domingo, 31 de maio de 2015

[RESENHA] Benefício na Morte de Robin Cook



Editora: Record
Páginas: 448
Publicação: 2015

Pia Gradzani é uma estudante de medicina da Columbia University em Nova Iorque. Aos 26 anos ela está prestes a se formar e resolve começar um estágio em genética molecular, mais especificamente com células-tronco. Para isso ela contata o professor Tobias Rothman, ganhador do prêmio Nobel de medicina por trabalhos nessa área. Como ele está iniciando um novo projeto envolvendo a geração espontânea de órgãos, logo vê em Pia um grande contingente intelectual para o estudo.

Ela é uma menina que foi abandonada pelos pais durante a infância, sendo criada em um monastério de freiras que custeia os seus estudos até hoje. Os fantasmas de sua infâncias a rodeiam até hoje e, vir e mexe, ela fica com vontade de voltar ao seu passado. Embora conheça quem são seus pais e as suas histórias, ela não consegue superar esse buraco que carrega consigo.

Em paralelo a isso, Edmund Mathews, presidente de uma companhia de seguro, resolve armar um plano para ganhar mais dinheiro. Ele usa a empresa para comprar apólices e vendê-las de forma mais barata. O trabalho todo envolve doentes crônicos e ele, juntamente com seus sócios, vê no trabalho de Rothman uma ameaça aos seus negócios, uma vez que caso a pesquisa dê certo, em breve muitas doenças serão eliminadas sem a necessidade de se fazer um seguro em cima disso.

Até que um dia uma situação catastrófica ocorre no laboratório de pesquisa de Rothman e Pia fica horrorizada. Ao mesmo tempo ela, juntamente com seu melhor amigo George, resolvem investigar o que está por trás de tudo aquilo e começam a entrar em um emaranhado jogo de interesses e dinheiro que poderá lhe custar a vida.

Benefício na Morte é um livro único do autor de thrillers médicos Robin Cook. Nesse, ao contrário dos outros livros dele que já li, não há qualquer relação com o seu protagonista padrão, Jack Stapleton.

A coisa que mais gosto em livros desse gênero é a forma como os autores usam a medicina não somente como pano de fundo mas também como ferramenta chave para desvendar o grande mistério. Ou seja, caso a história não tivesse elementos médicos, não teria uma solução concreta, definitiva. Em Benefício da Morte isso se evidencia ainda mais uma vez que essa área do saber é usada em todos os aspectos da trama. Desde o início da história de Pia, às menções ao seu curso de graduação e à sua vida de pesquisadora, até o desfecho da trama principal, em tudo há medicina pura sendo utilizada.

A trama principal, aliás, é tão intrincada que não dá margens a quase nenhum plot para se desenvolver em paralelo. O máximo que temos é um breve romance entre Pia e George se desenvolvendo brevemente e um pouco do passado da protagonista. No mais, apenas as consequências da catástrofe são consideradas.

A narrativa de Robin Cook continua muito boa. Mesmo gostando muito quando os autores se aprofundam em temas científicos em narrativas de ficção, achei que ele deu uma exagerada em algumas partes. Para mim isso foi ótimo mas para o leitor que não tem contato com os termos e o meio acadêmico, pode ser que fique monótono e muito extenso.

Recomendo a todos que gostem de thrillers médicos e que tenham gostado de outros livros do autor.
                                                                     

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