segunda-feira, 15 de maio de 2017

[Resenha] A prisão do Rei (A Rainha Vermelha #3), de Victoria Aveyard


Editora: Seguinte
Páginas: 552
Publicação: 2017

A Rainha Vermelha #1
A Coroa Crel #0.1/0.2
Espada de vidro #2
                           
Em Espada de Vidro acompanhamos Mare e toda sua equipe na procura de outros indivíduos vermelhos com poderes, o que foi uma aventura intensa com muitos momentos tensos. Com a reviravolta de Mare se entregar a Maven deixará a Guarda Escarlate com vários planos para resgatar a garota elétrica. Mare tem como objetivo principal para o rei de Norta em ser instrumento para atrair outros vermelhos com poderes, com o intuito de construir um exército.

O que Maven não esperava é que os inimigos podem estar muito perto do que imagina. Para manter no poder será necessário muitas estratégias e decisões importantes para o povo e o seu trono. Mare tem esperança de sair, mas com os acontecimentos esse desejo desmorona dia a dia.

Os dois livros da série foram recheados de surpresas e reviravoltas. Isso é sinônimo de manter o leitor atento e curioso do começo ao fim. No entanto, em A prisão do Rei esse sentimento de ansiedade não despertou em mim. Foi uma leitura difícil de concluir.
Mare foi capturada por Maven e acompanhamos o seu dia a dia e como seu futuro será traçado. Ela é um mero objeto de mostrar aos outros que a Guarda Escarlate não é capaz de tirar o seu poder. A garota elétrica não nenhum poder, por conta de sua algema de pedra silenciosa. Aos olhos de Mare apenas acompanhamos as ações do rei e dos outros ao seu redor.

A autora dessa vez decidiu ampliar os pontos de vistas e deu voz narrativa para dois personagens da história: Cameron, recém-membro da Guarda Escarlate e Evangeline. Gostei de Cameron por ser uma figura que não está tão contente de onde está, pois o seu único motivo de estar na Guarda é para resgatar seu irmão em um lugar onde há milhares de crianças para enfrentar inimigos. Nesse ponto de vista conseguimos ver os próximos passos do grupo. Já Evangeline, podemos ter contato do seu ponto de vista mais para frente da trama, em um momento propício.

Infelizmente a leitura desse volume não me prender, pelos simples fato da autora inserir diversas cenas desnecessárias. Situações que poderiam ser cortadas e tornado o livro mais enxuto. Portanto, a trama, para mim, se tornou arrastada e enfadonha. Poucos plots twists e quando ocorria era num grande espaço de tempo. Para mim foi cansativo ficar acompanhando tantos eventos que poderiam ter sido narrados de maneira objetiva.

Victoria inseriu novos personagens à trama e deu a entender que serão importantes para os próximos acontecimentos na história. Já adianto que o livro termina de uma maneira que irá gerar grande curiosidade no leitor, para mim não chega ser um grande cliffhanger.


Para os fãs da série, como eu, aconselho a não ir com tanta sede ao pote. Conseguimos as respostas do que no livro anterior deixou algumas pontas soltas, mas não criou em mim aquele sentimento de querer devorar o livro até ele acabar, muito pelo ao contrário, fiquei longos dias lendo. Fico triste quando isso acontece, mas fazer o que, não é? É a vida. 
                                        

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