sábado, 28 de outubro de 2017

[RESENHA] Duna (Duna #1) de Frank Herbert


Editora: Aleph
Páginas: 678
Publicação: 2017

Paul Atreides sempre foi treinado em doutrinas secretas para assumir o controle do governo de seu planeta, Caladan, e suceder seu pai. Esse lugar está passando por uma grande instabilidade política por um golpe ocorrido num passado recente. Porém, uma situação inesperada acaba por modificar toda a sua vida: o imperador ordena que sua família seja retirada de Caladan e habite o planeta Arrakis, conhecido como Duna, por ser composto de um ambiente desértico. A partir daí começa a jornada do herói de Paul. Acompanharemos a sua transformação de cidadão comum a herói e líder, numa jornada épica com grandes decisões e reviravoltas.


Duna é o primeiro livro de uma série escrita por Frank Herbert. Trata-se de uma ficção científica tida, seguindo muitas classificações, como soft, ou seja, cuja história não se baseia tanto no aparato tecnológico mas sim no âmbito social e nas críticas a possíveis impactos, sejam eles sociais ou, nesse caso, também ambientais, que determinados comportamentos e decisões podem ter no futuro. Esse livro faz isso com maestria.

Um dos pontos que eu mais gostei foi a forma como a questão ambiental é tratada na obra. Todo o pano de fundo se resolve em um planeta em que a água está escassa por conta do uso desenfreado desta e em as consequências do mau uso do meio ambiente no passado. Como sou Biólogo e Cientista Ambiental, e trabalho com mudanças climáticas há alguns anos, ler isso numa obra de ficção foi um prato cheio, um verdadeiro deleite. Só fica mais claro para mim o poder que a literatura tem de abordar e adentrar a assuntos do nosso cotidiano de forma eficaz e inteligente.

Há um grande número de núcleos e de personagens na história, uma vez que este universo é bem vasto. Isso pode atrapalhar um pouco a leitura de alguns leitores, mas, no geral, tudo se encaixa bem. Leitores de livros com esse formato de narrativa, muito usado em obras fantásticas como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Gelo e Fogo, já estão acostumados com essa situação e não devem estranhar tanto. Quem está começando a ler esses gêneros, pode ter alguma estranheza.

Vale destacar essa edição da Aleph que deu o devido valor que a obra merece. Além de ter capa dura e um prjeto gráfico muito bonito, o livro traz extras que auxiliam muito na leitura, como a introdução feita pelo Neil Gaiman e apêndices que trazem informações à história e um glossário com termos da obra. Sem dúvidas, uma daquelas edições para e ter na estante.

Leitura obrigatória a todos que gostam de ficção cientifica e recomendada para aqueles que querem ler o gênero, mas fugir dos universos hard.

                                                                     

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