sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[RESENHA] Fragmentados de Neal Shusterman



Editora: Novo Conceito 
Páginas: 320
Publicação: 2015

O mundo como conhecemos não existe mais. Uma Segunda Grande Guerra Civil ocorreu, conhecida como Guerra de Heartland, e dizimou a vida de muitas pessoas. Logo após o confronto, uma nova regra foi criada, chamad e Lei da Vida, para que a paz pudesse reinar entre os povos e a sociedade fosse reorganizada de maneira ideal. 

Esse conjunto de normas prediz que nenhuma vida humana deve ser tocada até a idade de 13 anos, ou seja, nenhuma criança e adolescente abaixo dessa idade poderá sofrer nenhum tipo de violência ou a morte. Porém, ao atingir essa idade, o jovem sofrerá com a escolha de seus pais que poderá "abortar" a criança, fazendo com que ela seja fragmentada. Nesse processo, cada órgão do indivíduo é retirado para que seja doado a outras pessoas, numa espécie de transplante. Isso faz com que a vida desses jovens não tenha tecnicamente um fim, uma vez que todas as suas partes estarão vivas, mas no corpo de outras pessoas. 

No meio desse cenário, conheceremos três jovens que se rebelaram e agora fogem a qualquer custo desse processo, uma vez que atingiram 13 anos cada. Se conseguirem sobreviver até os 18 anos, ficarão vivos. Até lá, eles terão que fugir sem parar e sem sossego para garantir que não passarão pela fragmentação. 

Fragmentados é o primeiro livro de uma série que já tem quatro volumes lançados lá fora. O livro é uma distopia YA, gênero bastante comum nos últimos anos, que trata a questão da doação forçada de órgãos em uma sociedade pautada pela ditadura de normas a jovens e crianças.

A temática do livro não é nova, mas traz um pequeno sopro de inovação para esse gênero que já está tão desgastado no cenário da literatura para jovens atual. Acompanho alguns blogueiros do exterior e, lá fora, esse livro causa o maior burburinho por onde passa, sendo muito comentado e tendo uma enorme aceitação entre os jovens, alcançando grandes médias no goodreads.

Minha leitura foi boa e rápida. Mesmo estando muito desligado desse gênero, por conta do desgaste que citei anteriormente, gostei bastante da história, que sabe dosar bem as cenas de ação e as cenas mais reflexivas e paradas. A construção do cenário é clichê, bem como a escolha dos protagonistas. Nos plots, nada de muito novo, algo que sempre se vê em distopias para esse público: jovens que são contra uma sociedade/governo autoritária/o e que resolvem fugir para conseguir salvar suas vidas. O final é previsível e dá margem para as continuações.

Recomendo a todo que gostem de distopias YA e que ainda busquem algo de novo no gêero.


                                                                     

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