quarta-feira, 15 de abril de 2015

[RESENHA] Por Lugares Incríveis de Jennifer Niven



Editora: Seguinte
Páginas: 335
Publicação: 2015

Theodore Finch, ou simplesmente Finch, é um jovem de 16 anos que sempre faz o que lhe interessa, sem considerar a opinião do outros. Toda semana ele interpreta um personagem diferente no colégio, vestindo roupas diferentes. Por isso, ele logo começa a sofrer bullying dos valentões do colégio e passa a ser considerado como o freak, o esquisito. Mas, o que Finch guarda só para si é que ele tem sérias crises de depressão e já tentou se matar por diversas vezes.

Violet Markey é uma garota que sempre anda no grupo dos mais populares da escola. Ela tinha uma vida perfeita, namorando um dos garotos mais bonitos da cidade, rodeada de melhores amigas e pretendendo estudar escrita criativa em Nova York. Porém, uma reviravolta ocorre para virar de ponta a cabeça a sua vida perfeita: uma acidente de carro que mata a sua irmã, Eleanor. Violet se sent culpada por estar no mesmo carro e ter sobrevivido. Desde então sua vida desmorona e ela não consegue achar mais motivos para seguir adiante.

Quando Finch resolve se jogar da torre do sino da escola, encontra lá uma jovem loira, que nunca imaginaria que pensa igual a ele. Ao conversarem, um ajuda o outro a sair daquela situação. É durante um trabalho na aula de geografia, que visa fazer com que os alunos conheçam lugares incríveis do estado de Indiana, que a amizade entre os dois crescerá e ambos verão no outro uma fonte de motivação para viver.

Por Lugares Incríveis é um drama que fica entre o infantojuvenil e o Young-Adult e que tem fortes doses de sick-lit em seu conteúdo. O livro trata de uma jornada de dois jovens buscando um no outro a superação de situações difíceis de suas vidas.

Adorei a narrativa da Jennifer Niven, principalmente quando ela usa o recurso de alternar o ponto de vista dos protagonistas. Isso teve importância ímpar no ponto alto do livro. Achei também muito interessante a maneira como foi mostrada a relação do tempo com cada um. Por exemplo, no início do livro, nos capítulos da Violet o tempo é regressivo, como se ela estivesse contando os dias para que tudo aquilo acabasse. Nos do Finch, tem-se o contrário.

O livro é lindo. À medida que acompanhamos o crescimento da relação dos dois protagonistas, percebemos que os problemas que os perseguem, seus medos e seus fantasmas, é o que os une. É na fragilidade de suas emoções onde encontram um ao outro, não numa tentativa de preencher o vazio, mas sim de compartilhá-lo. Tanto o início, quanto o desenrolar da história e seu final são emocionantes e do tipo que mexem com os sentimentos do leitor. 

Para mim sempre é muito difícil fazer resenha dos meus livros favoritos e com esse é a mesma coisa. Por mais que eu escreva sobre o quão incrível e tocante o livro seja, não conseguirei expressar exatamente a magnitude que a leitura dele me propiciou. Leitura recomendadíssima para quem gosta de livros nesse formato.
                                                                     

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2 comentários:

  1. Olá!
    Deu para notar pelas suas palavras, apesar da dificuldade que você mencionou de ter que se expressar na resenha, que é um livro que merece atenção. Gostei do enredo. É sempre bacana acompanhar um bom drama de vez em quando. E essa capa? Essa capa! Cara, me deu uma nostalgia. Eu tinha esses castelinhos. Muito legal!
    Abraço!
    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Oi Marcos, apesar de ler resenhas ótimas deste livro, a sua inclusive, não consigo me empolgar para ler.
    Bjs, Rose.

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