segunda-feira, 30 de outubro de 2017

[RESENHA] O Jogo do Anjo (O Cemitério dos Livros Esquecidos #2) de Carlos Ruiz Zafón


Editora: Suma de Letras
Páginas: 520
Publicação: 2017

David Martín é um escritor nato. Porém, seu talento pela literatura nunca o trouxe nada de bom, nem o conseguiu fazer com que se sustentasse de sua arte. Com uma doença terminal (um tumor no cérebro em avançado estágio), ele se sujeitou a escrever uma série de curtos romances policiais que logo alcança um número absurdo de vendas, mas que não o satisfaz enquanto artista. Após passar por uma situação muito delicada com seu melhor amigo, David recebe uma proposta de um misterioso editor parisiense, de escrever um livro que reconceitue a fé mundial, uma espécie de novo evangelho.

Memso balançado, David envereda por essa missão, uma vez que isso lhe traria fama, dinheiro e um status na sua carreira inimaginável. Mas, quando começa a sua labuta, Martín entra em uma meada de sensações e situações que provocarão uma série de respostas no futuro de sua vida. Afinal, o que está por trás de tudo isso?

O Jogo do Anjo é o segundo livro da quadrilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos. A série não é composta de livros que continuam a história um do outro, mas sim de livros independentes que trazem histórias que se passam num mesmo universo e trazem elementos comuns. Isso significa que você pode ler os livros na ordem que quiser que não afetará o entendimento do conceito total da série, embora eu sempre recomende ler na ordem de lançamento. 

Confesso que é bem difícil para mim decidir qual dos dois que já li até agora, é o melhor uma vez que ambos me cativaram e me sugaram para dentro da história de uma forma como poucos livros conseguiram até hoje. Tenho uma leve inclinação para A Sombra do Vento, primeiro livro da série, mas, no geral, ambos são excelentes.

A narrativa do Zafón é alg fora de série. Sua escrita é extremamente envolvente e ao mesmo tempo doce, delicada, forte, quando precisa ser, e que cativa demais o leitor. É como se fosse fosse mergulhasse em um lago de imaginação toda vez que pega o livro para retomar a leitura. É delicioso demais lê-lo. Poucos autores conseguem fazer isso comigo e este é um deles.

Além disso, ele é mestre em conseguir misturar em um único romance múltiplos gêneros, sem que isso o faça soá-lo piegas ou randômico e perdido na narrativa. Dentro de uma mesma história temos romance romântico, drama, romance policial e até um leve toque de realismo fantástico, tudo se encaixando como uma verdadeira luva. É extonteante. Zafón faz com que você ria, chore, fique ávido e envolvido pela história, isso tudo em um único livro. Sem dúvidas um escritor com uma destreza impressionante.No final, tudo é arrematado e não fica uma linha sequer para fora. Tenho muita vontade de começar também a outra trilogia do autor, o que devo fazer em breve.

Recomendo demais a todos que gostam de ler livros bem escritos e que encham os olhos do leitor.. Essa trilogia é um prato cheio para nós, amantes da literatura.
                                                                     

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