sábado, 2 de julho de 2016

[RESENHA] Kiss of Deception (Crônicas de Amor e Ódio #1) de Mary E. Pearson


Editora: Darkside 
Páginas: 418
Publicação: 2016

Lia é uma jovem herdeira do trono de Morrighan. Seu dever é o de servir o seu reino e assumir a coroa quando isso lhe for designado. Logo sua família arma um casamento com o príncipe do reino vizinho, Dalbreck, sem consultá-la para saber se era isso que ela realmente queria.Ela sequer conhecia o rapaz, nunca o tinha visto na vida e o veria pela primeira vez no altar. Tudo ia bem, até que, no momento da festa, quando todos estavam na igreja, esperando a entrada da noiva, Lia decide fugir de tudo aquilo, entrando em uma carruagem alugada junto com Pauline, sua dama de companhia e amiga fiel.

Ambas partem rumo à Terravin, reino vizinho, intermediário entre os outros dois. Mas, sabendo do sumiço de sua possível futura esposa, o príncipe resolve então partir em sua busca, correndo atrás de informações de seu paradeiro. Mas ele não está sozinho nesse mesmo rumo. Um assassino recebe a missão de matar a Princesa Arabella, como também é chamada, e vai em seu encalço para assim fazer. 

Enquanto isso, em Terravin, Lia e Pauline começam uma nova vida, tendo de se virar para conseguir sobreviver. Mesmo sem os luxos e privilégios que a vida na realeza proporcionava, e tendo que trabalhar duo para se sustentar, Lia percebe que sua liberdade é o seu bem mais precioso e decide que não deixará que a tirem em momento algum. Porém, dois novos viajantes surgem no reino, um deles para se casar com ela e um para matá-la. Como Lia saberá quem é quem e como ela conseguirá desviar do perigo? As aparências enganam? O que está por trás de cada cavalheiro, mesmo com suas motivações particulares?

Kiss of Deception é o primeiro livro da trilogia Crônicas de Amor e Ódio, que já tem o segundo livro publicado nos Estados Unidos e o terceiro com previsão de publicação para esse ano. Essa é uma história de romance com protagonistas femininas fortes, corajosas e independentes que não precisam de príncipes encantados ou mocinhos encantadores para viver e conseguir o que querem. 

Lia é uma protagonista que se encaixa perfeitamente nesse perfil citado. Ela nunca admitiu muito o fato de ser a Primeira Filha da Casa Real, posição que traz consigo enormes responsabilidades. Além disso, o casamento que lhe fora imposto foi o estopim para decidir abrir mão de vez de tudo aquilo que  sempre buscou: sua liberdade e seu poder de escolha. Ela se encaixa no perfil de protagonistas que surgiu nos últimos anos nos livros YA e sobrenaturais.

A grande sacada do livro, além do protagonismo interessantíssimo de Lia, é a exclusão da identificação do príncipe e do assassino durante a narrativa. Lemos os capítulos de ambos sem saber quem é quem, criando os perfis dentro de nossa própria mente. Apenas no final tudo é revelado e o leitor fica finalmente sabendo se torceu para o que queria ou não, além das reais intenções de cada um. Esse elemento foi usado de forma muito inteligente pela autora, pois cria um elo de conexão muito forte com o leitor, fazendo com que ele devore o livro até a última página.

A mitologia da história também é interessante. Não me aprofundarei muito nesse tópico, para não dar spoiler a quem ainda não leu, mas a protagonista desenvolverá algo que lhe será muito útil no seu futuro na trama.

Vale destacar aqui o trabalho da editora com o livro. A edição está lindíssima, com capa dura, folha de guarda com o mapa do território onde se passa a história, um belo projeto gráfico e marcador de fita, além de alguns mimos para quem comprar o livro (pôster e marcadores). Fiquei impressionado quando entrei em contato a primeira vez, pois, pela primeira vez em todos esses anos que trabalho com livros, vi uma edição nacional superar a original, em hardcover. Já havia lido Kiss of Deception anteriormente em inglês, à trabalho, e gostei muito do trabalho tanto de edição quanto de tradução que a Darkside fez com o texto. A tradutora, Ana Death Duarte, que assina a tradução de séries como Belo Desatre e Guerra dos Fae, fez um trabalho muito bom, dando sentido a termos específicos da história original e mantendo a grafia quando necessário.

Recomendo muito a leitura de quem gosta de romances com protagonistas fortes e destemidas, como a da série Trono de Vidro, e de história da realeza, como na série A Seleção de Kiera Cass.
                                                                     

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