quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[RESENHA] A Garota que Perseguiu a Lua de Sarah Addison Allen



Editora: Planeta
Páginas: 240
Publicação: 2012

Emily é uma jovem que acaba de perder a mãe e que por isso teve de se mudar para a cidade de Mullaby, para morar com seu avô que nunca conheceu e é seu único parente vivo atualmente. Porém, a mãe ativista de causas sociais e cuidadosa traz um passado que ela jamais imaginou. Ir até a cidade acabará mexendo com tudo o que ela fez e com as pessoas que ela deixou para trás. Mas o que terá a mãe de Emily feito para que a filha seja tratada de uma forma um tanto estranha por alguns habitantes de lá?

Mullaby que esconde muitos segredos. Luzes estranhas aparecem esporadicamente no meio da floresta, como em flashs. O avô de Emily já foi cotado para ser o homem mais alto do mundo, pois é gigante e tem mais de 2 metros. Os Coffey, família tradicional local, nunca saem a noite e ninguém sabe o motivo disso. Para conhecer mais sobre tudo isso, Emily contará com a ajuda de Júlia, uma jovem confeiteira que herdou um restaurante na cidade deixado por seu pai e que era colega de turma da mãe da jovem, porém, sofria bullying de sua parte. Julia também traz uma história do passado, mais precisamente da noite de sua formatura, que esconde até hoje.

Aos poucos, Emily vai descobrir que sua mãe era na verdade uma das garotas mais populares do colégio e que, por conta disso, acabou por humilhar muitas pessoas. Isso tudo entra em choque com toda a imagem que ela havia construído antes. Um jovem da família Coffey, Win, também a ajudará a conhecer mais sobre o passado e, principalmente, o envolvimento da mãe dela com a morte de um de seus tios. Porém, Win poderá ficar muito próximo de Emyli, a ponto de colocar o segredo de gerações da família em risco.

A Garota que Perseguiu a Lua é o segundo livro de Sarah Addison Allen que leio. O primeiro foi O Pessegueiro, cuja resenha você confere aqui. A autora tem por característica escrever histórias contemporâneas dentro da realidade atual mas colocar leves toques fabulescos e fantásticos em sua obra, o que a deixa mais interessante e envolvente, sem ficar forçado ou aderir bruscamente a um mundo de fantasia mitológico. Com esse livro não foi diferente. 

Mullaby é um universo muito rico e que poderia facilmente ser qualquer cidade do interior dos Estados Unidos. Mesmo havendo um pouco de fantasia na história, isso se dá de forma muito sutil, sem ficar como o mote principal do livro e nem retirando o teor realístico da história. Pelo contrário, os breves elementos desse gênero se respaldam e encontram explicação no mundo real e funcionam apenas como metáforas para mensagens que a autora quer passar. Todos os elementos existe no mundo de hoje em dia.

Esse livro acabou se tornando um dos meus favoritos, não só da autora, como da vida. A história é linda, muito envolvente e os ganchos de suspense colocados por Allen dão o toque necessário para fazer com que o leitor não queira largá-lo de jeito nenhum. É o tipo de livro que você consegue ler facilmente em um dia, mas que não o faz para ficar degustando mais as palavras e, ao mesmo tempo, não querer largar aquele universo e a vida daqueles personagens. Em diversos momentos da leitura me senti dentro da cidade, convivendo com todos eles e sentindo o clima bucólico de cidade do interior.

Recomendo muito a leitura para todos que gostem de romances bem escritos com toques de suspense e para quem já é fã do trabalho da autora.
                                                                     

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