sua vida muda, surge alguém do seu passado e oferece a opção de recomeçar sua vida. Ele aceita e se torna um homem forte, que apesar das marcas, soube lidar com o trauma.

Quando li a história da separação do casal construí um argumento e duas interpretações. Compreendi o lado dos dois protagonistas, pois Gia estava se sentindo sozinha sem seu melhor amigo e alguém que amava e Beppe por querer reconstruir os pedações de sua alma. Os dois lados são compreensivos, e arrisco em dizer que de Beppe é mais, por tudo que viveu. Gia ainda admite em um momento ser egoísta, e isso mexe em seu interior que faz fechar seu coração para o amor, principalmente vindo de Beppe.

O meu argumento é: eles não poderiam viver uma relação à distância. Sim, sei que é difícil lidar com tal relacionamento, mas quando a pessoa passa por algo tão ruim e se há amor, não é possível pelo menos dar uma chance? O argumento de Gia se torna fraco com relação a história de Beppe.

A obra é narrada em terceira pessoa, sendo assim, o leitor pode ter uma visão panorâmica de vários personagens, suas motivações e sentimentos. Os personagens tem uma química ótima, o que faz com que a leitura se torne fluida.

Teodora tem uma escrita envolvente, fazendo com que o romance seja equilibrado no quesito romance. Ela não foca apenas em momentos calientes. Aliás, ela nem deu muito foco para isso, e sim, para a história do casal e os conflitos que a trama vai apresentando.
Os conflitos que a autora inseriu na trama foram muitos relevantes. Não foi apenas um romance, há um drama e ação, que são pontos responsáveis para tornar a leitura e a história mais recheada, mais bem apresentada. Não tem somente a história de um casal que se separou e o rapaz está de volta tentando reconquistar a moça. Não, há conflitos externos que interfere na relação do casal.


Para os fãs de romance essa é uma boa indicação. O livro é o segundo de uma trilogia, mas pode ler de forma independente. Os personagens do primeiro livro aparecem nesse, e podemos conhecer mais da história do protagonista do primeiro, que é irmão de Gia e como está o casal após o final. A autora também aproveitou e criou o gancho para o terceiro, que será protagonizada por Lisa, melhor amiga de Max e Gia.
                                                                     

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

[RESENHA] Antes da Tempestade, de Dinah Jefferies


Editora: Paralela
Páginas: 343
Publicação: 2017

Eliza Fraser está na missão mais importante de sua vida. Ela foi contratada pelo governo britânico para morar durante um ano no castelo da família real, de Rajputana, na Índia. A sua missão é fotografar o cotidiano e eventos locais do Estado principesco de Juraipore, para montar um acervo da Coroa britânica.

Ao conhecer Jayant, o príncipe e irmão do novo marajá, Eliza está prestes a entrar em uma das aventuras mais emocionantes e transformadora de sua vida. O rapaz é o típico rebelde, misterioso e foi incumbido de acompanhar Eliza a conhecer diversas paisagens, a cultura e até mesmo o ponto onde a miséria assola. A moça será responsável de abrir uma outra visão em Jay, onde lugares ao redor do castelo vem passando por diversas dificuldades. Ao passar do tempo esse convívio vai criando uma afinidade profunda e um sentimento arrebatador. No entanto, a família real fará de tudo para que essa relação não fiquei mais séria.

Quando li O perfume da folha de chá me apaixonei pela escrita de Dinah Jefferies. Ela em seu livro, trouxe algo verídico por meio de uma história que se passou em um determinado tempo e com riquezas de detalhes, por consequência mostrou a vasta pesquisa que ela precisou para montar a ambientação e até mesmo de inserir os personagens naquele contexto. Mais uma vez, em outra história passada no continente asiático, ela mostrou o seu talento incontestável de contar histórias.

Eliza é uma mulher independente e trancou seu coração para o amor. Sua paixão é a fotografia, após a morte de seu marido. Ela viveu alguns anos na Índia quando pequena, mas algo trágico fez com que ela e sua mãe se mudasse para a Inglaterra. Ao retornar, anos depois para uma missão a trabalho, ela verá o choque culturas desde as vestimentas e até mesmo o tratamento das pessoas com estrangeiros e dela ser mulher. A trama pontua diversos aspectos culturais da Índia, inclusive como a mulher é vista no país.

