quarta-feira, 29 de abril de 2015

[RESENHA] Iscas de J. Kent Messum



Editora: Record
Páginas: 320
Publicação: 2015

Nash se acordou daquilo que acreditava ser um sonho incrível. Saindo de uma tremenda ressaca por conta da noite anterior, ao abrir os olhos ele percebe que não está num ambiente que lhe é comum. Pelo contrário: ele está no meio de uma praia deserta. Como ele foi parar lá? É a pergunta que mais faz, até esbarrar em uma mulher que está desmaiada na areia, Ginger, uma ruiva que assim que acorda demonstra logo a sua personalidade forte. Vestindo roupas surradas e com uma aparência cadavérica ele logo percebe que Ginger é uma dependente química, igual a ele.

Logo os quatro demais membros acordam e, ao conversarem entre si, descobrem o que tem em comum: todos são viciados em drogas pesadas, principalmente a heroína. Sem ninguém conseguir lembrar o que tinha acontecido na noite anterior, eles resolvem explorar o lugar até que encontram uma caixa que contém um recado: caso eles queiram colocar as mãos em um baú recheado de seringas contendo a droga, terão de atravessar a nado o mar e chegar a uma segunda ilha que fica a alguns poucos quilômetros de distância. Até então, essa seria uma tarefa tranquila, porém quando um deles resolve nadar sozinho, é esquartejado por tubarões de diversas espécies.

Iscas é um suspense psicológico que mistura um pouco das premissas da série de filmes Jogos Mortais com a do reality show No Limite, com o adicional de todos os participantes do game serem viciados em heroínas desesperados por uma nova dose.

A leitura desse livro é extremamente ágil, o consegui ler em uma noite. Tinha altas expectativas com a história, que, no geral, me foram agraciadas. A construção dos personagens foi feita de maneira a trabalhar bem o conceito de descartabilidade que a sociedade atual dá para dependentes químicos. Pouco se sabe sobre os seus respectivos passados, suas famílias, seus vínculos e o que os levou a entrar no mundo das drogas.

O terror psicológico dos personagens é muito bem demonstrado pela narrativa de Messum, que é muito objetiva, sem grades descrições e focando nos diálogos. Os capítulos se mesclam entre o presente dos personagens na ilha e seus passados recentes, mostrando o que eles fizeram na noite passada. Esses flashbacks diluídos servem para elucidar algumas dúvidas do enredo e explicar o motivo de todos serem colocados naquela situação. 

Não espere um desfecho extraordinário ou que traga uma grande reviravolta na história. O autor deixou claro o que estava acontecendo da metade pro final do livro e pode-se encontrar dicas claras até mesmo no prólogo. 

No mais, é uma leitura recomendada para quem gosta de thrillers recheados de mistério e que gostem de livros do mesmo estilo.
                                                                     

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Um comentário:

  1. Olá!
    Comentei no post que falava sobre esse livro e fiquei interessado, principalmente por causa da capa, que eu adorei.
    Acho que eu iria gostar muito desse livro. Eu concordo com você que a história parece mesmo um reality show. Nunca li um livro com esse estilo. Gosto muito de mistérios e vou anotar a dica, com certeza. Ótima resenha!
    Abraço!
    http://ymaia.blogspot.com.br/

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