quarta-feira, 30 de novembro de 2016

[RESENHA] A História da Família de Anne Frank de Mirjam Pressler



Editora: Record
Páginas: 406
Publicação: 2016

Anne Frank é, talvez, o maior símbolo da Segunda Guerra Mundial. Seu diário já foi traduzido para inúmeras línguas, teve várias adaptações no cinema e no teatro, além de ser um texto chave para a compreensão do sofrimento causado por Hitler para com os judeus e para as minorias da Europa à época. Anne Frank, por consequência, se tornou um ícone e é tida como um grande nome de resistência e de luta até os dias de hoje.

Não é de se admirar que, tamanha a proporção que o texto de seu diário teve como impacto no mundo, tudo o que estava ao seu redor também foi catapultado e virou objeto de interesse histórico. Atualmente, se vê inúmeros livros que expandem o, digamos assim, "universo" Anne Frank. Tem-se livros contando como foram os seus dias após sua prisão e descoberta do esconderijo até a sua morte, livros que contam o que aconteceu com os amigos de infância dela e livros que, como é o caso desse, abordam outros parentes da família Frank que não os que estavam no esconderijo com ela. 

Em A História da Família de Anne Frank temos os pontos de vista de Alice Frank, avó de Anne, Helene Elias, tia dela e Buddy Elias, seu primo. Reunindo cartas, documentos, diários, agendas e manuscritos de uma maneira geral, esses relatos abordam um pouco sobre a história dos Frank, como eram os seu dia a dia, como Anne cresceu e como foram os dias de Otto após sua saída do esconderijo.

A ideia do livro surgiu ao se achar no porão de uma das casas da família, um reunido de documentos supracitados que trariam luz a alguns pontos da história dos Frank que ainda não haviam sido esclarecidos. O compilado foi organizado por Mirjam Pressler, tradutora do Diário para o alemão e autora de mais de quarenta livros de sucesso, e Gerti Elias, esposa de Buddy. O livro também apresenta fotos e documentos inéditos dos Frank.

O Diário de Anne Frank é um dos melhores livros que já li na vida, fica no top 3 dos meus livros favoritos. Tinha acabado de fazer a primeira releitura da obra, em outra edição que comprei, quando comecei a ler esse livro. Confesso que esperava um pouco mais da leitura. Entendo que o foco do livro não girava em torno de Anne somente, mas de toda a sua família, mas esperava que o período do esconderijo e a própria Anne tivesse uma maior evidência no texto. Apenas na terceira parte há um maior destaque nesse sentido. No mais, temos uma breve passagem da infância de Anne e ela só é citada esporadicamente em alguns trechos.

Acredito que, para quem está fazendo uma pesquisa sobre a vida de Anne, esse livro seja realmente essencial. No mais, para quem é apenas um admirador do Diário ou da jovem, não haja muito a ser acrescido nesse sentido.
                                                                     

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