sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

[RESENHA] Dez coisas sobre o amor, de Sarah Butler

 


Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Publicação: 2015
 

Por 30 anos, Daniel caminha nas margens do rio Tâmisa e senta em um banco. Ali ele reflete sobre a vida e sempre em mãos tem um papel e um envelope e intitula com um nome. Ele também lista e escrever coisas que queria falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice também tem 30 anos e prefere viver longe de sua casa. Londres é carregada de lembranças de sua mãe, que se fora muito cedo. No entanto ela está de volta, pois seu pai está muito doente. Alice e Daniel são incompatíveis, as únicas coisas que podem ser semelhantes é o amor por coisas triviais como estrelas e mirtilos e uma lista de dez coisas que escrevem que o deixam felizes e tristes. Mas o amor pode surpreender quando menos se espera e com ele também poderá vir consequências. Será que um casal que é tão distante para ter um relacionamento poderá construir um alicerce forte? Até que esconder algo poderá ser a melhor escolha?

Esse é um livro que poderia ser espetacular num todo, mas algumas peças da história deixou a desejar. A trama é um drama, isso sem sombra de dúvida, mas há algumas obras que exageram no gênero, que por consequência aparenta ser algo um tanto forçado.

Alice é uma mulher madura e que prefere a solidão do que viver na mesma cidade de sua família. Não porque tem algum problema com eles, mas é porque lá as lembranças de sua mãe é forte. Ela escolheu não viver enclausurada em um cidade, cujo a dor seria sua companheira constante. Daniel é um homem que nunca conheceu sua filha, ele sempre a quis conhecer e construir uma família e sentir o amor de pai intensamente, mas o destino não foi tão solidário assim com ele. A relação entre Alice e Daniel é meiga, construída na base de lembranças e de uma vida não tão generosa para com eles. Um hábito que cada tem se torna algo tão importante para que fiquem juntos.

O livro é narrado em primeira pessoa pelos dois pontos de vista dos protagonistas. Sempre nos inícios dos capítulos há dez listas variadas. Entre os dois pontos de vistas, eu preferi de Daniel, pois como falei acima há histórias desse gênero que são exageradas e que parecem algo forçado. O ponto de vista de Alice é dessa forma e foi um dos motivos que me fez não ficar tão conectado com a trama.

O desenvolvimento do enredo e da narrativa é feita de maneira lenta e até mesmo incompleto, pois nas reflexões dos personagens não conseguimos compreender totalmente do que eles querem dizer. A leitura que poderia ser fluida foi enfadonha em algumas circunstâncias.

A obra possui muitas lições para nós. Sendo que uma delas é que o amor surge em nossas vidas quando menos esperamos, com reflexões nas entrelinhas e uma história meiga e sensível. Porém, não vá com muita sede ao pote, a bagagem de drama é exagerada e o clímax não foi satisfatório.

                                                                     

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Um comentário:

  1. Gosto quando os livros tem dois pontos de vistas diferentes e também pelo fato de saber a opinião de cada um deles.
    Tenho interesse em ler o livro mas confesso que a resenha me desanimou um pouquinho, acho chato quando estamos lendo e não conseguimos compreender o que o personagem realmente quer dizer.

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