Jay é um homem misterioso a princípio. É evidente que ele é um homem que não aprecia viver dentro de um castelo, pois seu prazer e sua diversão é viajar pelo deserto. O primeiro contato dele com Eliza não é algo promissor, mas no decorrer da história, pode-se ver algo nele mudando para um sentimento mais profundo, sendo que a recíproca é verdadeira.
A escrita da Dinah continua extremamente envolvente e instigante. De forma madura, ela conseguiu me transpor para dentro da história por meio dos detalhes da ambientação, a Índia de 1930 ficou próxima de mim. Seus personagens são muito bem construídos, diálogos elaborados e conflitos coerentes e vem desenvolvidos.


Para os fãs de romance histórico a obra Antes da Tempestade é uma ótima recomendação. A escrita é um pouco rebuscada, mas é acessível e é uma oportunidade de se desafiar e ler algo mais consistente. Uma obra com uma pesquisa excelente, personagens fortes e conseguimos sentir diversos sentimentos por eles e um amor proibido em que seus sentimentos vão mudando e intensificando gradativamente.
                                                                     

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[RESENHA] Não Conheço o Amor de Yuri Siqueira, Mariana Siqueira e Jamilson Mello



Editora: Lotus
Páginas: 82
Publicação: 2017

Joana é uma jovem de 15 anos que acabou de terminar um namoro com um cara que tinha tudo para ser o grande amor de sua vida. Ela não consegue superar isso e está profundamente transtornada, afundada em sentimentos ruins e depressivos, sem vontade de viver e achando que nunca mis encontrará alguém confiável e que será feliz no amor novamente. Porém, sua prima e grande amiga Gleice, que é de Recife, viaja para a sua casa para passar alguns dias. É a partir daí que a vida de Joana mudará bastante uma vez que Gleice é uma pessoa totalmente o oposto do que ela está passando.

Resolvendo ajudar a prima e injetar uma gama de autoestima nela, Gleice a chama para irem passear no shopping. Chegando lá, na praça de alimentação, Joana se depara com o seu ex. O que era para ser uma forma de esquecê-lo e um degrau na caminhada para superá-lo, acabou se transformando em seu pior pesadelo: ele está junto de sua atual namorada, no maior clima romântico. Joana fica arrasada, mas Gleice consegue contrornar a situação e ainda assim dar um ânimo na amiga.

Com o passar do tempo, Gleice vai ajudando Joana a enxergar o mundo de uma forma melhor. Ela ainda está fragilizada, mas consegue ver uma luz no fim do túnel e, aos poucos, vai melhorando de tudo o que passou. É quando, durante uma festa, ela conhece alguém que a fará sentir emoções que há muito não tinha. O que será que acontecerá com Joana?

Não Conheço o Amor é um romance Young-Adult pautado na personagem de Joana e em sua evolução. Nele acompanharemos como ela passa de uma garota fragilizada por um baque emocionadl, que vive sofrendo por um amor perdido e um coração partido, para uma jovem dona de si, que redescobre o prazer na vida e que é possível sim voltar a amar.

Para mim o grande destaque do livro foi a personagem Gleice. Muito espirituosa, expansiva e extrovertida, Gleice oferece um excelente contraponto na narrativa para o drama pessoal que Joana vive e ainda ajuda demais a protagonista a superar tudo pelo que vem passando. Gleice é o tipo de personagem que você quer pegar pelo braço e sair conversando pela rua. Sem dúvidas adoraria ter uma miga como ela na vida real, a adorei.

Outro ponto que amei foi o fato dos autores serem daqui de Pernambuco, uma vez que adoro ler livros produzidos por aqui. Durante a narrativa você sente uma proximidade maior com os personagens, através dos diálogos e das formas de linguagem usadas aqui. É um ótimo ponto de conexão com o leitor.

Recomendo demais a leitura desse livro para quem está buscando uma leitura leve, rápida e para passar o tempo. É muito gostosinho de ler e bem ágil, com personagens muito cativantes.

O livro ainda será publicado aqui em Recife. Assim que tiver a data de lançamento, atualizo aqui no post. ;)

Para entrar em contato com os autores, seguem os links das redes sociais deles:

https://www.instagram.com/mellojamilson/
https://www.instagram.com/yurisiqueiraa/
https://www.instagram.com/marianasiqueira_

                                                                     

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[RESENHA] Chronos - Viajantes do Tempo (Chronos #1), de Rysa Walker


Editora: Darkside
Páginas: 320
Publicação: 2017

Na vida, sempre há uma sequência de fatos para ter a finalidade de algo. Isso ocorre de forma organizada, por exemplo, o controle remoto deve ser ligado depois da pessoa colocar pilha, os netos nascem depois dos avós. Porém, Kate nunca esperava que esse segundo exemplo mudasse sua vida. Sua avó aparece em sua vida e traz consigo informações e um novo parâmetro sobre a questão do tempo para Kate. As informações são tão importantes que, logo elas terão que agir, pois a própria existência da garota está em perigo.

