terça-feira, 30 de junho de 2015

[RESENHA] A Lista de Cecelia Ahern



Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Publicação: 2015

Kitty é uma jornalista de 32 anos que cometeu um erro em um link ao vivo no noticiário local. Ela acusou um homem, aparentemente inocente, de ter cometido um assassinato. Desde então sua vida se tornou um grande desastre. Ela perdeu seu emprego, está sendo processada em várias instâncias e vem sofrendo constantes ataques em sua residência: já colocaram fogo em sua porta, pixaram os muros e janelas e sujaram toda a escada de acesso com papel higiênico. Seu namorado também a deixou, depois de toda pressão que vinha passando. Só lhe restou sua melhor amiga Constance, mas um telefonema muda completamente tudo isso.

Constance está gravemente doente e lhe resta pouco tempo de vida. Antes de morrer ela deixa para a amiga um envelope e pede que ela prometa que só vai abrir depois de seu enterro. Quando Kitty assim o faz, ela percebe que está de posse de uma lista com cem nomes de pessoas completamente desconhecidas. Sem entender qual a mensagem que a amiga lhe desejou, ela começa a tentar encontrar cada uma dessas pessoas, mas ainda sem ter nenhuma noção do que fazer. É quando começa a conversar com elas e se aprofundar cada vez mais em suas histórias, que Kitty perceberá a sua importância em dar voz e vez a todas elas.

A Lista é um romance de Cecelia Ahern, autora conhecida por ter escrito P.S.: Eu Te Amo, livro que foi adaptado para os cinemas. Esse é o sexto livro dela que leio e sou apaixonado por suas histórias e por sua forma de escrever. Gosto muito de autores que retratam histórias do cotidiano, com pessoas normais vivendo histórias que poderiam ser reais. Com esse livro isso não foi diferente.

A história de Kitty me fisgou desde que li a sinopse. Acredito que o grande mote de A Lista se concentra em mostrar que as pessoas, por pior que estejam, sempre terão o poder de modificar o seu futuro, a sua história. Ahern sempre aborda esse tipo de viés em suas histórias, com fundos motivacionais ou reflexivos, sem soar chato ou como um livro de autoajuda. Talvez por isso que goste tanto dos livros dela. A carga dramática está presente de forma equilibrada, sem soar exagerado. O romance também existe, mas fica como coadjuvante, sem ser o foco real do livro.

Recomendo a leitura a todos que gostem dos livros da autora e que estejam procurando por um drama ou por uma história de superação e mudança de vida.
                                                                   

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