sexta-feira, 16 de junho de 2017

[Resenha] O Jogador de Vi Keeland


Editora: Charme
Páginas: 304
Publicação: 2017

Delilah é uma jornalista que ama o que faz e um dos seus trabalhos será entrevistar jogadores de futebol americano pós-jogo. Um deles é Brody Easton, considerado melhor jogador do Super Bowl. Em sua primeira entrevista com acontece algo que poderia abalar sua concentração, mas com muito esforço ela dá a volta por cima.

Brody vê em Delilah algo diferente e quase um desafio. Ele não hesitará para conquistar aquilo que quer, mas ele está bem enganado se está achando que pode tê-la de forma descompromissada. Delilah tem uma história e não aprecia relacionamentos casuais. Ela é do time de pessoas que gostam de compromisso e namorar.

Que não seja por isso. Brody aceita o desafio e mostrará que por trás da casca de brutamonte existe alguém com sentimentos e uma história também comovente. O que ele não sabia é que seu passado apareceria em um momento que estava feliz. Será que os fantasmas do quarterback serão fortes o bastante para destruir o começo do relacionamento com Delilah?

Estamos acostumados a concluir que todo livro com capa sugestiva, ou seja, homens sem camisa e outros tipos, só são inseridos cenas calientes. Eu não acredito nisso, pois já li muitos livros que poderiam transmitir essa mensagem, mas foi algo totalmente diferente, sendo que o que sugere é apenas o plano de fundo. Portanto, não vamos julgar a capa já pelo conteúdo.

Delilah e Brody são os tipos de casais que encontramos nas comédias românticas. Tem muita química, tensão e se odeiam no primeiro momento. Farpas, tiradas e jogos de sedução são uma das peças para o jogo. A cada briga mais o sentimento de paixão aumenta entra entre eles e isso é o que dá mais gás para a leitura se tornar viciante.

A interação do casal é fascinante e o que poderia melhorar conseguiu. A autora inseriu uma história a mais até mesmo mostrando o ponto de vista de uma personagem secundária, agregando mais na história e mostrando outra versão para o leitor.

Às vezes, acreditamos nas coisas não porque sabemos que elas são verdadeiras, mas porque as mentiras são mais fáceis de aceitar.

Já li outros livros de Vi Keeland e sua escrita continua envolvente, mas nesse livro e um outro percebi que ela traz uma pegada mais reflexiva, com uma lição arraigada em todos os capítulos até chegar ao final e amarra-la. É algo inteligente e construído com esmero para terminar de maneira orgânica.

Para os fãs de um bom romance – com cenas calientes – esta é uma ótima pedida. Além do romance um toque de drama está presente. Percebemos que Brody é um personagem belo, mas por trás da sua aparência e sua atitude “cafajeste” tem alguém com sentimentos e cuida de quem ama.


É um livro de superação, perdão, recomeço e dar novas chances. Isso tudo está presente em nossas vidas em algum momento e é isso que torna essa história tão real e fascinante do começo ao fim. Não é um mero romance abrasivo, mas é uma obra que traz lições sérias e importantes para nossa caminhada. 
                                                                     

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