Kate descobre que seu avô Saul tem o intuito de modificar a linha do tempo. Seu objetivo é em prol do seu nome e status de líder religioso. A jovem terá que aprender mais sobre a história de sua avó e viajar para 1893, em Chicago, para tentar solucionar esse problema. No entanto, ela deverá fazer isso sem alterar seu destino.

Essa temática vem me perseguindo de diversas formas, pois assisti a série Dark, logo após emendei com Outlander e nesses meio termo iniciei a leitura de Chronos. Foi algo bem intenso pra minha cabeça, mas me diverti bastante. Uma história envolvente e uma escrita atrativa.

Kate é uma protagonista que gostamos logo de cara. Ela tem uma personalidade forte e não tem medo de se arriscar. Seus pais são separados, mas ela lida muito bem com isso. Porém, o que ela não esperava era descobrir mais da história de sua mãe e qual objetivo com segundas intenções fizeram seu pai casar com sua mãe.

Quando a avó de Kate aparece em sua vida, não era esperado informações tão chocantes e, de certa forma, mudar a sua própria existência. Sua avó era uma viajante do tempo junto com seu avô Saul, mas ele estava planejando muito maior e contra as regras da Chronos, empresa de historiadores que tem o intuito de viajar no tempo para pesquisas e estudos, que ambos faziam parte.

Katherine, avó de Kate, fez uma viagem do tempo e não conseguiu voltar. Nesse momento é que tudo desenrola a genealogia até chegar em Kate, que terá a missão de voltar no tempo e ajudar sua avó a avisa-la sobre algo, mas sem alterar a linha do tempo.

Há triângulo amoroso na história, já aviso, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento e até mesmo torna-se desanimador. Eu sou o tipo de leitor que detesto triângulos nos livros, mas nesse não me incomodou, pois a autora soube lidar com os dois personagens “concorrentes” de maneira clara para o leitor.

A temática viagem do tempo é algo muito interessante, porém querendo ou não, em algum momento sua cabeça entrará em bug. A minha ficou, mas não sobre a viagem do tempo em si, mas sobre algumas explicações da avó da protagonista, que me fizeram ler mais vezes determinada parte e não entender. No entanto, isso não interfere na compreensão do contexto da trama.

Rysa tem uma escrita muito instigante e atrativa. A leitura desde momento que a história começa flui de maneira orgânica e a curiosidade leitor cresce gradativamente. Conseguimos ter empatia com os personagens e a trama da autora mostra aspectos inovadores à temática apresentada.


Para os fãs de viagem do tempo, o primeiro volume da trilogia Chronos é uma ótima recomendação de leitura. Uma obra que certamente prenderá o leitor do começo ao fim, com personagens com personalidades fortes, com romance e ação. A trama tem um bom desenvolvimento e o clímax dos conflitos são coerentes e estimulantes. Aproveitando a temática, a autora apresenta eventos do passado com histórias reais que a protagonista participa.
                                                                     

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

[RESENHA] Um beijo à meia-noite (série Contos de Fadas #2), de Eloisa James


Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Publicação: 2017

Katy Daltry perdeu sua mãe muito nova, anos depois o seu pai também se foi. Ela ficou morando com sua madrasta e sua irmã postiça. Sua vida após a morte de seu pai se transformou num caos, pois sua madrasta demitiu diversos funcionários e fez com que a garota exercesse diversas funções, como ser administradora da casa e das propriedades da madrasta.

Um belo dia sua irmã está com a boca ferida e terá que viajar com seu noivo para ter autorização do tio do rapaz para casar, pois sem a autorização o casamento não será realizado. Victória perde a Katy fingir ser ela, pois não pode de maneira alguma chegar no castelo do tio de seu noivo, que é um príncipe, daquela forma.

Com muita relutância Katy aceita e essa viagem será o marco em sua vida. O príncipe está prometido para casar com a princesa Tatiana, da Rússia, e logo terá o baile para oficializar. Ele precisa de uma noiva rica para sustentar diversos parentes do castelo, pois tiveram várias divergências com seu irmão, de outro principado.

