quarta-feira, 12 de julho de 2017

[RESENHA DUPLA] O Bazar dos Sonhos Ruins de Stephen King



Editora: Suma de Letras 
Páginas: 528
Publicação: 2017

Oi, gente! A resenha de hoje é dupla. O Marcos e o Tiago falam suas impressões sobre o livro O Bazar dos Sonhos Ruins. Os comentários do Marcos estão em azul e do Tiago em laranja. Segue o baile!

O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de contos do considerado maior autor de terror do mundo: Stephen King. Nele, vemos um apanhado de contos que englobando basicamente o tema terror, mas também suspense e uns com um leve toque de fantasia. Os contos reunidos no livro foram escritos em diferentes épocas da carreira de King de modo que, durante a leitura, é fácil detectar o período em que cada um se insere.

Escuridão total sem estrelas foi meu primeiro contato com um livro de contos do Stephen King. Eu o li intercalando com outros livros, uma vez que os contos de Escuridão são relativamente maiores que os contos de O Bazar dos Sonhos Ruins. Já Bazar, li sozinho. 

Meus contos favoritos foram: Milha 81: é o conto que abre o livro. Ágil, bem construído com dois núcleos bem interessantes e congruentes. Só o King para fazer ter medo de uma "protagonista" como a dessa história; A Duna: uma história incrível que tem um final sensacional; Ur: em que King usa um Kindle como portal de um universo paralelo. O conto foi escrito inicialmente para a promoção do Kindle Keyboard e vinha dentro dos aparelhos comprados nas primeiras semanas de venda; e Obituários: cujo nome já resume tudo.

O conto Duna e Obtuários meio que ecoam um ao outro, já que eles falam sobre a antecipação da morte. Eu gostei bastante do desfecho de Duna, já Obtuários me lembrou bastante Death Note.

O mais legal do livro é que, além dos contos em si, King bate um papo com o leitor entre uma história e outra. Antes de cada conto há um texto de apresentação em que o autor conta suas motivações, as polêmicas envolvidas durante a escrita ou após a publicação e em quem estava pensando quando o escreveu. Esses textos eram muito legais e aproximavam muito o King do leitor. Algumas vezes eles eram melhores que o conto em si.

Eu sou um leitor curioso, por assim dizer. Isto porque uma das coisas que eu mais gostei neste livro são os comentários do autor antes de cada conto. É bem legal ver o que motivou o King a escrever cada conto e, de quebra, descobrir um pouco mais sobre a vida dele.

Esse é meu primeiro livro de contos do autor, que sou mega fã. Já tinha lido um conto dele, A Tribo que ele escreveu junto com seu filho, Joe Hill, e tinha gostado muito do trabalho de ambos em uma história mais curta. Com Bazar minha admiração por King escritor ficou ainda maior. Ele consegue sintetizar ideias de forma a trazer histórias completas, com início, desenvolvimento e fim, e, ao mesmo tempo, muito bem construídas.

Lendo Bazar, descobri que King também escreve poemas. Há dois contos em formato poemas, sendo que o segundo foi o que mais fez sentido pra mim. Não sou fã de poemas. Acredito que se você pode escrever em prosa, pra que poemas? Desculpa, Homero.

Recomendo muito a quem é fã do autor e para quem quer conhecê-lo. É uma ótima forma de começar a saborear a narrativa de King sem precisar se aventurar logo de cara por seus livros mais longos.


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