quinta-feira, 17 de setembro de 2015

[RESENHA] A Playlist de Ayden de Michelle Falkoff



Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Publicação: 2015

Sam e Hayden são grandes amigos de infância. Ele sempre fizeram tudo juntos e são complementares um para o outro. Mas, depois de uma festa na casa de um conhecido deles, Hayden decide cometer suicídio, o que deixa Sam completamente atordoado. Desde então ele perdeu o interesse pela vida, vive completamente amuado pelos corredores do colégio e se sente culpado por tudo o que aconteceu, como se caso ele estivesse mais próximo do amigo, conseguisse reverter essa situação. Ao visitar o quarto de seu amigo pela primeira vez, Sam descobre um bilhete e um pendrive contendo uma playlist de músicas que o amigo gostava. No recado estava escrito: "Ouça, você vai entender."

Ao começar a escutar música por música da lista, Sam busca respostas para o que levou o seu melhor amigo a cometer suicídio. E, à medida que ele vai absorvendo as letras das músicas, ele procura cada vez mais o passado de Hayden e começa uma investigação própria para encaixar todas as peças desse quebra-cabeças mal resolvido. Muitos segredos de Hayden, pessoas que faziam parte de seu convívio, coisas que ele fazia e situações em que ele estava envolvido vem à tona e deixará Sam surpreso.

A Playlist de Hayden é o romance de estreia da escritora americana Michelle Falkoff e trata-se de um YA que aborda temáticas como bullying, raiva, ódio, superação e perda. Todo o livro é contado sob o ponto de vista de Sam e cada capítulo é nomeado com uma das músicas da trilha deixada por Hayden.

O enredo do livro não é novo. Livros YA com temáticas suicidas não são novidades no mercado literário atual. Além disso, a forma como a autora desenvolveu a trama não trouxe algo novo para o gênero, fazendo com que o livro se torne mais do mesmo. 

O final do livro foi outro ponto que não me agradou. Por mais que a história dos personagens tivesse um desfecho, isoladamente, o plot principal ficou em aberto, com explicações muito vagas para a sua resolução. Foi como se a autora tivesse criado múltiplas possibilidades de desfechos e, ao se aproximar dele, se embananou e acabou correndo para finalizar tudo.

No mais, o interpretei como apenas mais um livro YA, sem grandes atrativos ou novidades para o gênero. Recomendo para quem gosta, mas já adianto não esperar por grandes reviravoltas no enredo ou algo novo/original.
                                                                     

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