terça-feira, 29 de março de 2016

[RESENHA] O Que Há de Estranho em Mim de Gayle Forman



Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Publicação: 2016

Brit é uma jovem de 16 anos que tem problemas com sua família. Sua mãe morreu e seu pai encontrou uma nova esposa, que ela odeia. Seu comportamento é agressivo e rebelde e ela sempre está em confusão com seus parentes. Ela é baixista de uma banda de rock e, por isso, vive voltando para casa altas horas da madrugada, muitas vezes bêbada. Em virtude de tudo isso, seu pai resolve interná-la em uma instituição que diz cuidar de jovens rebeldes para impô-los disciplina.

Ao chegar lá, Brit se vê completamente desesperada. O que é passado os pais das jovens internadas não corresponde à realidade. Ela é trancafiada em uma cela escura, no estilo solitária, e depois conversa com a psicóloga-diretora do local, que é uma grande megera. Logo ela descobre que, para conseguir sair de lá, terá que xingar e dedurar suas colegas de internato, além de trabalhar de forma extenuante. Diante desse ambiente hostil e perturbador, Brit se juntará com outras quatro amigas que fez por lá para entrar se livrar dese inferno e retomar a sua tão sonhada liberdade.

O Que Há de Estranho em Mim é o primeiro livro escrito por Gayle Forman, autora americana que fez sucesso com o best-seller Se Eu Ficar, dentre outros. Confesso que sou fã dela, esse e o sexto livro dela que leio e, infelizmente, não foi sua melhor leitura.

A premissa do livro é muito fraca. Entendo que a autora quis criar uma história forte e retratar um ambiente que existe de fato em várias clínicas psiquiátricas do mundo, mas o esforço para manter a verossimilhança do enredo acabou por tornar tudo muito forçado e desgostoso de ler. O livro estereotipa demais todos os personagens, fazendo com que tudo soe muito amador.

Acredito que o que mais faltou ao livro foi abordar com pesar o drama psicológico vivido pela protagonista. Mesmo com a narrativa em primeira pessoa, temos pouco acesso aos pensamentos e reflexões de Brit, algo que seria essencial em um drama que aborda o lado psicológico de seus personagens. Sei que a autora tentou abordar algo mais leve nesse aspecto, sobretudo em virtude de seu público ser predominantemente jovem, mas era algo que se fazia necessário na narrativa.

O que salva é a narrativa de Gayle Forman, que, percebe-se, evoluiu muito desse livro para os seus mais recentes. Atualmente a autora tem um bom poder de escrita, sobretudo nos romances e nos dramas. Nesse livro já percebemos como ela começa a trabalhar essas habilidades.

Aconselho que, caso leia o livro, não desista da autora e, caso já tenha lido algo dela, esteja ciente de que este é apenas o seu início. Não queira ler algo com a mesma qualidade que a duologia Se Eu Ficar ou Eu Estive Aqui.

                                                                     

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