domingo, 8 de maio de 2016

[RESENHA] O Céu Noturno em Minha Mente de Sarah Hammond



Editora: Galera Júnior
Páginas: 288
Publicação: 2016


Mikey Baxter é um garoto de 14 anos que vive com a sua mãe numa cidade do interior dos Estados Unidos. Ele não é como todos os garotos de sua idade. Seu pai está na prisão e ninguém de sua família conversa com ele sobre isso. A única coisa que ele acha que sabe é que a cicatriz que carrega em sua testa tem a ver com o crime que o pai praticou. Ele também tem um pouco de dificuldade de acompanhar o raciocínio dos outros. Sempre acha que sua mente é um pouco mais lenta que as do demais. Além disso, ele cria algumas histórias do passado, como se sua mente tivesse uma tecla de retroceder, em que ele consegue observar tudo o que se passou e, por consequência, consegue entender o que acontece agora, no presente.

Quando está no galpão ao lado de sua casa, que era usado como oficina, ele se surpreende e percebe que seu pai também está lá. Ao conversar com ele, Mikey descobre que ele escapou da prisão. Quando conta para a sua mãe, ela nega e acredita que essa é apenas mais uma impressão que ele teve. 

Porém, um dia, ao ir ao lago principal da cidade, ele percebe um objeto negro, boiando na água. Logo ele observa que é um corpo do morador de rua do local e fica com medo. Em seguida, um homem caipira, com feições sinistras aparece e conversa com ele sobre o acontecido. Um pacto entre os dois é feito e Mikey começa a querer investigar tudo o que aconteceu.

Confesso que estava com boas expectativas para esse livro. Adoro temas fortes contados sob perspectivas de crianças e adolescentes o que, quando o autor sabe dosar a narrativa, acaba por fazer coisas interessantíssimas. Confesso que isso não aconteceu de todo com esse livro.

O Céu Noturno em Minha Mente é um infanto-juvenil que abordará algumas temáticas recorrentes em alguns sick-lits contemporâneos como o bullying, doenças psiquiátricas e psicológicas, dentre outros. A narrativa da autora é ágil e usa da primeira pessoa como um bom artifício para mostrar essas características do protagonista.

No entanto, ache que a história trouxe apenas mais do mesmo. Esperava que a autora se aprofundasse mais em Mikey, uma vez que estávamos dentro de sua mente, mas ela não trouxe muitas camadas do personagem à tona. A relação dele com a mãe também foi um plot tratado com muita superficialidade, podendo ser melhor abordado. Também achei que a temática abordada como principal, o assassinato, não serviu nem para dar um status de suspense à história, nem teve um bom desenvolvimento ao longo do livro. Percebe-se claramente a faceta de todos os personagens logo nos primeiros capítulos, o que faz com que todo o resto seja previsível.

No mais, acredito que, se você gosta de livros sick-lit juvenis, deva gostar desse também. Mas ressalto que não se deve ir com muitas expectativas por ser um livro que trate as temáticas citadas.

                                                                     

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