Katy jamais pensou em conhecer um príncipe, ainda mais com o comportamento do tio do noivo de sua irmã. O príncipe Gabriel nunca viu criatura mais linda que Katy, e sentimentos fortes tomaram conta do seu coração. Será que a plebeia terá uma noite de princesa e finalmente encontrará o outro par do seu sapatinho de cristal?

 Amo releituras de contos de fada, pois as que li as autoras sempre tiveram criatividade de trazer referências das histórias das princesas ao mundo contemporâneo. É muito legal ligar os pontos e acompanhar um bom romance. Esse não foi diferente, Eloisa James traz uma trama autêntica e bem escrita.

Katy é uma garota forte, as circunstâncias da vida fizeram com que ela tivesse esse comportamento. Uma de suas características é a sinceridade que não pesa a língua para falar o que acha. Morando com sua madrasta é como viver em um campo de batalha, pois a pessoa que herdou todos os bens de seu pai é má e exigente. Ela tornou uma funcionária para Mariana, madrasta, pois ela é responsável em administrar as propriedades de seu pai.
A relação de Katy e o príncipe Gabriel começa de forma muito divertida, pois os dois terão diversos momentos de discussões. Isso mesmo, aqui tem muita briga e trocas de farpas. Tem um ditado que diz: quem desdenha quer comprar, não é mesmo? Aqui se enquadra perfeitamente, pois por baixo desses ataques com palavras tem um sentimento, química e tensão forte entre eles.

O livro contém de tudo um pouco, como: drama, comédia, romance e pitadas de outros gêneros. Isso foi um dos pontos que fez com que a leitura fosse fluida e ágil. Além disso, Eloisa James, trouxe diálogos bem elaborados e uma trama muito bem desenvolvida.

A autora não inseriu a trama original acirradamente, mas trouxe referências e colocou em momentos propícios. Portanto, James fez algo muito inteligente, ao invés de pensarmos cronologicamente o que irá acontecer, ela simplesmente construiu sua própria história e pôs as referências em momentos isolados.


Um beijo à meia-noite é uma obra linda e bem escrita. Obra recomendada para os fãs de romance de época e releituras de contos de fada. Assim que o leitor começar a ler não irá parar mais. Personagens engraçados e apaixonantes e uma escrita envolvente.

O próximo livro intitulado A Duquesa Feia, é baseado no conto de fada O patinho feio.
                                                                     

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

[RESENHA] Mile High (Nas Alturas #2), de R. K. Lilley


Editora: Charme
Páginas: 336
Publicação: 2017

Dias depois do ataque do seu pai, Bianca acorda em um hospital desorientada onde está. Ali está o homem que em poucas semanas deixou seu mundo de cabeça para baixo. Sua vida em poucos dias adentrou em um mundo obscuro de prazer e um lado desconhecido de onde seus sentimentos podem chegar.

Agora ela terá um tempo para refletir e organizar seus pensamentos, porém, perceberá que ela precisa de James Cavendish ou Sr. Cavendish, melhor dizer Sr. Magnífico tanto quanto ele precisa dela. Uma relação intensa e com sentimentos à flor da pele mostrará à Bianca novos caminhos, segredos não revelados e até pessoas que fizeram parte do passado de James, mas que até hoje pode influenciar em seu relacionamento com ele. Será que ela será forte o bastante?

Quando li o primeiro volume dessa série fiquei animado, pois era um livro que muitas pessoas elogiavam os personagens e a trama em si. Pois bem, gostei tanto da história como da escrita da autora. Assim que terminei o segundo, minha visão sobre algumas coisas mudaram, não que desestimulou na leitura, mas apenas estranhei mesmo questões vindas do Sr. Cavendish.

Bianca após sofrer um ataque do seu pai, que até então estava desaparecido de sua vida há muito tempo, terá que dobrar o cuidado com sua segurança. Porém, não é apenas isso que terá cuidado, mas também do seu coração. Ela a cada dia tem sentido algo forte, sentimentos nunca imaginados antes por James.

Há dois pontos que a autora foca durante o desenvolvimento da trama: a confiança, pois Bianca é uma personagem que não confia em qualquer pessoa, seu passado é resposta disso. A única pessoa que ela confia é em seu melhor amigo Stephan. James terá que lutar bastante para conquistar a sua confiança, e isso leva tempo, algo que o rapaz não está muito acostumado.

