terça-feira, 30 de janeiro de 2018

[MINIRRESENHA] O Livro do Juízo Final de Connie Willis


Editora: Suma de Letras
Páginas: 576
Publicação: 2017

Em Frankenstein, há uma parte em que o monstro "frankensteiniano" observa um grupo de pessoas articulando sons incompreensíveis. Com o tempo, ele passa a perceber a relação daqueles sons com as atividades delas e começa a entendê-las.

Mas por que falar de Frankenstein se o livro em questão é outro? Simples: "O livro do juízo final" se passa numa época em que o inglês era arcaico e a personagem principal, por conta de uma questão em especial, se vê numa situação análoga à da criatura de Mary Shelley. Porém, diferente da fluidez do texto de Mary, Connie se estende de um modo até incômodo na dificuldade do entendimento em questão.

“O livro do juízo final" tem tudo para agradar o leitor de ficção científica: uma viagem ao passado em que a pessoa no presente responsável por trazer de volta o viajante se encontra à beira da morte tão logo a viagem acontece. Isso foi o que me chamou a atenção. Eu gosto de FC. No entanto, senti que essa história foi arrastada. Eu me senti até enrolado com todas aquelas páginas com toda a falta de comunicação entre os personagens.

A edição do livro é bem bonita, com capa dura e textura. O livro ganhou três prêmios: Hugo, Nebula e Logus.
                                                                     

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