quarta-feira, 15 de julho de 2015

[RESENHA] O Príncipe dos Canalhas de Loretta Chase



Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Publicação: 2015


Sebastian Ballister, mais conhecido como lorde Dain é um homem temível. Um dos homens mais ricos da Inglaterra tem um passado sombrio e sofrido. Crescendo com o desprezo e a solidão, fez com que seu coração formasse um muro protegendo de qualquer sentimento sensível ou algo que poderia trazer felicidade. Jessica Trent é uma jovem espirituosa, decidida e com um temperamento singular. Recém chegada a Paris, com o intuito de tirar seu irmão, Bertie, dos maus caminhos e da companhia de Dain. Seu irmão está perdendo dinheiro em apostas, relacionando com meretrizes, gerando assim burburinhos da sua família. Quando Dain e Jessica se encontram algo forte e avassalador é aflorado. Um jogo de provocações e insinuações está para começar em um relacionamento intenso e mostrará que a aparência é apenas um detalhe quando o amor arromba as portas do coração.
            
Quando começo a ler um romance histórico minha expectativa é do autor (a) ser capaz de me transportar para a época narrada. Já comecei com o pé direito com a leitura de “O príncipe dos Canalhas”. Outro ponto que me fez apaixonar com a história foram personagens tão bem construídos, descritos e fez com que criasse uma empatia logo quando foram me apresentados.
            
A história já começa com um prólogo chocante/dramático a respeito da vida de Dain. Um pai que o despreza desde o seu nascimento, uma mãe ausente e ao passar dos anos a humilhação foi sua constante companhia por seus colegas de escola sempre terem algum motivo de zombá-lo. Assim, sua infância traumática e uma vida sem ter motivos para ser feliz foi alimentada por sentimentos ruins e o que fez ser alguém tão desalmado e repulsivo perante a sociedade. Jess é uma personagem que me conquistou com poucos diálogos e mostrando uma atitude estupenda. O que poderia ser tímida e submissa quando encontra com o Dain, já conhecendo a fama de ser alguém tão ruim, sua postura é algo totalmente contrário, o que gerou um incômodo e interesse por parte do marquês. Jess também se interessa e “auto desafia” em conquista-lo e fazê-lo feliz.
            
Uma obra escrita com muito esmero, Loretta nos traz momentos de descontração com direito a muitas risadas pelos diálogos e atitudes tão hilárias, um aperto no coração por ver cenas tão sofridas e assim me fez ser compassivo e compreensivo pelas atitudes de Dain. Narrado em terceira pessoa, o romance histórico é bem explorado pelos personagens (protagonistas e secundários), nos dá uma visão panorâmica de tudo, nos fazendo como meros observadores e mostrando o que/como cada situação se remeteu a determinada consequência.
            
O romance entre Dain e Jess é arrebatador. Primeiramente a presença do amor instantâneo é criado, mas o que poderia ser algo tão entediante e clichê, a autora faz com que haja uma construção no relacionamento do casal a partir desse amor tão repentino. Há cenas calientes, escritas de uma maneira bem sutil e sensual. Vários artefatos e elementos das histórias me fizeram amá-la e suspirar.

            
Para quem é fã de romance em geral têm grandes chances de se apaixonar por essa história. Uma escrita delicada e envolvente faz com que o leitor mergulhe e se delicie com personagens tão marcantes e apaixonantes. Nos faz refletir que o amor é para todos, não importa a aparência ou classe social. 
                                                                     

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Um comentário:

  1. Oi Luke, gostei muito do livro e dos personagens, e morri de ri em várias passagens. Os diálogos entre os dois eram ótimos.
    Bjs, Rose.

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