domingo, 9 de outubro de 2016

[RESENHA DUPLA] Achados e Perdidos (Bill Hodges #2) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Mais uma resenha dupla no C&T! \o/ Conforme eu tinha dito na resenha do livro anterior dessa trilogia, todos os livros da Bill Hodges seão resenhados em dupla por mim e pelo Luke. Portanto, meus comentários (Marcos rs) estarão em azul e os do Luke em verde. Espero que gostem! =)

Morris Bellamy é fanático pela história fictícia de um livro, cujo personagem principal se chama Jimmy Gold. Porém, o escritor John Rothstein deu um final que Morris detestou. Obsessivo como ele é, foi à casa do seu ídolo literário e roubou cadernos onde se encontrava anotações e histórias inéditas escritas há mais de 10 anos. Mas por vingança, Morris mata John. Anos depois o pequeno Peter Sabeurs encontra no quinta de sua casa um baú enterrado. Curioso com o conteúdo ele desenterra e encontra muito dinheiro e cadernos com a história de um personagem que leu e gostou tempo atrás. Sua família está passando por uma crise financeira, ele vê a oportunidade de ajudar seus pais com aquele dinheiro.

Morris é um psicopata perturbado que se agarrou à ficção para suprir à sua carência de realidade. Como queri que a obra acabasse do seu jeito, ele resolve tirar satisfação com o próprio autor e acaba por matá-lo. Logo ele foi preso por isso mas, no meio do caminho, ele também roubou cadernos com textos inéditos de um novo livro que John estava preparando. Em virtude dele ser um best-seller, esse conteúdo hoje em dia valeria ouro. E é justamente ele que será achado, depois de muitos anos, em um baú enterrado próximo à sua casa, por Peter.

Morris saiu da prisão anos depois e vai atrás daquilo que é seu por direito, os cadernos de John Rothstein. Ele manteve sua sanidade dentro da prisão com o objetivo de pôr as mãos e ler cada palavra que seu autor escreveu. Mas ele não sabe que o que tanto almeja não está mais onde ele colocou um dia. Peter e sua família correm perigo. Bill Hodges e sua trupe Holly e Jerome poderão ajudar. Se ainda tiverem tempo.

35 anos após o acontecido, Morris conseguiu de volta a sua liberdade. Mesmo tendo tempo suficiente para refletir sobre o que aconteceu, sua mente psicopata ainda guarda o desejo de poeder tocar nos cadernos que roubou anteriormente e ler tudo o que estava escrito nele. Porém, Peter não sabe no que se meteu ao desenterrar o baú. Junto com o dinheiro e o texto encontrado, há um enorme perigo envolvendo a sua vida e a de sua família.

Assim que terminei Mr Mercedes fiquei extasiado e sem fôlego com todo ocorrido que Bill Hodges viveu. Quando comecei o segundo volume já fui preparado com muito tiro, porrada e bomba. É incrível como King cria uma história tão eletrizante, e depois outra. Desta vez Bill Hodges não ganhou tanto enfoque assim, o que para mim foi muito bom, pois no primeiro volume conhecemos de sua vida. A história é dividida em três partes: 1) Como tudo começou, ou seja, Como Morris conheceu e assassinou John, como ele foi parar na prisão etc. 2) Como Peter encontrou o baú após tanto tempo, como sua família começou a ter problemas financeiros e como Morris viveu na prisão. 3) Aqui todos os pontos se cruzam, a resolução dos problemas.

Esse segundo volume acabou sendo o melhor da trilogia para mim., até agora. Se no primeiro King já entregou um texto recheado de suspense e ação, nesse segundo ele elevou esses traços de narrativa a um nível ainda maior. É simplesmente impossível querer largar o livro antes de saber o que acontecerá no final. Mesmo com Bill sendo um personagem que só entrará na trama já quase em seu final, a trama de Peter e Morris é sensacional e prende muito o leitor do início ao fim.

Morris é um homem obsessivo. Ele não mede esforços para cumprir seu objetivo, ter uma resposta do porque do desfecho da história de Jimmy Gold. Peter encontrou o baú muito novo, mas mesmo assim teve a maturidade de ver algo que poderia ajudar sua família. King tem muita capacidade de criar vivacidade aos seus personagens, torna-los fáceis de nos identificar. Isso foi um dos pontos altos para que a história ganhasse peso a mais. A escrita de King é fascinante. Desde a criação dos personagens, ambientação, diálogos e a ação em si. Não é por menos que ele é considerado rei, pois para criar uma trama tão real através das palavras é pra poucos. King desenvolve uma trama sobre obsessão de um fã, o amor pela família e o desejo de vê-la melhor, o valor da amizade e confiança etc.

Sem dúvidas temos nesse volume mais um exemplo do quão King é bom em construir personagens com mente psicopata. Ao usar da perspectiva da mente de alguém assim, ele consegue explicá-lo e colocar a sua visão de mundo para que o leitor possa sentir o que ele sente e ver o que ele vê. É algo sensacional de ser lido. As cenas de ação, sobretudo o desfecho do livro, são muito boas e deixam o leitor sem fôlego.

Para quem amou Mr. Mercedes, tem grandes chances de adorar Achados e Perdidos. Eu, no caso, prefiro este segundo, pois há mais cenas de ação e me identifiquei nesse mundo envolvendo a literatura (quem nunca quis tirar a limpo com o autor de determinado livro que você gostou, mas ele pôs um final que te desagradou?). Um livro contendo cenas imprevisíveis e um jogo de quebra-cabeças fascinante.

Livro mais do que recomendado para quem gostou do primeiro volume da trilogia e para quem quer continuar a ler os casos de Bill Hodges.

                                                                     

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