segunda-feira, 28 de março de 2016

[RESENHA] Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently (Dirk Gently #1) de Douglas Adams



Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Publicação: 2015

Richard MacDuff e Susan Way namoram. Ele leva uma vida normal: trabalha com engenharia da computação e sempre teve um comportamento muito pacato. Até que um dia ele surta e resolve ligar para a namorada. Como ela não atende, ele deixa um recado muito louco em sua caixa de mensagens, mas em seguida se arrepende do que fez. Ao perceber a mancada, ele resolve escalar o prédio dela e entrar em seu apartamento, pela janela, para apagar a gravação. 

Porém, nesse momento Dirk Gently, um detetive particular e amigo de faculdade de Richard, está observando os arredores com seu binóculo. Ao observar a cena ele resolve investigar o que o ex-colega está fazendo ali. Com o desenrolar da história e o aprofundamento das investigações. Dirk começa a fazer conexões entre a mensagem secreta e o assassinato de Gordon Way, irmão de Susan. Logo, Richard se tornará o principal culpado do crime.

Agência de Investigações Dirk Gently é o primeiro livro de uma duologia deixada por Douglas Adams, antes de morrer. O autor é conhecido pela série Guia do Mochileiro das Galáxias e estima-se que ele escreveria novos volumes dessa série posteriormente, o que infelizmente não foi possível. Uma das características das narrativas desse autor está no uso (e abuso) do non-sense e da grande força de comunicação com o público nerd, com grandes referências a este universo. 

Sempre tive vontade de ler Guia, mas como sempre gosto de começar um autor pelos livros menos badalados dele, resolvi pegar Dirk Gently para ler. Infelizmente essa não foi uma leitura que me agradou, pelo contrário, pedia a cada página que a leitura se acelerasse e que eu conseguisse terminar o livro o quanto antes.

A escrita de Adams é muito descritiva e arrastada, o que torna a leitura extremamente maçante. Ele usa de poucos diálogos e longos parágrafos para resolver suas cenas. Outro ponto que não me cativou no livro foi o uso do non-sense ou da chamada "literatura do absurdo", gênero em que coisas e situações absurdas podem acontecer a qualquer momento em qualquer cena. Nunca gostei muito desse recurso de escrita dos autores, sempre acho que, com inteligência, é possível passar a mesma mensagem de forma clara, sem precisar de alegorias estapafúrdias. No caso desse livro, Douglas o utiliza no grau máximo, o que acabou fazendo com que eu não me agradasse nem um pouco.

Ainda darei uma nova chance ao autor com Guia dos Mochileiros, ainda quero lê-lo, mas aconselho para quem, assim como eu, não gostar desse estilo de escrita, que esteja preparado antes de começar a leitura.

                                                                     

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Um comentário:

  1. Sempre me recomendaram Douglas Adams, mas por algum motivo nunca tive um interesse muito grande em ler nada dele, e entendo totalmente sua opinião sobre querer que o livro termine mais rápido, infelizmente isso tem acontecido com bastante frequência comigo.

    http://devaneiosdagih.blogspot.com.br/

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