domingo, 27 de setembro de 2015

[RESENHA] A Casa das Marés de Jojo Moyes



Editora: Bertrand Brasil 
Páginas: 476
Publicação: 2015

Merham é uma cidade do litoral dos Estados Unidos. Estamos na década de 50, um período dr grande transformação da história do país e, sobretudo na mentalidade dos jovens da época, cada vez mais tentando romper as tradições e definir as suas personalidades. Porém, nessa cidadezinha pacata, as regras sociais eram rígidas. Não havia nada que um morador fizesse que as vizinhas não soubessem ou não informassem umas às outras.

É nesse cenário que vive Lottie Swift, uma jovem orfã que foi acolhida por uma importante família local, os Holden, durante o período da Guerra. Assim que chegou à cidade, ela adorou o local e viu que ali seria onde passaria o resto de sua vida. Porém, ela estava muito enganada... 

Celia, por sua vez, detesta ficar ali e sonha em ir morar na capital. Filha legítima do casal Holden, ela não vê a hora de se rebelar e de sair daquele lugar. É quando um grupo de artistas se muda para uma antiga mansão da região, conhecida por ficar em frente ao mar. Logo as meninas se aproximam dos novos moradores, mas estes não são bem vistos pelos vizinhos. Sua forma peculiar de se vestir e seus modos de vida avançados para o tradicional estilo imposto no local, logo desperta uma série de comentários maldosos. E a aproximação das meninas mais ricas do local desses que não são tão desejados assim, causará uma série de acontecimentos com consequências trágicas e definitivas para todos.

A Casa das Marés é o segundo livro de Jojo Moyes que leio. O primeiro, Em Busca de Abrigo, já tem resenha aqui no blog e não me agradou tanto assim. Com essa segunda leitura, pude confirmar algumas dúvidas quanto à narrativa da autora que tinha no primeiro livro. Jojo Moyes, ao menos nesses dois livros, tem o hábito de fazer histórias que se passam em dois momentos temporais distintos mas que apresentam uma conexão entre si. Essa é uma fórmula pronta que molda muito a previsibilidade de sua narrativa, fazendo com que, ao ler um livro dela, já se sabe o que acontecerá nos próximos.

Foi o que aconteceu comigo nesse tomo. A história dá um salto temporal de 1950 para meados dos anos 2000. Com novos personagens, aparentemente a história original só se cruza pois, dessa vez os protagonistas moram na casa usada pelos artistas da primeira. Porém, com uma leitura um pouco mais intuitiva o leitor acaba percebendo o que a autora quer fazer com o livro, e acaba certando nos mínimos detalhes.

O final da primeira parte é forte e apresenta um bom gancho para a continuação, mas a previsibilidade de tudo me deixou muito desgostoso com a leitura. Tentarei ler outros livros da autora, uma vez que ela tem, principalmente nos mais recentes, recebido muitos elogios. Porém, no mais, esse ainda não foi o seu livro que me conquistou.

                                                                     

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