sábado, 28 de fevereiro de 2015

[RESENHA] A Escolhida (O Doador #2) de Lois Lowry



Editora: Arqueiro 
Páginas: 190
Publicação: 2014

Resenha de O Doador (O Doador #1)

Kira é uma jovem orfã que vive em um mundo pós-guerra que dividiu o território por função. Por ser portadora de uma deficiência física, ela é vista aos olhos de seus vizinhos como uma inútil, que não tem serventia para a comunidade. E estando em um governo que tende a descartar os mais fracos, ela se vê numa situação inesperada e perigosa, que pode lhe levar a morte. Uma de suas vizinhas resolve prestar queixa contra ela no Conselho dos Guardiões, para que o governo dê um fim em sua vida.

No julgamento fica decidido que Kira, que aprendeu a bordar com sua mãe, ficará responsável pelo bordado de uma túnica centenária, usada por um chefe de estado em ocasiões especiais. Essa peça de roupa é importantíssima para a comunidade em que vive e ela já teve influência até mesmo na história do mundo. Ao começar o seu trabalho, já morando no prédio do governo, ela começará uma série de investigações sobre o passado da humanidade, se deparando com segredos nunca antes revelado e que mudaria completamente a vida das pessoas em geral. Nossa protagonista se vê, então, em uma grande encruzilhada, dividida entre revelar o que sabe ou encarar a sua morte. 

A Escolhida é o segundo livro da série O Doador que conta com quatro livros lançados lá fora. Nele temos cenários e personagens diferentes do primeiro livro. Mesmo se passando no mesmo universo, a história é completamente diferente. Enquanto em O Doador temos uma sociedade já civilizada, constituindo uma enorme metrópole, aqui temos um cenário mais campestre, com fazendas e plantações. As regras impostas pelo Conselho são as mesmas em ambos os livros, mas essa é a única ligação que temos entre as histórias. Não vemos nenhum dos personagens anteriores ou nenhum dos locais em que eles passaram.

Gostei da forma como a autora conseguiu criar essa nova história completamente independente da anterior. A mudança de cenário, mantendo-se os mesmos paradigmas, serviu muito bem para a autora mostrar outro ponto de vista da sociedade distópica estabelecida logo após a terceira guerra mundial.

A narrativa de Lois continua a mesma. Sendo muito ágil nas descrições e focando a maior parte da história nos diálogos, a autora consegue levar aos leitores um livro rápido de ser lido, mas sem deixar de lado a crítica social e política que já lhe é sua característica. O nível de ação abaixou um pouco. Nessa história o foco maior é nas relações entre os personagens e em suas personalidades.

Para quem gostou de O Doador, A Escolhida é um prato cheio. Leitura mais do que recomendada para quem gosta do gênero distópico.
                                                                     

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2 comentários:

  1. Esse livro me interessa bastante, ainda mais com o sucesso enooorme que está fazendo! Abs

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  2. Li O Doador e gostei bastante, mas fiquei decepcionada quando descobri que a continuação não era com os mesmos personagens... Mas a resenha me deixou curiosa! Beijos, Jú
    docurailusoria.blogspot.com

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