segunda-feira, 4 de julho de 2016

[RESENHA] A Sangue Frio de Truman Capote



Editora: Companhia das Letras
Páginas: 438
Publicação: 2003

A família Clutter era uma das mais influente de uma cidade do interior dos Estados Unidos. O clima bucólico e de interior, com toda a sua calma e tranquilidade, é rompido em novembro de 59, quando todos os membros da família são encontrados mortos de uma forma brutal e sanguinária. Logo se descobre que eles foram assassinados por dois homens que estão A`solta na cidade. O clima de caos se instaura e toda a rotina do vilarejo é modificada.

Toda a sinopse parece ser uma história de suspense ou romance policial, mas na verdade trata-se de um crime real. Capote passou seis anos levantando informações e investigando passo a passo tudo o que ocorreu naquele local. Depois de muito trabalho e de crises por conta do texto, ele publicou A Sangue Frio, livro que viria a revolucionar o mundo.

O livro todo é baseado em fatos reais, mas contados como se fosse um romance ficcional. Isso inaugurou um novo gênero na literatura mundial, o romance de não-ficção. Sempre fui fascinado por livros que misturassem as duas coisas, já li vários nesse sentido, e, talvez por isso, minha curiosidade em ler A Sangue Frio ficasse tão alta, uma vez que ele é o criador, o livro que abriu portas para tal tipo de literatura acontecer.

Truman Capote já tinha me despertado interesse quando li Bonequinha de Luxo, que é um dos meus filmes favoritos da vida. Embora tendo muitas diferenças do filme para o livro, adorei muito as duas histórias e comecei a ficar fascinado pela escrita desse autor. Desde então fiquei interessado em ler esse livro, uma vez que ele é sempre referenciado como sua obra-prima e como uma das maiores obras da literatura mundial.

A Sangue Frio é sensacional, um dos melhores livros que já li na vida. O fato de, por si só, sr um livro que mescla ficção com não-ficção já me despertou bastante interesse e, isso tendo sido feito por Capote aumentou ainda mais as expectativas para com ele. Expectativas essas que não foram decepcionadas.

A genialidade da narrativa do autor é presente desde o momento da construção e da concepção da ideia do livro até nos mínimos detalhes das descrições do texto e dos personagens. Capote é um retratista impecável, sabe construir e trabalhar os personagens como ninguém. Incrível como quando o lemos, conseguimos visualizar claramente o que ele está querendo dizer e ficamos com a sensação de que já vimos aquelas pessoas em algum lugar. No caso desse livro, em virtude dos "personagens" já existirem, Capote soube trabalhar todo o potencial da personalidade humana presente neles, o que me deixou ainda mais fascinado com o texto e com sua inteligência.

Leitura mais do que recomendada a todos, principalmente a quem tem curiosidade em ler algo desse autor, é uma excelente porta de entrada para a sua obra. Acredito que, para quem quer trabalhar com livros-reportagem e jornalismo policial é leitura mais do que obrigatória.
                                                                     

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