sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

[RESENHA DUPLA + SORTEIO] Revival de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 376
Publicação: 2015

Olá, leitores!

Hoje faremos mais uma resenha dupla aqui no blog, desta vez de um livro do divo Stephen King. Foi o primeiro contato do Luke com a escrita do autor. Bora conferir o que achamos? A opinião do Luke está em verde e a minha em azul.


Jamie Morton cresceu em um lar com vários irmãos e país amáveis. Nasceu em uma cidade pequena e também frequentou uma igreja, que ali aprendeu muitas coisas. Jamie conheceu um dia o mais novo reverendo de sua igreja, Charlie Jacobs e ambos criaram um laço muito forte de amizade e admiração. Após circunstâncias adversas essa amizade foi interrompida e Jamie começa a conhecer um outro lado do mundo. Banhado de música, drogas e sexo, Jamie ficou em um estado crítico em sua vida. Como o destino sempre está pronto para pregar peças, alguns anos depois Jamie se encontrou com seu antigo pastor. A partir daí Morton percebe que Jacobs mudou e vê um outro lado do ex reverendo. Fatos sobrenaturais acompanham e será Jamie, encarregado de descobrir o porque disso.

Jamie sempre foi um garoto curioso e que gostava de elementos da ciência. Quando conhece Charlie, vê nele um cara jovem que tem a sua família e que gosta de conversar com garotos como ele. Mas, o que mais vai fasciná-lo é todo o poder criativo que Jacobs tem. Ele sempre gostou de trabalhar com eletricidade e passa dias criando engenhocas em seu porão. Isso os aproxima e faz com que uma amizade nasça daí. Porém, depois de uma série de eventos marcantes, ambos seguem seus próprios caminhos. Uma desgraça recai sobre a vida de Jacobs e sua família e ele, após um breve surto, acaba sendo banido da cidade onde pregava.

Passam-se décadas e agora veremos um Jamie diferente. Baixista de uma banda de rock, ele vive uma vida louca e desregrada, regada a drogas, álcool e muito sexo. Uma tragédia também se abateu por sobre a sua família e ele usa de todos os artifícios possíveis para esquecer tudo o que passou. É nesse momento de sua vida, quando está no fundo do poço, que ele reencontra o reverendo e ambos retomam o elo que tinham antes. Mas agora de forma mais forte. Juntos eles estarão em uma situação completamente nova e assustadora e verão do que são capazes de fazer.

Esse foi o primeiro livro que li do Stephen King, ou seja, minha ansiedade estava lá no alto e minhas expectativas também. Pois tantas pessoas elogiam os livros dele, então decidi conferir uma história dele. Contudo, "Revival", foi um contato nada agradável. Minhas expectativas não foram alcançadas.

O protagonista, Jamie, passa por diversas mudanças de tempo, ou seja, suas convicções mudam e juntamente com elas as suas crenças também. Ele é um personagem fácil de se identificar e se envolver. Jamie foi uma criança um tanto introspectiva, mas aos poucos que foi ficando mais velho se mostrou alguém mais livre. Livre ao ponto de se envolver com drogas e acabar se viciando. Outro personagem que também se  destaca é o reverendo Jacobs. Ele se mostrou alguém afetuoso e disposto a ensinar. Os anos se passaram e sua ganância o mostrou alguém diferente do que Jamie admirava.

Ao contrário do Luke, eu já li alguns livros do King, inclusive tenho um projeto para ler mais histórias dele ao longo desse ano. Tinha fortes expectativas para ler esse livro, mas elas também não foram satisfeitas. A começar que desde o começo da leitura não consegui me conectar com nada da história. Há muitos fatos na história que não acrescentam em nada. Isso faz a leitura ser muito maçante e ter páginas e mais páginas de livro sem nenhum acontecimento marcante na trama. Após o reencontro dos protagonistas há uma boa acelerada no ritmo, ara chegar até o fechamento do livro. Mas até lá, prepare-se para uma leitura enfadonha pela frente.

O livro é narrado por Jamie, mas o autor conseguiu através desse ponto de vista dar vozes a outros personagens que complementam o desenvolver da trama.

Pela sinopse e pela capa se percebe que há uma inspiração em Frankenstein e isso é real. O próprio King explica que teve a ideia original para a história quando leu o clássico. Porém, talvez por não ter tido uma boa experiência de leitura, só fui confirmar a conexão nas últimas páginas do livro.

A escrita de King conseguiu me prender em poucos momentos em que a história ganhava um clímax, pois fora esses momentos, a leitura se mostrou algo insosso e entediante. Algo q não me incomodou foram os capítulos grandes, pois em várias situações tiveram interseções de tempo inseridos nele.
Para quem é fã do autor, meu conselho é não ir com muita sede ao pote. Não consegui ver o objetivo que o autor quis dar a trama com vários elementos contidos. os dois personagens principais são bem construídos, mas a escrita pecou, e muito.

A ausência de grandes clímax no plot principal foi justamente o que me fez não gostar tanto quanto eu esperava desse livro. Aconselho a começar a ler o autor por outras obras, como Sob a Redoma e À Espera de Um Milagre, mas não por esse. Sei da genialidade e da magnífica escrita do autor em suas obras, mas confesso que, à uma primeira leitura, não me foi um livro agradável. Talvez num futuro eu possa reler e ver com outros olhos essa mesma história.





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5 comentários:

  1. Olá, meninos! Eu sinto tanta vontade de ler algo do King, mas nunca consigo. ): Seja por falta de oportunidade ou também por incentivo de um livro físico. Eu não conhecia esse título dele, aliás, devo dizer que essa é a primeira resenha que leio do livro. É uma pena que as expectativas de vocês não tenham sido atingidas, ás vezes a gente vai com muita sede ao pote, né? Achei o enredo desse livro bem inusitado. Espero ter a oportunidade de ler algum livro do King.

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  2. Olá amigos
    Stephen King é assim mesmo, um autor de best-sellers que escreve difícil, e só por isto já podemos perceber a sua genialidade. Estou lendo um cartapácio de mais de mil páginas chamado "A Dança da Morte" e realmente a leitura é lenta e complexa. "Revival" parece seguir a mesma linha. Para aprender a gostar de King, eu recomendaria começar por "Jogo Perigoso", "Carrie", ou "A Maldição da Cigana" sob o pseudonimo de Richard Bachmann, ou até mesmo "A Coisa", outro de mais de mil páginas.Vale a pena persistir,pois a hora que a leitura engrena e você gosta do livro,a admiração torna-se permanente. Aliás, ler King não é uma experiência literária apenas: acaba por tornar-se um culto. Entrem no Google e vejam quantos livros ele escreveu. É uma máquina bem azeitada de literatura.
    Um abraço.

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  3. Marco Teixeira escreveu o comentário acima

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  4. Amo ler os livros de King mas esse ainda não tive a oportunidade de ler. Espero compensar isso nesse ano de 2016, pois em 2015 não consegui cumprir a meta. Tenho alguns na minha estante e preciso completar a coleção. Será que consigo?

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  5. Bem faz um bom tempo que não leio nada do autor, esse livro quando foi lançado fiquei curiosa pra caramba, mas agora lendo a resenha não estou com taanta vontade assim, mas vou deixa-lo por em quanto na minha lista.

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