quinta-feira, 27 de agosto de 2015

[RESENHA] Cidade Banida de Ricardo Ragazzo



Editora: Planeta
Páginas: 383
Publicação: 2015

Seppi é uma jovem que nasceu diferente dos demais. Após uma grande guerra, a Terra como conhecemos não existe mais e foi devastada. Os humanos que sobreviveram agora vivem dentro de núcleos urbanos concentrados, com leis rígidas e subservientes ao Supremo Decano, uma espécie de ditador da época. Seguindo esse novo sistema imposto, todos os bebês nascido devem passar pelo crivo de seres com um dom psíquico de prever o futuro, chamados cognitos. Eles dirão o que a criança será, como se comportará e se devem ou não continuar vivas. Caso vejam que ela cometerá um crime algum dia, sua sentença será a morte.

Foi nesse momento que Seppi teve o seu destino alterado. Ao preverem que ela cometeria um crime, mais precisamente o assassinato de alguém, sua mãe resolve fugir para livrá-la da morte. Vivendo agora num exílio na região de Confins, conhecida como a Cidade Banida. Lá ela se veste e se comporta como um menino, para esconder a sua real identidade. Ela tem uma marca de nascença em formato de coração no ombro. Isso lhe faz especial e faz com que seja a escolhida para unir os renegados e enfrentar a tirano do Supremo Decano. Conseguirá ela provocar tamanha revolução social em Prima Capitale?

Cidade Banida é uma mistura de distopia e pós-apocalíptico com breves elementos sobrenaturais ao longo da narrativa. Nele veremos a jornada do herói, no caso da heroína, Seppi desde sua origem até o seu apogeu, tendo como pano de fundo um mundo devastado e com um sistema de governo opressor e tirano.

O que mais me incomodou durante a leitura foi a quantidade de plots e elementos retirados de séries de fantasia e distopia populares atualmente, como Jogos Vorazes, Divergente e Guerra dos Tronos. Alguns personagens possuem construção similares e algumas cenas soam apenas como novas roupagens. Entendo que, por ser um gênero que está tendendo à saturação a repetição de elementos é comum, mas sempre busco algo novo durante a leitura, coisa que não aconteceu durante essa.

O livro tende para o clichê o tempo todo e, como leitor voraz do gênero, consegui descobri todo o final antes de sua metade. A premissa não é forte ou original e isso faz com que todo o desenvolver do livro seja previsível. A construção de Seppi é feita como a de várias outras heroínas de mundos distópicos e, colocando-a como protagonista, fez com que toda a sua evolução ficasse associada ao padrão já conhecido.

No mais, a narrativa do autor é ágil e fluída e usa de várias cenas de ação concatenadas de forma a deixar a leitura rápida. Ragazzo consegue se conectar com o seu público leitor e escreve o que sabe que irá agradá-lo. Recomendo a todos que gostem de distopias YA.

                                                                     

Onde comprar?

3 comentários:

  1. Valeu, Marcão! Obrigado pela resenha. Por incrível que pareça, eu não li nenhum desses livros que você mencionou acima. Jogos Vorazes e Guerra dos Tronos apenas vi os filmes e série, e Divergente eu li quando já estava revisando a obra. Minhas inspirações foram mais "Minority Report", "Carrie - Estranha" e "Mad Max". Mas é exatamente isso que faz a literatura genial, né? Cada um enxerga de acordo com suas referências. Quem sabe não nos encontramos em um desses eventos literários Brasil afora e batemos um papo sobre isso? Fica bem! Abrazzo Ragazzo

    ResponderExcluir
  2. Oi, M!
    Só pela sinopse o livro já me pareceu uma mistura de Minority Report, com o negócio do assassinato, e Divergente, pela divisão. Mesmo assim fiquei com vontade de ler. Conheço a escrita do Ricardo e gosto muito da forma como ela prende o leitor.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. Olá,passeando pelo blog essa resenha me chamou atenção, principalmente por suas críticas. Fiquei com vontade de saber sua opinião sobre meu livro, que também é uma distopia pós apocalipse. Mas, depois passo com mais tempo pra propor algo.
    Parabéns pelo blog!
    Um beijo

    ResponderExcluir