Outro ponto que a autora destaca é o relacionamento de Bianca com James. Bianca tem um passado triste, já James tem o seu pervertido e obscuro. Ela reconhece os sentimentos que está sentindo por ele para si, mas por sua falta de confiança não consegue externar. Nesse segundo volume, o diálogo e a sinceridade são questões tratadas para que o relacionamento do casal seja promissor.

Algo que me estranhou com relação ao Sr. Cavendish é sua obsessão por Bianca. Pode ser que nos outros livros do gênero tenha semelhanças sobre isso e não reparei, mas nesse pra mim percebi algo mais aberto ou nítido. Não duvido da paixão, atração ou até mesmo do amor dele por ela, mas me pareceu algo doentio sobre controlar não somente a garota nos momentos íntimos, mas também em suas decisões de sua vida. Pareceu como ter Bianca como marionete.

O que citei acima não quer dizer a leitura foi ruim. Não. A escrita Lilley continua fluida e envolvente. Não há tantas cenas calientes em muito menos de BDSM. Como já disse, a autora quis focar mais na relação do casal no parâmetro do diálogo e confiança. Os personagens continuam tendo uma ótima química e personagens secundários também são bem trabalhos e tendo seu destaque em momentos propícios.

Para os fãs da série e do gênero é uma ótima indicação de voo, quer dizer de leitura. A história é rápida de ser lida, com personagens com química e conflitos condizentes com a trama.

O próximo livro chamará Graunded e provavelmente será lançado em 2018.
                                                                     

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

[RESENHA] Ligue-me amanhã, de Luna Bravin


Editora: Bezz
Páginas: 129
Publicação: 2015

Evelyn está prestes a realizar um sonho que quase todas as mulheres tem: se casar. Ela está com seu noivo desde que se mudou definitivamente para os Estados Unidos, após terminar o intercâmbio. Porém, o dia que deveria ser o mais feliz de sua vida se torna um grande pesadelo, pois James, seu noivo, a abandona no altar para fugir com a amante que está há mais de três anos.

A jovem fica sem chão e decide voltar para seu país. Após que ela se mudou do Brasil para os Estados Unidos ela deixou de manter contato com seus amigos e parentes. Sua vida tinha ficado dentro de uma bolha no relacionamento perfeito (sqn). Após ter sido abandonada ela decide procurar as pessoas que anos atrás fizeram parte de sua vida.

Mas ela não esperava que seu celular seria trocado com um estranho no aeroporto. Agora ela mantém contato com uma pessoa que nunca viu, e para piorar ela começa a ter sentimentos intensos pelo rapaz que está com seu celular. Após uma notícia trágica sobre alguém que fez parte de sua vida, ela terá uma missão e junto com suas amigas ela vão até afim para realizar o desejo do seu antigo amor.

Quando a li sinopse desse livro uma luz de neon brilhou com uma escrita dizendo “Clichê”. Não me importei, pois amo histórias clichês, porém ela deve ser bem escrita para prender minha atenção, pois estarei lendo algo que já li muitos vezes. Porém, Ligue-me amanhã tem um grande defeito quando é algo relacionado ao clichê, o que foi de não conseguir comprar a história que me foi apresentada.

O acontecimento com Evelyn e a troca dos celulares poderia ter sido algo muito promissor, mas a autora inseriu diversos elementos que fez desandar a trama. Ela inseriu elementos previsíveis e arrisco dizer até irreais, não é algo de fantasia, são coincidências que jamais aconteceria.

No decorrer das páginas fui acompanhando a trajetória da protagonista e não acreditando que estava lendo. Uma história que poderia ter sido de dar a volta por cima, mas trouxe reflexões com frases de efeito excessiva e mecânica. Fiquei extremamente triste quando estava acompanhando os acontecimentos e acertando sobre tudo que iria acontecer.

Queria ter me surpreendido e ter finalizado o livro satisfeito, mas não foi isso que aconteceu. Pergunto-me o porque da autora ter colocando tantos apetrechos com coincidências irreais em um romance contemporâneo.


Para os fãs de romance tenho que dizer que a leitura chegou a fluir, mas os eventos na trama foram pedras que me atrapalharam para me entreter e ter concluído a leitura de forma feliz. Foi um clichê que não conseguiu me prender, o que poderia ter sido totalmente diferente.
                                                                     

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