sexta-feira, 8 de julho de 2016

[RESENHA] Interestelar de Greg Keyes



Editora: Gryphus 
Páginas: 268
Publicação: 2016

Cooper era um engenheiro espacial, que já fez algumas viagens no universo, mas que abandonou a profissão e agora ajuda o seu sogro, Donald, a administrar a sua fazenda, onde há uma plantação de milho. Ele é pai de Tom e Murphy, mas não sente que essa seja a sua verdadeira função no mundo. Estamos em um planeta Terra diferente do que vivemos hoje em dia. As mudanças climáticas e o uso desenfreado dos recursos naturais fez com que tudo se tornasse muito escasso e os valores econômicos e sociais da sociedade fossem revistos. Nesse ambiente, o milho é o novo petróleo e acaba por se tornar a base de toda a alimentação. 

Após um drone guiado pelo antigo exército surge na fazenda, a vida de Cooper começa a mudar. Durante uma tempestade de areia, comum na região, ele percebe que a estante de livros do quarto de sua filha apresenta um código diferente que, depois de explanado, percebe-se que se trata de uma coordenada geográfica. Ao ir ao ligar, ele descobrirá uma missão ultrassecreta para a qual foi escalado e que não pode negar. Começa aí a sua jornada de auto-descobrimento e de luta pela salvação do planeta Terra e de toda a humanidade.

Interestelar é a romantização do filme homônimo lançado em 2014 e que concorreu a cinco categorias do Oscar do mesmo ano. Nesse caso fez-se o caminho inverso do que geralmente estamos acostumados: o livro foi escrito posteriormente, baseado no roteiro, e não antes do filme para posteriormente ser adaptado a esta nova mídia. Em virtude disso, quase não temos diferenças entre os dois textos, apenas com acréscimos no texto acerca do pensamento de alguns personagens ou de descrições de locais e cenários.

Como falado anteriormente, por serem obras praticamente idênticas, não se adiciona muito a quem já assistiu ao filme. Comecei o livro exatamente em seguida de terminar o filme e foi uma leitura muito rápida, uma vez que estava com a história e as falas frescas em minha mente. E, como eu tinha adorado o filme, tendo ele se tornado um dos meus favoritos, a história do livro foi-me tão espetacular quanto.

Cooper é um personagem muito cativante. Ele apresenta várias camadas que são desnudadas ao longo de seu caminho e percebe-se, através dele, que a história, assim como toda boa história de ficção científica, não se limita à questão espacial ou tecnológica, trazendo de pano de fundo toda uma discussão acerca dos sentimentos de um homem e de toda a humanidade.

Recomendo a todos que gostaram do filme e que queiram reviver os mesmos sentimentos que ele tenha despertado e a todos que gostem de boas histórias que se passam no espaço.

                                                                     

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