segunda-feira, 12 de outubro de 2015

[RESENHA] Petrus Logus: O Guardião do Tempo (Petrus Logus #1) de Augusto Cury



Editora: Saraiva
Páginas: 296
Publicação: 2014

O mundo como conhecemos não existe mais. As fontes naturais se esgotaram, a violência se proliferou e a grande catástrofe aconteceu. Uma Terceira Grande Guerra Mundial o assolou. A esperança da humanidade era a de que, mesmo após o seu término, todo o mal fosse expurgado e, junto com ele, a terra virasse um local sem preconceito, racismo, separatismo, exclusão social e luta pelo poder. Mas isso não aconteceu. Cem anos depois do evento, o pum império que vem se destacando é o Reino de Csmus, dominado pelo Rei Apolo e por seus conselheiros. Nesse novo mundo, acredita-se que o conhecimento é a principal causa de tudo de ruim que aconteceu e, por isso, ele deve ser banido completamente. Não se há mais escolas e livros são objetos altamente ilegais. Os poucos que existem são objeto de contrabando do mercado negro. 

Filho de Apolo e irmão gêmeo de Lexus, Petrus Logus começa a se questionar sobre as decisões do pai e se rebela. Mas o que ele não sabia era que essa atitude poderia lhe custar a vida. Ele sempre gostou mais de aprender do que de manobrar a espada e se preparar para batalhas. Por ter uma mente livre, sofrerá graves consequências. Logo ele se vê com a missão de livrar o seu povo da ignorância e tentará lutar a todo custo para que isso aconteça. Mas ele contará com a ajuda de uma pessoa muito especial para isso. Na verdade não de uma pessoa, mas de alguém.

O Guardião do Tempo é o primeiro livro da série Petrus Logus que só teve o seu primeiro tomo publicado até agora no Brasil. Esse é o primeiro livro de ficção de Augusto Cury, autor conhecido por escrever livros de autoajuda, e também o primeiro a ser escrito para jovens. Os direitos da obra já foram comprados para o cinema.

Esse também foi meu primeiro contato com o autor. Sempre tive uma certa aversão a ele, em virtude de não gostar muito do gênero autoajuda. Por isso, quando vi uma ficção para jovens logo me interessei. No entanto, esse livro não me agradou tanto assim.

A começar pelo plot principal, que já é extremamente batido em livros para essa faixa etária. Um jovem que tem que se rebelar contra um sistema e lutar para salvar o seu povo não é novidade para ninguém. Nove entre dez livros para jovens tem a mesma premissa. E nesse caso o desenvolvimento que o autor dá à história foi muito similar ao lugar comum.

Outro ponto que me desagradou foi a narrativa de Cury. Esperava que, como sendo um livro de ficção o autor adotasse uma nova postura na escrita, mas me enganei muito. Augusto coloca inúmeras metáforas que tendem o tempo todo para alguma lição de moral, com fundos fortíssimos de autoajuda camuflada. Isso sem contar as inúmeras paradas na narrativa para inserir algum tipo de texto de incentivo ou reflexão pessoal. O personagem que é introduzido posteriormente na história e que ajuda Petrus a cumprir a sua missão nada mais é que única e exclusivamente um pedaço de autoajuda ambulante, cujo única função na história é a de dar conselhos com esse viés para o protagonista.

No mais, não foi uma leitura que me agradou e eu cheguei ao final me arrastando. Definitivamente não lerei os outros livros da série.

                                                                     

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