terça-feira, 5 de setembro de 2017

[RESENHA] Sempre vivemos no Castelo, de Shirley Jackson


Editora: Suma
Páginas: 200
Publicação:  2017


Mary Katherine e sua irmã Constance moram junto com seu tio Julian. Anos atrás alguns membros da família morreram envenenados e os vizinhos e moradores do vilarejo acusaram Constance de ser a responsável, mas nunca foi provado. A família vive distante de todo mundo, Mary Katherine apenas vai toda quinta-feira para fazer a compra da semana.

Porém, uma visita inesperada bate na porta da família Blackwood. É o primo Charles, ele será o responsável de mudar toda rotina da casa. Fazendo uma amizade mais próxima de Constance, o rapaz começa a ter atitudes estranhas e Mary Katherine é a única que percebe. Ela fará de tudo para proteger o restante de sua família que sobreviveu e não aceitará que nada e nem ninguém tente atrapalhar a vida pacata que tem ali.

Minhas expectativas para esse livro estava muito grande, pois ele é considerado um clássico do terror e que vários autores se inspiraram nele para escrever suas obras. Porém, logo no começo me deparei com um choque: não era nada daquilo que pensava. Isso não acontece muito comigo, mas quando acontece é nítido minha decepção.

A trama é narrada em primeira pessoa por Mary Katherine. Ela tem dezoito anos e sua imaginação é fértil, pois sempre diz que irá levar sua irmã para morar na Lua e tem manias bizarras, como enterrar objetos de valor. O comportamento de Mary não condiz com sua idade, pois no decorrer da leitura percebe-se que as atitudes da garota são de uma menina de doze anos. Constance é a mais velha, mas a sua postura é como dona de casa, mas também não deixa de serem estranhas algumas atitudes.

O tio das garotas, Julian, foi o único sobrevivente do envenenamento dos membros da família Blackwood. Ele é debilitado por conta das sequelas e constantemente o senhor se pergunta se o evento trágico realmente aconteceu. É uma família que aos olhos de fora são três malucos com sua peculiaridade.

Minha decepção foi que não se cumpriu aquilo a obra propõe. Eu não considero esse livro nem terror, no sentido de atingir o psicológico do leitor com uma trama recheada de momentos tensos e várias reviravoltas. É uma história vazia e que até agora estou procurando o sentido, o propósito que a autora quis passar.

A escrita de Jackson se mostrou cansativa em diversos momentos. Os personagens não me conquistaram, principalmente a narradora. Os conflitos são fracos e fiquei triste quando cheguei ao final da história não consegui responder: tá, o que a história quis passar realmente? Será que foi a união familiar? O amor entre duas irmãs? A amizade de duas irmãs que enfrentam diversas situações, mas até o final estão juntas?


Se algum amigo me perguntar se eu indicaria esse livro para ler, minha resposta é: não. Há muitos outros livros que são fieis ao que é proposta. Infelizmente esse não foi o caso. A obra é uma republicação da editora, que agora é com capa dura e um projeto gráfico primoroso.
                                                                     

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